<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554</id><updated>2011-11-07T05:48:43.881-08:00</updated><title type='text'>Tiví Bãs</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-954551941407428987</id><published>2011-11-04T18:11:00.000-07:00</published><updated>2011-11-04T18:32:01.031-07:00</updated><title type='text'>Is This It</title><content type='html'>No embalo de Is This It, primeira faixa do álbum também chamado Is This It, abro meu coração já aquecido para falar só um pouco sobre como estou emocionada de ir ver os Strokes amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nI_88-zSuG4/TrSNL5uNa1I/AAAAAAAAAHw/ggb2tLEn_xE/s1600/The%252BStrokes.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="223" ida="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-nI_88-zSuG4/TrSNL5uNa1I/AAAAAAAAAHw/ggb2tLEn_xE/s320/The%252BStrokes.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Só quem já foi absolutamente obcecado por alguma coisa (não sei se “pessoas” estão inclusas nessa lista) mas banda, filme, sei lá, algo não exatamente palpável, entende o sentimento que é ser absolutamente obcecado por alguma coisa. Parece besta dito dessa forma, aliás, é besta, mas é um sentimental real e que ninguém que nunca tenha sido absolutamente obcecado por alguma coisa jamais vai entender. É estar permanentemente apaixonado e viciado e transtornado e... Eu fui assim pelos Strokes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fui assim pelos Strokes do fim do ano de 2001 até o começo do ano de 2004, mais ou menos. Eles habitavam o fundo do meu estômago, a superfície da minha pele, meus pensamentos e tudo mais. Eu não era antissocial por isso, pelo contrário: eu trazia os Strokes para a minha vida diária e social. Na escola, obrigava os colegas a amar Strokes também. Como? Eu e a Mina, minha amiga, sempre que podíamos, saíamos correndo para tomar o som do pátio na hora do intervalo e colocar Strokes. Nos murais da classe, colávamos fotos e pôsteres dos Strokes e assim em diante. Eu e Mina falávamos sobre Strokes dia e noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim de 2002, no amigo secreto, ganhei de presente um bolo com a cara do Julian Casablancas, vocalista dos Strokes. Nesse mesmo ano, quando foi lançado o segundo álbum deles, passei o dia todo ligando para a fnac Pinheiros para saber se já tinha chegado lá o carregamento. Quando finalmente chegou, saí correndo para ser a primeira a comprar. Que sensação ouvir o CD todo pela primeira vez! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, que sensação foi conhecê-los! Em meio a uma adolescência conturbada, a mocinha desencontrada de 15 anos que, até então, só ouvia rock clássico, ouviu, sem querer, em algum lugar, uma música que mudaria todo o rumo de sua vida. Pode parecer exagero, mas não é. Foi quando ouvi Last Nite pela primeira vez e fui, também, correndo comprar o disco dessa nova banda que me fez chorar aos prantos na primeira ouvida que defini quem eu seria pelos próximos anos. A verdade é que Strokes não é só a banda por que eu fui absolutamente obcecada por bons anos da minha formação de personalidade e intelectual. Não. Na verdade, Strokes é um dos temperos que me fazem ser hoje quem eu sou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É tão profundo que nem parece verdade. Mas meu primeiro contato sério que tive com a internet foi por causa dos Strokes. Eu era habitué do message board do site oficial. Lá foi minha primeira rede social. Era como se fosse um circulo social mesmo. Meu nickname era Nutty e eu era bem popular. Eu era a brasileira loira e com questões filosóficas inteligentes. Eu tinha um tópico de muito sucesso, que teve várias e várias versões, chamado “Cheap Philosophy” e era repleto de questões totalmente babacas para serem discutidas. Éramos em poucos, e bons, os populares do fórum. Me lembro de alguns personagens: heebeegeebee (que todos diziam ser o próprio Fabrizio, baterista da banda), o bones (que era o mais inteligente de todos os tempos e com quem eu trocava mensagens românticas e que todos diziam ser – de verdade – o Julian Casablancas), a Laura (que tinha vários nicks e era uma mentirosa compulsiva, postando a cada semana uma história diferentes sobre ela e algum dos Strokes. Convenceu a Mina a fazer parte de uma revista imaginaria de música que ela “trabalhava” e fez a Mina ir tirar foto dos Libertines em Bruxelas, enfim, outra história), o canucker (por quem a Mina tinha uma grande queda e era um grande dum babaca), a alima (típica adolescente americana no começo da onda hipster, mas uma fofinha), o Gabriel (sueco e com quem eu – também, oops – trocava mensagens românticas). Etc, etc, etc. E por fim: o grupinho brasileiro. Confesso que quando novos brasileiros entraram e não éramos mais só eu, Mina e Pedro (que entrava às vezes também, mas é nosso amigo da vida real), morri de ciúme. Morri. Mas depois fiz amizades massa! Inclusive com a dona da casa que me abrigou quando fui ver os rapaize no Rio em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por causa do message board que eu passei a me interessar de verdade pela língua inglesa – depois de 8 anos de curso de inglês, eu não falava nada por puro desinteresse. Com o message board, passei a escrever em inglês o dia inteiro e me tornar confortável com a língua. Inclusive foi sobre Strokes que falei em meu exame oral da Trinity em 2002. Falei sobre minha obsessão por eles e passei com “A distinction”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram eles que me fizeram me interessar por revistas de música, por novas bandas, por aquele tipo de cara, por aquele tipo de lugar para ir, por aquele tipo de comportamento, por aquele tipo de encarar a vida, por aquele tipo de cabelo, de sapato, de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não era uma imitação de Strokes. Nunca fui isso. Eu simplesmente era a melhor amiga e, quiçá, amante deles. Eu andava na rodinha deles, sabia o que eles falavam, pensavam e sobre o que riam. Eu era absolutamente obcecada por eles. Tanto que quando, em 2005, fui vê-los no Rio pela primeira vez e já não mais tão obcecada, quando tive a chance de conhecê-los a ponto de conversar com eles, amarelei. Amarelei da pior forma possível. Amarelei porque eles nunca falariam comigo como, para mim, falaram durante aqueles últimos 4 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2005 a emoção não deixou de ser enorme, mesmo com menos obsessão. Ficamos na fila, ficamos ansiosos pra caramba, ficamos na grade, gritamos pro Matt Romano, que não vou contar quem é, mas que riu dos nossos gritos, aparecemos na MTV enlouquecidas (eu e Mina), choramos, cantamos, nos emocionamos e vivemos, finalmente, um momento com os Strokes da vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro CD já não me animou muito. O quarto então, vixe! Devo ter ouvido umas 3 vezes inteiro. Não sou mais absolutamente obcecada&amp;nbsp;por eles. Gosto de contar essas histórias, gosto de ter essas lembranças, gosto do Is This It. AMO O IS THIS IT! Nunca vou me esquecer de que o Julian riu e olhou na minha direção ao anunciar que tocaria, então, “Trying Yout Luck” depois de eu me esgoelar gritando “Trying Your Luuuuuuuuuuuuuuck” no show de 2005. Tem quem não acredite, mas é verdade. E agora, anos e anos&amp;nbsp;depois,&amp;nbsp;&amp;nbsp;posso admitir que estou mais-do-que emocionada em vê-los de novo amanhã. É como se esse sentimento de 10 anos atrás&amp;nbsp;tivesse voltado e preenchido meu coração por alguns segundos. Eles são meus. São meus ex-amores que eternamente serão meus e só meus. Da Mina também. Mas sempre “habitando meu estômago e invadindo um pouco a superfície do meu ser”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-954551941407428987?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/954551941407428987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=954551941407428987' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/954551941407428987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/954551941407428987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/11/is-this-it.html' title='Is This It'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nI_88-zSuG4/TrSNL5uNa1I/AAAAAAAAAHw/ggb2tLEn_xE/s72-c/The%252BStrokes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4064406155332891115</id><published>2011-10-30T11:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T11:45:32.004-07:00</updated><title type='text'>Sobre Domingo</title><content type='html'>Sabe o buraco vazio que cada um carrega dentro de si? Sabe o buraco vazio que cada um carrega dentro de si e tenta preencher constantemente com um monte de coisa de sua preferência? Tem gente que preenche com paixão, gente que preenche com TV, gente que preenche com aventura, gente que preenche com trabalho, comida, esporte, literatura, sexo, gente que preenche seguindo a correnteza e gente que preenche na contramão. Sabe esse buraco? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse buraco maldito está sempre lá. Ele é como se fosse um rombo no estômago. Um balde vazio no meio do estômago. Um balde sem fundo. Sem fundo porque, por mais que seja preenchido com esse monte de coisa da preferência de cada um, nunca está suficientemente cheio. Ele enche até a superfície e quase que imediatamente já volta a ficar vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por isso que tem gente que come demais, gente que come de menos, gente viciado em droga, remédio, trabalho, cigarro e música. É por isso que tem gente que nunca está sozinha e gente que sempre se rendeu à solidão. Esse buraco exige de cada um uma coisa bem específica. É difícil mesmo saber equilibrar o que o buraco exige. O buraco negro de dentro do estômago que exige coisas da preferência de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo é o dia oficial do buraco vazio. Segunda é dia de trabalho. Terça, também. Quarta é meio da semana e dia de reclamar. Quinta traz já a esperança do fim de semana. Sexta é o dia que todos esperam e o buraco fica preenchedíssimo de tanta expectativa! Sábado é dia de atividade ao ar livre, dia de festa, dia de buraco feliz. Já, o domingo... Ah, o domingo... O domingo exige tanta coisa que não há buraco no mundo que agüente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domingo expõe o buraco vazio e em vez de enchê-lo até a superfície, o deixa exposto. Balde sem tampa e sem nada dentro. O buraco insaciável fica sem nada dentro. Sem nada que o impeça de existir. Domingo é o dia em que o buraco vazio de dentro de cada estômago de cada indivíduo do planeta Terra se torna presente e faz seu apelo por mais atenção. É por isso que todo mundo odeia o domingo. É por isso que domingo é dia nacional do Faustão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo sobra pra família, sobra pra igreja, sobra sempre para o perdão. Se fosse em Israel, não seria assim. Porque em Israel sábado é domingo. E sabendo do buraco, eles instituíram regras de acordo com a religião, para deixar sábado (domingo) com buraco ocupado. Regras do tipo: não pode apertar botão do elevador, não pode usar carro, não pode encher a cara, não pode ver TV, não pode, não pode, não pode. Pode: se reunir com família e amigos, conversar sobre assuntos bíblicos, dançar em Jerusalém, jogar pedra no carro dos que decidiram dirigir, jogar pedra nas mulheres de saia curta ou de calça, jogar pedra em quem mais quiser que não siga as regras. Assim sábado (domingo) fica preenchido com muito mais facilidade. Tem reza no final. Tem reza no começo, um dia antes. Tem reza o dia todo pra preencher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em São Paulo, o domingo é emblemático. Tem cheiro de buraco sem fundo. Aqui todo mundo sabe do buraco. Faz análise uma, duas ou três vezes por semana para tirar tudo que colocou no buraco durante a vida. Vai tirando e discutindo. Vai tirando e pensando. Vai tirando e analisando. O domingo em São Paulo é emblemático porque é dia de futebol no Pacaembu. É dia de pão e circo. Na hora que acaba o pão, o buraco esvazia. Na hora que acaba o circo, o buraco pede mais. O buraco pede mais e não há nada no mundo que substitua aquilo tudo. O buraco arde e faz parecer que nem dá pra respirar. O buraco suga a respiração, suga o pensamento, se transforma em preocupação, em lágrima, em falta de sono, em desespero, em tristeza, em depressão, em chatice, em tédio, em um sentimento de querer tirar o buraco e jogar fora, no lixo, pra ser jogado, para sempre, na imensidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4064406155332891115?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4064406155332891115/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4064406155332891115' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4064406155332891115'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4064406155332891115'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/10/sobre-domingo.html' title='Sobre Domingo'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-6516795261408891500</id><published>2011-06-25T19:24:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T19:41:45.811-07:00</updated><title type='text'>Mais um Ensaio Semi-Existencialista Sobre Coisa Nenhuma Concreta</title><content type='html'>Algumas decisões foram tomadas devido a alguns conflitos (conflitos?) externos. A ressaca causada pela idiota mistura de vodka com cerveja fez minha cabeça lembrar meu sistema nervoso de que ela está pregada sobre meu pescoço o dia todo. O dia todo. Tudo bem que AAS não é dos remédios mais fortes, mas eu juro que era o único que tinha aqui para tomar. Eu juro também que justo a farmácia do shopping aonde fui hoje estava fechada. Justo aquela! Entre tantas outras... Fato é que minha cabeça continua doendo e por isso decidi não sair e por isso fiquei vendo novela e por isso coloquei num canal de filme assim que a novela acabou e por isso que comecei a ver o filme do Esmir Filho que é sobre universo virtual, relacionamentos e blog e por isso estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma grande sucessão de causas e consquências. Uma equação bem simples. Mais simples até do que a equação que tentei outro dia projetar na minha cabeça sobre como nossas&amp;nbsp;atitudes e decisões&amp;nbsp;são quase sempre&amp;nbsp;guiadas, sem querer, por decisões alheias. É claro! Como poderia ser diferente? Mas observe que você só se move, em um ônibus cheio e consegue se sentar no banco assim que uma outra pessoa se levanta e assim, de novo,&amp;nbsp;sucessivamente. Você,&amp;nbsp;eu&amp;nbsp;e todos nós tomamos decisões baseadas naquilo que conhecemos e temos como verdadeiro (ou nem é para tanto), mas claro, harmoniosamente acompanhando o universo e suas "brechas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, tenho discutido muito na terapia sobre uma questão importante: a volta do meu existencialismo. Como eu disse um dia por aqui e sempre repito: quando eu era adolescente, na ALTA ADOLESCÊNCIA&amp;nbsp;- bem comparável à Alta Idade Média, eu chorava todas as noites sem conseguir entender o funcionamento do universo. Eu não entendia o funcionamento do universo! Vocês acreditam!? Claro que acreditam, afinal, vocês também não entendem o funcionamento do universo. Vocês têm sua interpretação, claro, mas não entendem, entendem, certo? Eu também não entendia e morria por dentro a cada vez que pensava sobre o que existia além da nossa&amp;nbsp;galáxia, sobre o quão imensuravelmente grande pode ser a combinação de todas as&amp;nbsp;galáxias e sobre porque o mundo&amp;nbsp;humano tem que ser organizado da forma como é organizado - por que nunca mais saiu de sua ordem, nessa história dos últimos 10 mil anos, pelo menos. Eu chorava e me angustiava e sofria. Sofria muito mesmo com essa minha falta de compreensão. De repente, sem mais nem menos, um dia... Isso acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou! Pluft! Eu não era mais uma adolescente existencialista, mas uma pessoa com muitas cobranças e obrigações e&amp;nbsp;"relacionamentos" e estágios, trabalhos para entregar, dieta, filmes para ver, livros para ler, ideias sobre coisas muito mais importantes como o que&amp;nbsp;é legal dizer e pensar, etc, etc, etc. Eu ia "vir aqui hoje" para falar, mais uma vez, sobre cafajestagem, mas acabou que vim aqui&amp;nbsp;para enfim estabelecer o pensamento existencialista que voltou a me incomodar. Ou seja, ele nunca sumiu, safado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é por esse maldito pensamento existencialista que não me deixa em paz que&amp;nbsp;me fez&amp;nbsp;ter uma visão bem&amp;nbsp;clara sobre o que é a vida - e talvez, muito provavelmente, alguém já tenha&amp;nbsp;dito isso - &amp;nbsp;mas a vida, de certa forma, ou de forma inteira, é um grande buraco vazio sem fundo enlouquecido por ser preenchido. Ele é um imã esquisito para acontecimentos, sentimentos, ações, decisões, informação e todo o resto de coisa que a gente joga lá diariamente. E o mais engraçado é que ele funciona de maneira bem proporcional: quanto mais coisa é jogada lá dentro, mais ele se expande para os lados e mais coisa é preciso ser jogada lá a cada segundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. A vida é um buraco sem fundo. A vida é um buraco sem fundo louco para ser preenchido. E quanto mais coisa a gente joga lá, mais coisa o buraco quer. Por quê? Bom, aí vocês leitores já estão querendo demais da capacidade de assimilação do meu cérebro de galinha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto, dentro desse tópico, que tenho discutido na terapia, e que tenho tentado interpretar de forma prática, é o de que eu simplesmente procuro a grande VERDADE em tudo da minha vida. E quanto mais eu procuro verdade, menos consigo encontrá-la. Quanto mais tento agir VERDADEIRAMENTE com o mundo, mais me sinto enganada. Eu ainda estou tentando entender essa equação também. Mas é quase como se... A verdade fosse intocável e uma vez que qualquer um a torne tocável, ela deixe de existir! A verdade não é um buraco sem fundo... A verdade tá mais para uma cor como o furta-cor que ninguém sabe definir muito bem se aquilo é um roxo, verde, amarelo, laranja. Ou até mesmo a flicts!&amp;nbsp;Porque talvez - e também muito provavelmente - essa verdade tão absoluta mesmo não exista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vou tentar aqui montar uma pequena equação da minha crise existencialista: a vida (a minha vida)&amp;nbsp;é um gigantesco buraco sem fundo que imlplora por verdades absolutas e que nunca as viu e quanto mais eu jogo ações e pensamentos&amp;nbsp;que eu acredito serem verdadeiros, mais verdade ele pede, e menos verdade eu consigo achar. Tá fácil de entender? Até eu já me perdi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a próxima vez que me perguntarem "Oi, Natalia! O que tem feito?" eu vou responder, verdadeiramente e, talvez aos olhos de pessoas&amp;nbsp;tristes, melancolicamente&amp;nbsp;"Preenchendo meu vazio. E você?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-6516795261408891500?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/6516795261408891500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=6516795261408891500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6516795261408891500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6516795261408891500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/06/mais-um-ensaio-semi-existencialista.html' title='Mais um Ensaio Semi-Existencialista Sobre Coisa Nenhuma Concreta'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2737282610753227191</id><published>2011-05-19T12:46:00.000-07:00</published><updated>2011-05-19T12:52:47.720-07:00</updated><title type='text'>Quando o Mundo Ficou um Pouco Mais Maluco que Geralmente</title><content type='html'>Sabe quando você ouve alguém falando "trazer um filho para este mundo? Que está cada vez pior é só tem desgraça?" e pensa "Putz, se os primeiros seres humanos da história tivessem analisado o cenário global e tivessem chegado também a essa conclusão, não existiria humanidade"? Ah, você não pensa isso? Bom, eu sempre penso. E penso porque vocês hão de concordar comigo que o mundo nunca esteve lá essas maravilhas que esse pessoal todo acha não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipo, vamos pensar... Quando foi que ele poderia ter sido melhor? Quando os homens caçavam e lutavam pela sobrevivência de forma pura e visceral? Ou sei lá, acho que as pessoas devem pensar no começo do século XX como grande maravilha da história e tal. Gozado é que outro dia eu estava conversando com minha prima que é artista plástica e bem mais ativa politicamente do que eu e falando sobre política e sobre como a vida era mais bacana em 1922 e como todo mundo naquele ano era artista e culto. Ué, não era todo mundo que era Tarsila do Amaral ou Oswald de Andrade? Ah não? É, não. Como em qualquer momento da história, existiam alguns representantes bacanas e os outros boçais ou cidadãos comuns do mundo que vagavam por aí fazendo seu trabalhinho e lutando pela sobrevivência de forma menos (será?) visceral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, minha conclusão é que é difícil dizer que o mundo está cada vez pior, porque no fim das contas, o mundo nunca foi um "lugar" exatamente bom. Alguns puristas podem até vir discutir que os países que foram colonizados eram muito bons antes de o serem etc e tal. Não acredito em nada disso. Até porque, pera lá, né, aprendi a usar o bom senso da crítica e deixar o "bem" e "mal" pra lá há algum tempo. Enfim, o mundo é o mundo. Sempre foi mundo e vai continuar sendo mundo. Com suas fragilidades, guerra, capitalismo, comunismo, crises, economia, medos, felicidades, filmes, livros, internet. É opa! É aí que as coisas mudaram um pouco desde que o mundo é mundo, né não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente todo mundo pode opinar. De repente tudo é banal. Tudo já foi visto. Tudo é entendivel. Tudo é fazível. Tudo é fácil. Tudo é rapido. Tudo é conhecível. Tudo é discutível. Tudo é absoluto! O homem virou absoluto! Virou um ser que controla tudo e todos ao mesmo tempo em termos de segundos em qualquer lugar. Não é lindo?! E o mundo, aquela coisa lá que estabelece a guerra entre as nações, aliás, que estabelece as nações, virou só uma fichinha perto desse ser humano tão absoluto que tudo pode e tudo deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São tantas declarações por dia! Tantas bobagens e ironias que qualquer celebridade tenha dito que eu não consigo equalizar muito bem as questões globais. Eu, Natalia, me perco em meus valores pessoais e opiniões próprias com tanto fervor que rola por aqui. E eu fico nervosa e ansiosa diariamente por ter acesso a tanta coisa e não saber de nada de verdade. Me sinto enganada a cada segundo. Me sinto traída por todas as informações que leio e por todas as fotos mascaradas que tenho reparado. Isso não é motivo de depressão, não. Isso é motivo de discussões. Mais discussões, mais discussões que não levam a solução alguma. Penso, penso, penso e todos pensamos juntos e resolvemos juntos e nos globalizamos todos abraçados achando lindo o que fulano fez e censurando beltrano que é uma besta quadrada por ter um vlog ridículo (vlog. Que palavra imbecil) e nos perdemos todos juntos em problemas que não são reais. E aí quando penso nas questões reais, sinto como se minha cabeça estivesse se partindo ao meio. Como se fosse uma equação que eu nunca vou conseguir resolver. Mas não importa, porque tenho espaço para me expressar. Será que existe algo mais importante do que isso? Claro que não, né. Claro que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem um conto que gosto muito do Dostoiévsky, chama "A Dócil". Me vejo nesse conto quase todos os dias. Não porque é sobre uma suicida. Longe de mim!&amp;nbsp;Mas porque depois que a moça se matou, seu marido, muito confuso tenta durante todo o conto entender porque foi que ela fez isso. O problema era dele? O problema era o da casa? A relação? A internet? A merda que o Lars Von Trier falou? A foto escandalosa da fulana Geisy Arruda? O caralho a quatro? De repente ele se toca... "Sério, e o que vou fazer quando amanhã eu acordar e ela não estiver mais do meu lado?". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se as aspas estão corretas. Alguém me roubou esse livro e nunca me devolveu, não tenho como consultar. Mas fiz aí minha reletirua. Enfim, é isso. A equação dele não estava mais resolvida depois de falar tudo que ele queria falar. Meu medo é que o mundo não esteja se tornando pior nem nada parecido. Meu medo é que o mundo fique mesmo um pouco mais maluco que geralmente. Que o mundo vire (e já tá virando) um grande armazém repleto de compartimentos que contêm nada. Nada. Vazio. Um grande estoque de opiniões sem o menor valor, de piadas nada engraçadas e de uma luta pela sobrevivência, enfim, nada visceral.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2737282610753227191?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2737282610753227191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2737282610753227191' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2737282610753227191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2737282610753227191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/05/quando-o-mundo-ficou-um-pouco-mais.html' title='Quando o Mundo Ficou um Pouco Mais Maluco que Geralmente'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-5484169187520011898</id><published>2011-05-04T07:43:00.000-07:00</published><updated>2011-05-04T07:53:50.404-07:00</updated><title type='text'>Adeus, lugar que marcou a minha infância!</title><content type='html'>Venderam o apartamento do Guarujá. Eu sei que Guarujá não é exatamente o litoral norte com suas praias lindas e enfestadas de gente conhecida. Não. O Guarujá já era uma denotação de algo brega e insuportável para se fazer no carnaval. Aliás, já foi tudo isso e já ultrapassou tudo isso, chegando à quase categoria de "cult", se não fossem os carros com porta-malas abertos tocando um funkão por metro quadrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última vez que fui pra lá, levei uma amiga, a Mabby, e choveu. O que nos sobrou? Comida e vista pro mar ressaquento. Mar resssquento... Foi só escrecver essas duas palavras que meu olho encheu de lágrima e isso não estava no roteiro do texto! Venderam o apartamento do Guarujá e agora se eu quiser ver esse mar ressaquento, vou ser obrigada a ir para outro apartamento, um que não guardou minha infância toda. Um apartamento que não sabe quem era o amor da minha vida quando eu tinha 12 anos e nem conhece a história de quando o vizinho gato me disse "eu te amo" para pagar uma aposta do jogo de porco dos meninos. É claro que eu não acreditei, né, gente, eu não era besta! Mas... Bem que ficou uma pontinha de esperança que ele me amasse mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela varanda tinha duas funções: a de me mostrar o mar, quase que despido, depois de passar pela estrada e pelo resto da viagem e a de comunicação interna do prédio, quando eu era pequena. Os amigos gritavam lá da piscina para qualquer um descer. A última vez que fui pra lá e estava com a Mabby matei um pouquinho dessa saudade crônica e romântica que qualquer um tem da infância e percebi que esse era o papel mais importante daquele lugar. Além do mar. Aquela varanda representa uma paz mental que nunca existiu, mas que eu insisto em denotar na rede balançando ao som dos "tec-tec" dos vendedores de polvilho da praia. Apartamento 102. Lá ficou a lenda dos piratas da ilhota logo em frente à linha do prédio, mais adiante, no mar. Uma ilha que deve dar espaço a umas 15 pessoas, no máximo, e que um dia eu quase cheguei andandando até lá - a maré tava baixa, mas daí chegou uma serpente marinha que ficou me encarando olhos nos olhos e eu deixei a aventura pra depois. Acho que aquele apartamento tem a sorte de ter feito parte da maior parte dos reveillons da minha vida! E também de participar de muitos dos meus sonhos, pasando por tsunamis, baleias gigantes e muito mais. Tinha que vender, né? Ninguém usava. Era uma grande queima de dinheiro em forma de um quase retiro espiritual! A verdade é que ele devia ser usado uma vez a cada ano, por mim, no máximo, e que nem aproveitava tão bem assim porque o Guarujá não traz tanta atratividade se não for para casais ou gente que realmente quer descansar. A última vez que fui pra lá, voltei mais cedo do que o planejado porque não parava de chover e a estrada estaria um lixão mais tarde. Fosse o que fosse ficou para trás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, em 25 anos, nunca mudei de casa, mas sei agora um pouco da saudade que fica de um espaço que contém tantas coisas da vida porque, afinal, venderam o apartamento do Guarujá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-5484169187520011898?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/5484169187520011898/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=5484169187520011898' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5484169187520011898'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5484169187520011898'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/05/adeus-lugar-que-marcou-minha-infancia.html' title='Adeus, lugar que marcou a minha infância!'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7692862922872064570</id><published>2011-04-25T11:18:00.000-07:00</published><updated>2011-04-25T11:41:52.991-07:00</updated><title type='text'>Um Estereótipo Secular - cafajestes</title><content type='html'>Em qual momento da história se constituiu a maior parte dos elementos (ou agentes) sociais que conhecemos? A perua que só pensa em joias caras e marido pra ela é só mais uma joia no armário; a menina iludida que sonha em conhecer o amor verdadeiro e se apaixona pelo bom moço que também acredita no amor verddeiro; a tia amargurada por sempre ter sido feia e nunca ter feito sequer um esforço para conhecer alguém; o pilantra que tem várias namoradas e acha que engana todas e todas deixam ser enganadas até que ele se apaixona de verdade (ou percebe que está velho) e resolve se casar; mulheres emancipadas estilo Sex and the City que têm o dever diário de uma autoafirmação sexual e, por fim, o cafajeste clássico: aquele vilão de todos os romances, peças e filmes - a criatura com gelo nos olhos e funcionamento padrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois não é que trombei em um dos representantes desse arquétipo social num dia desses? Bonitão, super bem vestido, interessante, inteligente, emprego animal, culto, cidadão do mundo que já morou em todos os lugares, sotaque fofo de gringo para falar português, um lord que sabia explicar a situação do Yemen melhor do que comentarista da BBC! Fantástico, não? Sim, tanto que de primeira já fiquei com pé atrás achando que era golpista. Mil ligações, mensagens desesperadas de texto para me ver, aquela coisa que quase beira a assustadora. Fui me convencendo pouco a pouco de que ele era um ótimo cara, ótimo partido, jogador de tênis no sábado de manhã. Ah vá, só uma pessoa muito bacana encare a ressaca num set de tênis embaixo do sol queimando! Mesmo depois de ter se acostumado a jogar tênis nas quadras gélidas de Londres. Poxa, que bacana, ele tinha um jantar na casa dos amigos e depois queria me ver. E eu queria vê-lo? Olha, vou contar pra vocês que eu não me lembrava exatamente da cara dele - então podia ser que ele fosse um monstro do além. Não era, ufa, era bonitão mesmo. Fazia totalmente meu tipo, que absurdo! "Que absurdo!" ele dizia sobre o DJ da noite anterior. Como assim um cara daqueles desistiu das baladas carérrimas de SP para ir a uma balada divertidinha na Augusta centro? Segundo palavras dele: "Eu nem sabia que tinha casas de indie rock em SP! Por isso fiquei feliz em conhecer, já que em Berlim..." bla bla bla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não vou contar com detalhes sobre nosso date, até porque ele mesmo disse que essas coisas são íntimas e não devem ser partilhadas. Opa! Será que é casado?! Bem, pra mim intimidade está pautado em relacionamento, em carinho, respeito, em atos que provem algum conhecimento sobre a pessoa e não atos banais e sexuais de pura diversão. Diversão? Foi mesmo? Bom, enfim, será que eu já estava apaixonada pelo cara? Óbvio que não. Eu sou eu. E ele, já estava encantado pela loira natural engraçadinha e muito diferente das mulheres com as quais ele estava acostumada? Claro que não também. E sabem por quê? Porque esse cara sim sabe se portar como um belo dum cafajeste. Um cafajeste que sabe tratar o objeto de desejo exatamente por sua essência: um mero objeto de desejo. Um produto que ele achou interessante no mercado. Não o culpo! Nem ninguém deveria culpar, todo mundo faz isso. Mas os cafajestes clássicos fazem com mais estilo e frieza, sem hesitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu já conheci muitas tentativas de cafajestismo. Ô dó! Caras que tentaram ser escrotinhos comigo, etc, e que no final só queriam chamar a atenção. Esse cafajeste clássico não, ah não... Esse fez por ser cafajeste mesmo. Por não dar a mínima pra quem sou eu, no que acredito, o que represento pro mundo, o que faço, o que sou. Nem para o que os outros pensam de mim. O cafajeste de verdade não finge frieza, é frio de verdade. Não pensa "não vou ligar", isso nem passa pela cabeça dele! Abandona sem culpa, sem preocupação, sem sorriso malígno no rosto, sem uma gota de emoção. Cafajestes de verdade têm sua felicidade secreta escondida em prazeres de segundos e não finge ser nada mais. Nada mais é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha grande dúvida é: por que eu? Achei que gente do tipo dele preferisse escolher mulheres sofisticadas fisicamente, com assuntos pontuais e saltos gigantescos. Orra, eu sou cheia de opinião, uma chata de galocha, cri cri, cheia de piada ruim e que faz questão de tornar qualquer coisa boa em algo totalmente desagradável - por vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o cafajeste deu azar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, eu sinceramente espero que sim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7692862922872064570?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7692862922872064570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7692862922872064570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7692862922872064570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7692862922872064570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/04/um-esteriotipo-secular-cafajestes.html' title='Um Estereótipo Secular - cafajestes'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3131089530689745232</id><published>2011-03-07T11:43:00.000-08:00</published><updated>2011-03-07T12:17:41.146-08:00</updated><title type='text'>Um Rombo no Estômago</title><content type='html'>Sentei sozinha no cinema. Espaço Unibanco na sessão das 2 da tarde. Quem diria que teria gente? Claro que sim, praia de paulistano que luta contra o carnaval é sempre o cineminha dos afogados. Na fila para a compra do ingresso, um casal atrás de mim se questionanado continuamente "Discurso do rei ou cisne negro, discurso do rei ou cisne negro?" quase respondi "Cisne Negro, seus mongois!" e na hora de pedir o ingresso saiu da minha boca, sem querer "Discu... Cisne Negro, de agora, por favor".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardo ansiosa o filme, claro, sozinha. Café por 3 reais e um pacotinho de Confete. Quase devoro o chocolate antes de entrar na sala. Sou a primeira a entrar e escolho um lugar estratégico na terceira fileira do cinema. Para mim, cinema é quase como entrar na tela e viver tudo aquilo que não vivo (ou que vivo) no meu dia-a-dia. Distanciamento da tela é algo completamente incompreensível para mim. Atrás de mim sentam-se duas pessoas. Não vi o rosto delas, só ouvi as vozes. A voz do cara - bem afeminada - disse "Não consigo entender gente que vem ao cinema sozinha. É muito impessoal!" e quase respondi, é claro "Desde quando tudo na vida tem que ser 'pessoal'?" Fiquei, inclusive tentando achar argumentos para confrontá-lo. Como sempre a opinião dele era ridícula para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trailers bestas passaram e minha sensibilidade excessiva dessa semana acompanhou com semi-lágrimas nos olhos. Ou seja, o ambiente já estava propício para uma destruição em massa! Ballet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ballet... Eu adoro ballet. E eu adoro ballet hoje - porque tenho uma impessoalidade (coisa que nosso amigo acima não parece gostar) com essa prática. Eu já fiz ballet. E já fiz bons anos de ballet! Mas eu era gordinha e indisciplinada demais para ser uma dessas bailarinas de verdade. Me lembro de uma fase em que meu desinteresse era tão grande que eu ia pro ballet, inventava de estar sempre com cólica ou dor de cabeça e passava as aulas assistindo às outras garotas dançando. Eu fiz 7 anos de ballet em uma escola chamada Cisne Negro. Isto que é o saudosismo: hoje, lembrando dos dias em que fiquei sentada embaixo da barra, vendo as outras meninas ensaiando, morro de saudade de voltar ao ballet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro uma vez em que eu estava ensaiando para o "Quebra Nozes" de fim de ano, acho. E a professora brigava demais comigo. Ela começou a gritar comigo e eu disse "Desculpa, Bia, eu pensei..." e ela honrosamente respondeu "Esse é seu problema, Natalia! Você pensa demais!" ela acertou em cheio. Esse é meu problema mesmo, Bia, eu penso demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar demais é um perigo a qualquer pessoa. É um perigo porque pensar demais pode trazer pra quem pensa demais um monte de consequência estranha - como não saber exatamente o que é realidade e o que é ficção. Pensar demais também pode fazer com que a gente saia do cinema arrebentado por dentro, como se alguém dentro do filme estivesse com uma lupa olhando diretamente dentro de sua alma. Pessoas que pensam demais podem cair no eterno buraco do egocentrismo e de achar que tudo em volta é sobre elas, e desse buraco é muito difícil se descolar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensar demais é a procura pela perfeição. E não é porque Aronofsky acertou sem querer que eu, aos 15 anos, ao me olhar no espelho só vendo lixo, quebrei com meu próprio punho aquela imagem e tentei me cortar com um pedaço. E não é porque também ele entendeu que a mulher nunca sabe o ponto certo da quebra da inocência e nem da autocondenação. Nem é porque ele sabe a dificuldade de se sentir alguma coisa real que não seja a dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes que esse post se torne o maior massacre das minhas palavras e um retrato da autoflagelação, quero dizer que ao terminar "Cisne Negro" deixei rolar uma única lágrima de desespero enquanto tentava voltar a respirar. E que na hora que olhei para minha frente, um casal que se arriscou de chegar ainda mais perto do filme estava talvez pior do que eu. O rapaz estava com a cabeça entre as pernas, como se estivesse passando mal. Eu sei que ele chorava, enquanto a menina passava suas mãos pela cabeça dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Cisne Negro" é a catarse absoluta e visceral: o incêncio da alma de quem pensa ou que faz qualquer outras das coisas da vida demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3131089530689745232?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3131089530689745232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3131089530689745232' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3131089530689745232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3131089530689745232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/03/um-rombo-no-estomago.html' title='Um Rombo no Estômago'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-1809914366532057195</id><published>2011-02-05T19:00:00.000-08:00</published><updated>2011-02-05T19:29:02.927-08:00</updated><title type='text'>Sempre que meu aniversário está chegando [2]</title><content type='html'>No ano passado fiz um post com esse título no dia 07 de fevereiro. E ao ler o que escrevi no ano passado, me deparei com a triste realidade de que por mais que eu tenha evoluido durante esse último ano, as aflições que me veem à mente sempre antes do meu aniversário continuam as mesmas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Começo a me questionar quanto à sinceridade das minhas amizades, ao ardor dos relacionamentos, à contribuição minha para a história da humanidade, à minha visão em relação a tudo isso e muito mais. Como é difícil envelhecer! Como é difícil passar pelo marco indicativo do envelhecimento! Como é difícil deixar as conquistas e tristezas passadas no passado e seguir em frente. E mais difícil ainda interromper o choro que vem nessa fase maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que todo mundo passa por isso ou só quem adora construir dramas a cada passo na vida?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pensando bem, acho que estou mais inclinada a apenas questionar a sinceridade de minhas amizades. Quanto aos outros pontos, acho que já estou bem amadurecida. Comecei a pensar qual é a função do amigo. E comecei a me questionar também sobre as ondas de acontecimentos que massificam as pessoas em fases. Ok, por partes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Qual é a verdadeira função de um amigo? Não sei responder. Durante minha vida toda sempre coloquei muito peso na amizade. Sempre coloquei muitos amigos à frente de muitas outras prioridades, isso porque, provavelmente, não sei estar nem ser sozinha e um namorado/ marido/ peguete não é suficiente para mim. E quando nem há uma pessoa para ocupar esse cargo, as amizades tomam esse cargo no lugar, preenchendo duas prioridades. Mas o que é difícil é que pra maioria das pessoas não parece que a coisa funciona assim. Por algum motivo o mundo moderno constituiu e consolidou o conceito de que se uma pessoa está em um relacionamento, ela deve dedicar-se 89% da vida dela, fora do trabalho, a isso. Não entendo muito bem como funciona essa prática, mas devo admitir que sou uma pessoa difícil de se apaixonar e cair nas graças de alguém. Difícil? "Difícil" é apelido. Diria que é praticamente impossível. Então deve ser mesmo legal dedicar-se a alguém com tanto fervor, mas não sei mesmo como funciona. Portanto, pra essas pessoas parece que os amigos servem para as vezes em que, por algum motivo oculto, não puderam estar de corpo e alma com seus respectivos amores da vida e fazer sexo ou só se sentir amado vendo TV, algo assim. Como se existisse uma obrigação jurídica de que querer por um dia estar mais com os amigos do que com o parceiro conjugal seja considerado um crime federal. Qual é a verdadeira função de um amigo? Avisar ao outro que ele está seguindo caminhos errados? Ser conselheiro? Ser parte família, parte acompanhante de balada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é possível que eu seja a única na humanidade que tenha um pensamento tão distante da realidade. O que me faz pensar sobre o segundo ponto proposto: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. As ondas de acontecimentos que massificam as ações de uma sociedade.&lt;br /&gt;Meus amigos estão todos na fase de irem morar sozinhos. Quando a gente tinha 16 anos, todo mundo tinha que perder a virgindade junto. Aos 15, ai de quem ainda não tivesse tentado seu primeiro porre. Aos 17, a moda era tatuagem. Aos 20, um estágio bacanárrimo. Intercâmbio, interesse político, rebelião estudantil, querer ser bem sucedido, se emancipar. E por aí vai. Eu não fiz parte de muitos dos movimentos massificadores. E certamente não vou sair da minha casa agora. Mas é engraçado como esses movimentos acontecem. Daqui a pouco todos vão se casar, depois todos vão ter filhos, etc. Isso não é ruim, certo? Nem um pouco, mas depois só não venham me dizer que nossa sociedade não é tradicionalista. Não pensem que estou fora do barco tentando provar coisas a alguém! Eu, a 3 dias dos 25 anos, já estou começando a entrar em crise porque vou ficar para tia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no final das contas, não me sinto como se eu fosse ficar para tia. Me sinto como se eu já estivesse há milênios. Tô virando mesmo uma velha rabugenta que só liga pra trabalho e nem lembra direito como brinca de se divertir. Morro de medo de isso ser verdade e morro mais ainda de medo de ficar só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas são minhas considerações antes de completar 1/4 de século. Boa noite.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-1809914366532057195?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/1809914366532057195/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=1809914366532057195' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1809914366532057195'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1809914366532057195'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/02/sempre-que-meu-aniversario-esta.html' title='Sempre que meu aniversário está chegando [2]'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-665282053944418490</id><published>2011-01-17T18:18:00.000-08:00</published><updated>2011-01-18T04:55:03.571-08:00</updated><title type='text'>Sobre Telepatia, Magia, Cinema e Outras Cositas Mais</title><content type='html'>Podem descartar do título alguns dos enunciados. Não se enganem! Isso aqui é um texto desesperado de alguém extremamente cansada que precisa aproveitar os lapsos de ultra-comunicabilidade (?) para nutrir esse blog de meu deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar a dissertação sobre alguma coisinha qualquer, quero ressaltar (que chique) que estou extremamente cansada, com os braços doendo, olhos ardendo e bocejos rolando pelos lábios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo isso claro, quero primeiro dizer que outro dia sonhei com o blog e isso foi algo bem especial. Não era nada como se o blog criasse vida e saísse correndo atrás de mim implorando por comida (o que seria uma excelente metáfora) mas sonhei que aconteceu algo exótico demais na minha vida e eu deveria correr para relatar isso. O que aconteceu no sonho? Bom, por lá parece que minha tia morava com uma "tribo" de rabinos rastafaris que se vestiam com cores do reggae e fumavam maconhe o dia todo. Exótico, não? Também achei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é engraçado como a vida é sempre como aquelas cenas de filme em que a mulher tenta engravidar e em todos os lugares que ela olha, ela só vê mães felizes com seus filhos? Ou aquelas outras cenas em que um casal acaba um relacionamento e apresentam só um dos personagens chutando uma latinha pelas ruas vendo casais felizes de mãos dadas fazendo promessas eternas de amor? Pois é, porque pensem bem, quando a gente começa a pensar em alguma coisa - por ter passado por essa coisa na vida, ou simplesmente por ter aprendido uma coisa nova - a gente fica meio vidrado, sem querer, e só consegue ver aquela mesma coisa em todo lugar. Bem, de repente é porque a gente não prestava atenção naquilo antes e começou a prestar nesse momento. Mas sabe quando nossas semanas parecem períodos temáticos da "Malhação"? Eu sempre senti isso um bom bocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje fui ver o filme novo do Clint Eastwood, que tem um nome tão brega que prefiro nem citar. Como eu disse no Twitter, acho curioso que o mundo de repente (de repente?) começou a se interessar tanto por espiritismo. Desde o ano passado que muitos têm abordado esse tema aqui no Brasil, mas parece que as proporções foram um pouco maiores do que eu poderia imaginar. Não quero falar sobre esse tema, tenho medo e já é tarde da noite. Quero falar sobre como foi engraçado que vi esse filme que é praticamente um "Nosso Lar" (filme que me recuso a ver) com mais bom gosto e pensar em tudo que pensei nos últimos meses, fiquei um pouco mais pensativa... E englobei, mais uma vez na massaroca mental, a continuação da história: ao sair do cinema, a Paulista estava MUITO iluminada, como nunca vista antes. Eram luzes que pareciam simuladores do sol, juro! Entrei no táxi e falei meu endereço. Ouvi o moço perguntando uma coisa e perguntei "Oi? O que você me perguntou?" ele olhou pra mim meio chocado, com toda aquela magreza e expressão macrobiótica, e falou "Nada" eu "Ah, pensei que você tinha me perguntado alguma coisa, desculpe" ele "Eu não falei. Mas pensei." eu "Ahahaha, ah é?" ele "É! Você foi uma boa telepata, você treina telepatia?" eu "Pois é, moço, você sabe que treino sim?" ele "Então porque..." e iria continuar mas achei melhor cortar o papo por lá mesmo e interrompi com uma ligação que eu estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que sempre acreditei em telepatia. E não por essa vez de hoje. Acredito desde que eu tinha certeza que fazia contatos telepáticos com os Strokes, aos 15 anos. Ou talvez antes, quando eu sonhava as mesmas coisas que a amiguinha que dormia em casa. Eu tinha até uma teoia sobre a existência de uma espécie de portal na mente que, com muito treino, pode ser aberto com mais intensidade e permitir, assim, a troca de informações sem palavras - à distância. A telepatia dentro de mim criou vida durante a adolescência - período com maior tempo ocioso de vida pra mim - e se emancipou logo após a entrada na vida adulta. Por quê? Provavelmente porque eu tinha muito mais o que fazer. A emancipação da telepatia em mim nada tem a ver com minha crença. Continuo acreditando e nada tem a ver mais ainda com religião ou fenômenos paranormais. Até porque, se a gente estabelecesse a telepatia como verdade, ela deixaria de ser vista como "para" para se tornar apenas normal. Assim como já deve ter acontecido muito na história, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei interessante ver esse filme e pensar no que o Clint Eastwood, um puritano e convencionalista que é, estava pensando ao relatar a história de gente que acredita em coisas que não são bem vistas pelo mundo desde que o mundo é mundo. Porque um dia veio a igreja, no outro, o iluminismo, e a liberdade do pensamento, no fim das contas nunca existiu. Mas será que ela existe em uma forma pura para poder adentrar nas sociedades? Deixa pra lá. Assim como no filme biográfico do Darwin que vi ontem. É uma loucura não se poder conceber uma "junção" de crenças em 2011! Gente, estamos mesmo estacionados, em termos de pensamento, há mais de 3000 anos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá, tô só enrolando para ir dormir porque, no fim das contas, meu pânico noturno ainda não passou. Mas tenho muita, muita coisa pra fazer amanhã e meu cérebro precisa fingir que descansa por algumas horinhas. Sem moral da história ou final feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-665282053944418490?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/665282053944418490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=665282053944418490' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/665282053944418490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/665282053944418490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/01/sobre-telepatia-magia-cinema-e-outras.html' title='Sobre Telepatia, Magia, Cinema e Outras Cositas Mais'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8710289272111433684</id><published>2011-01-06T18:24:00.001-08:00</published><updated>2011-01-06T18:35:26.210-08:00</updated><title type='text'>E Um Viva ao Tradicionalismo e aos Bons Costumes!</title><content type='html'>Viva!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casamento de véu, grinalda e que dure pra sempre? Mulher em casa lavando roupa posando em foto ao lado do maridão barrigudo que fuma seu charuto e não consegue tirar os olhos da gostosa da cozinheira?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, estou me referindo ao tradicionalismo e aos bons costumes de se fazer uma grande tragédia cômica em forma de filme de 2 horas! Mais especificamente ao filme novo do Woody Allen. Obrigada, Papai Noel dos judeus, por fazer esse carinha presente em nossas vidas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que a coisa toda seria mesmo muito triste, se não fosse tão engraçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8710289272111433684?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8710289272111433684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8710289272111433684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8710289272111433684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8710289272111433684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/01/e-um-viva-ao-tradicionalismo-e-aos-bons.html' title='E Um Viva ao Tradicionalismo e aos Bons Costumes!'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-343275026416525668</id><published>2011-01-03T16:43:00.000-08:00</published><updated>2011-01-03T17:22:38.225-08:00</updated><title type='text'>O Ano em que Envelheci + Por Que Todo Reveillon É Bizarro?</title><content type='html'>Esse é um post que imita aqueles livros da Editora 34, por exemplo, que resolve juntar dois contos longos em um só livro para economizar página e fazer um Brasil mais feliz. Como? Não sei, mas tinha um desses do Dostoiévsky que alguém me roubou que eu adorava e amava de tanto chorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um post que compõe dois grandes clássicos da minha literatura. São clássicos por serem formados por dois tipos de "argumentação" de que tanto gosto: um fala sobre minhas dúvidas e vitórias e o outro fala sobre uma percepção fria e calculista da realidade. Gente, espero que vocês entendam o tom com que escrevo isso aqui, ok.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro quero agradecer ao ano de 2010. O ano mais difícil pelo que já passei em toda a minha existência de quase 25 anos. Brinca não, a jovem aqui já tá indo pro hall dos não-tão-jovens-anymore! Quero agradecer a esse ano como se fosse um trófeu que ganhei pelas provas de maratona e resistência que enfrentei nos últimos meses. Graças a 2010 não sou mais a mimada sem alça que eu era até o ano passado. Agora já sei contratar empregada, sei contratar serralheiro, sei ir comprar coisas no mercado e sei cuidar do dinheiro. (Fiz pra rimar, porque no fim das contas isso tudo é uma grande mentira. Não é que eu saiba mesmo cuidar de dinheiro, afinal, quem sabe? Muita gente, certo? Eu não. Mas descobri que dinheiro é legal e importante e parei com essa mania anárquico-adolescente de achar que dinheiro é o mal da sociedade e que tudo é construído com amor.) Obrigada a 2010 pelas catarses absolutas, pelos reencontros e pelas despedidas. Muito obrigada mais ainda por me provar que sou forte e bem humorada. E obrigada também por me fazer perceber que a vida é mesmo mais difícil do que eu podia imaginar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 foi o ano em que nasci para um mundo sem grandes fricotes, mas ao mesmo tempo, para um mundo com mais carinho e mais reflexão. Aos 16 anos eu achava que a vida era um espelho. Literalmente. Achava que tudo que eu precisava era ver o que eu queria quando olhasse pro espelho. Muira coisa se resolveu mesmo depois dos 16. Mas saiba, você, adolescente que por ventura esteja lendo este texto: um dia passa. Num dia qualquer você acorda e para de chorar. É meio incompreensível, mas é assim mesmo que funciona. 2010 não funcionou bem assim. E agora vou pro próximo texto e, quem sabe, consigo fazer um fechamento comum no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;______________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora quero falar sobre como todo reveillon é bizarro. É pra mim, pros meus amigos e só falta você admitir que também é pra você! A chuva começou - me sinto segura com a chuva, vai saber. Mas é que é uma data esperada desde, sei lá, junho! É claro que iria decepcionar! Aliás, costumo odiar grandes datas. Adoro. E odeio. Adoro porque adoro grandes comemorações. Odeio porque MORRO de medo de decepções alheias. Acho que tenho mais medo de que alguém que esteja comigo se decepcione do que de eu mesma me decepcionar. Até porque sou o tipo de pessoa que age naturalmente com a decepção, ela já faz parte do meu DNA. Heineken? Já volto. Voltei. Mas a questão da decepção... É isso mesmo que minha amiga Mina falou - quando brigamos, numa de nossas clássicas brigas de reveillon - nesse último reveillon. Ela disse que exijo demais de todos e de mim mesma. Mas e daí? O que importa é que todo reveillon é bizarro. Acho que é bom: exorciza!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me diga se você se encaixa em uma destas categorias: você foi pra praia sem protetor, ficou queimado pacas e fingiu durante a festa toda que estava se divertindo sem arder; Você foi encontrar o gato do verão que estava acompanhado pela gata do verona; Você queimou a largada na bebida e chegando na hora da festa já queria dormir; Você foi pruma puts festa de arromba que na verdade era uma reunião de 5 amigos; Você levou uma rolhada na cabeça e os caras do seu lado na praia te imitaram e te fizeram chorar mais ainda; Você passou a virada num lugar super frio, de preto, neurótico que teria um ano ruim; Você acabou seu namoro pouco antes da virada e deu em cima de qualquer coisa que se movesse para fingir superação; Você levou bota de todas as meninas gatas da festa e acabou com um canhão até o dia 2; Você optou pelo canhão por graça e acabou tendo que ser chamado de "namorado" na frente da gostosa do verão; Você passou num sítio com uma galera muito louca que queria atrair OVNIS; Você comeu demais e ficou com dor de barriga; Você esquiou e ralou toda sua perna no gelo e teve que ficar no hotel; Você odeia reveillon, é blasé e ficou em casa no Twitter xingando todos os bem-resolvidos de plantão; Você decidiu pegar uma balada dazora que te deixou na fila durante quase 3 horas pra depois beber cerveja Bavaria quente e vodka Orloff; Você brigou com seu amigo porque esse é um clássico de reveillon; Você ficou com sua filnhinha chorando a noite toda e invejando os amigos solteiros que sairam pra azarar; Você foi azarar e morreu de inveja do amigo casado que tem uma filhinha pra compartilhar os bons momentos; Você pegou uma puts virose e foi direto pro hospital; Você bebeu demais e vomitou a noite toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ENFIM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses são vários dos possíveis cenários. Fato é: isso pode acontecer a qualquer dia de qualquer semana, mês, fim de semana etc, mas quando é reveillon, fica marcado e taí o meu ponto e o meu porém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2010 foi virar pra 2011. Abri a champagne que estava um pouco estragada e chorei e esperei - espero do fundo de tudo que acredito - que este ano será melhor. Pra mim, pra você e pra todo mundo. Fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-343275026416525668?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/343275026416525668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=343275026416525668' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/343275026416525668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/343275026416525668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2011/01/o-ano-em-que-envelheci-por-que-todo.html' title='O Ano em que Envelheci + Por Que Todo Reveillon É Bizarro?'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4181593333170152793</id><published>2010-12-28T17:46:00.000-08:00</published><updated>2010-12-28T18:11:11.320-08:00</updated><title type='text'>Uma Dessas Doenças Mentais da Moda</title><content type='html'>Eu não sei, mas eu acho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, mas acho. Acho que eu talvez esteja passando por um caso raro de distúrbio da moda. E contarei a vocês sobre isso enquanto meu iTunes inventa de só tocar Beatles over and over again. "Lady Madonna" agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é dessa forma animada que anuncio meu autodiagnóstico de Síndrome do Pânico noturna! Tuesday afternoom is never ending? Bom, são minhas noites que não tâm mais fim. Aliás, elas têm. E é isso que me dá mais aflição porque, afinal das contas, Deus ajuda quem cedo madruga e o trabalho dignifica o homem, não é mesmo, minha gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo começa quando - tudo começa desde o último domingo, há dois dias, quando tudo começou - eu passo meu creminho antirrugas... Mentira, meu creminho para o controle de oleosidade da pele e me deito na cama para dormir. Tento ler, não consigo. Jogo um sudokinho e o sono começa a me invadir. Soninho bom que invade depois da meia-noite. Soninho bom que vem... Que vem... Que vem... Até que: um barulho horrível me aflige! "Estão assaltando minha casa. Eu sei que estão."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era um barulho de assalto. Tava mais para uma janela dando um daqueles típicos estalos que existem na casa de qualquer um. Mas aí meu cérebro já é despertado para continuar na ansiedade de buscar provas para confirmar sua teoria inicial. De repente me vejo às 3 da manhã, sentada na cama, morrendo de sono e tremendo de medo, com o celular na mão, e o dedo em cima do número 1, esperando digitar o 190 a qualquer momento e cochichar meu endereço. Me vejo às 3 da manhã ouvindo barulhos há aproximadamente 3 horas e tentando confirmar a teoria de que naquela noite ou eu fujo de maneira perigosa ou morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente meu corpo desiste de acompanhar o cérebro nessa empreitada misteriosa e me obrigada a deitar a cabeça no travesseiro e dormir por algumas horinhas antes de me alucinar no trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E aí me vejo o dia todo sentindo medo de ter medo. Medo de ter medo do medo de ter medo. E assim até completar o círculo todo de encheção mental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe gente com mente quieta? Existe gente sem diálogos mentais intensos e revisão brutal de memória 24 horas por dia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei, mas acho. De novo só acho. Acho que odeio o silêncio. Como aprender a conviver com ele? É por isso que falo demais, é por isso que penso demais e é por isso que a solidão me dá medo. Ou é o contrário? Digo, vai que é a solidão que me dá medo e o silêcio é só uma ilustração? Buracos de silêncio no meio das conversas? Odeio. Será que existe gente com mente quieta e que conviva bem com o silêncio? Quero essa fórmula da felicidade pra mim. Já! O apito do guarda-da-rua me deixa tranquila. O barulho dos meus dedos no teclado me deixa tranquila. A música alta, etc e tal. Minha resolução de ano novo para 2011: aprender a gostar do silêncio. MEU, se eu começar a gostar do silêncio, não vou precisar de mais nada nessa vida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que hoje eu drible meus medos e consiga dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4181593333170152793?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4181593333170152793/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4181593333170152793' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4181593333170152793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4181593333170152793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/12/uma-dessas-doencas-mentais-da-moda.html' title='Uma Dessas Doenças Mentais da Moda'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2804493895855686298</id><published>2010-12-20T17:36:00.000-08:00</published><updated>2010-12-20T18:11:52.369-08:00</updated><title type='text'>Quando Minha Vida Virou um Caos</title><content type='html'>Não gosto de escrever sobre como me sinto e tampouco sobre reclamações reais da vida, etc, e não é porque sou uma pessoa humilde - de forma alguma - mas só porque acredito que assim eu não conseguiria agradar o leitor. Mas pensem no Woody Allen. Eu adoro o Woody Allen e todo o trabalho dele é um grande acervo de reclamções. Por essas e outras, me dou ao direito de contar para vocês uma anedota para provar sobre como a vida é mesmo uma coisa estranha cheia de engenhosidades obscuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue relato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor um mês, setembro de 2010. Eu estava lá, em setembro de 2010, pensando sobre como a vida tem uma falta gigante de toque surpresa. Aquela pitada de suspense no ar parecia ter desaparecido. Lá estava eu, em setembro de 2010, pensando "Então eu acordo todos os dias para ir para o trabalho. Trabalho. Almoço, me divirto, trabalho, volto pra casa, janto, tomo banho, vou pra balada, encontro os amigos, procuro marido, encontro marido, começo a sair com o futuro marido, ele me pede em casamento, eu aceito, nós planejamos uma vida, temos dificuldades financeiras - ou não - temos filhos, levamos os filhos pra escola, ficamos obcecados por alguns anos com o assunto filhos junto com todos os nossos amigos que são casados e têm filhos também, vemos nossos filhos adolescentes indo mal na escola, sofrendo bullying ou usando drogas, mas somos pais legais então conseguimos contornar bem a situação, nossos filhos vão pra faculdade, se formam, se inserem no mercado de trabalho, procuram marido, acham marido, se casam, tem filhos, viramos avós, alguém um dia morre e assim se faz a vida". Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida se faz assim: eu estava em setembro de 2010 pensando em tudo isso e esperando uma catarse. Estava parada, pensando, esperando e chorando. Rindo também, claro. Eu nunca fui depressiva. Eu trabalhava num programa de TV. Eu amava! Meus planos eram: no dia 17 de dezembro eu saía de férias, passaria o reveillon na Barra do Sahy, dia 5de janeiro eu ia pra Patagônia e outros lugares com minha mãe. Final de janeiro eu voltaria pro programa de TV e tudo voltaria ao normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro de 2010. Pera aí, em junho de 2010 levei um susto. Meu pai infartou. Ele está ótimo! Eu estava jantando com ele agora mesmo. Meu pai infartou e eu não sabia o que fazer, mesmo sabendo que ele já estava bem. Em outubro de 2010 minha mãe ia viajar pra Alemanha numa sexta-feira. No fim de semana anterior eu tinha ido passar dias maravilhosos na praia, barco, amigos, comida etc. Mas nessa semana em que minha mãe ia viajar, sentamos para jantar para combinarmos os próximos dias e como seria quando ela estivesse fora. Nesse dia, quer dizer, nessa noite fui dormir sem sono. Deitei e li enquanto minha mãe já roncava. Dormi sem sono até umas 3 da manhã. Foi quando comecei a ouvir barulhos estranhos e achei que minha casa estava sendo assaltada. Nessa noite eu achei que eu fosse morrer. Minha casa estava sendo assaltada! Foi quando percebi que, na verdade, era minha mãe batendo no chão e me chamando. Achei que ela estivesse possuída, mas quando a vi, percebi que era AVC. "MINHA MÃE ESTÁ TENDO UM AVC, EU TENHO CERTEZA" gritei chorando pro 190 achando que era o telefone da ambulância. Minha mãe está numa ótima recuperação e vai ficar 100% em pouco menos de 1 ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou em dezembro de 2010 e minha realidade atual é: o programa em que trabalhava acabou, a casa que eu ia ficar na Barra do Sahy foi alugada, a viagem pra Patagônia foi adiada, já estou em um novo emprego e envelheci 40 anos nos últimos 2 meses. Meu cartão foi clonado pela segunda vez em 2 meses e eu não consigo pegar um cartão provisório. Meu contador fez alguma merda e não recebi o cheque que eu ia receber hoje, por isso, minha conta está negativada e tive que pedir dinheiro pro meu pai. A empregada que trabalha aqui em casa e me ajuda pra caramba teve que sair para fazer uma cirurgia. Tem outra nova no lugar, mas que eu ainda nem me lembro direito como chama. A parte elétrica de chuveiros e pias dos banheiros de cima da minha casa estão com problema e estou levando choque e nem tenho tempo de receber um eletricista porque comecei num emprego novo hoje. A empregada é nova então fico com receio de ela recebê-lo. Preciso instalar corrimões nas escadas externas da minha casa, para que minha mãe - que está temporariamente no apartamento da minha tia - possa voltar. Acho que depois de tudo isso, minha avó está atacada com Alzheimer. Ela não fala mais com minha tia e está literalmente abandonada - se não fosse pelas amigas e acompanhantes dela. Eu não tô procurando marido e nem vou achar marido nos próximos, sei lá, 15 anos, porque ninguém me interessa e já desisti de tentar. Essa últim a parte foi dramática, mas só para compor o "desespero".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falando em desespero. Querem saber o mais louco? Não estou desesperada. Não tenho tempo pra isso. Nem me lembro o que é sentar em frente à TV. Estou exausta, e só. E feliz. Não vejo a hora de voltar a poder respirar e acordar todo dia tranquila indo pro trabalho e procurando marido e casando e vendo meus filhos crescerem e procurando novas catarses para que eu possa aprender ainda mais sobre a vida. Isso não é uma lição de moral, isso foi só um relato pessoal que precisava ser contado logo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2804493895855686298?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2804493895855686298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2804493895855686298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2804493895855686298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2804493895855686298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/12/quando-minha-vida-virou-um-caos.html' title='Quando Minha Vida Virou um Caos'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3342407185914515129</id><published>2010-11-15T17:39:00.000-08:00</published><updated>2010-11-15T17:40:54.347-08:00</updated><title type='text'>Inquietações de Uma Mente Doentia</title><content type='html'>Sabe uma coisa que sempre achei muito complicada e que já me deprimiu muito no passado adolescêntico? O universo. Ah, boa, Natalia, só você acha isso muito complicado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calma, gente, não é bem assim! Deixa eu me explicar: eu queria começar um texto falando sobre como acho engraçadas as ligações entre as pessoas e é também o mesmo sentimento que tenho em relação às ligações de nossos nervos; portanto, para colocar tudo numa panela só, com um pouco de azeite e sal, eu vos apresento – nada a mais, nada a menos – do que MAIS UM TEXTO QUESTIONANDO A EXISTÊNCIA DA VIDA E DE TODAS AS COISAS QUE ESTÃO INCLUIDAS NESSE CONTEXTO... Contexto geral de todo o conhecimento, se é que vocês me entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, gostaria de antes fazer apenas um parênteses sem os parênteses em si para refletir sobre o porquê de eu fazer um texto conversando com o interlocutor; eu vos digo, meus amigos: eu só sei pensar se for falando com um interlocutor. Não sei como é na cabeça das outras pessoas, mas dentro da minha, esse pessoal costuma trabalhar assim. Mas tudo bem, porque são bem pagos – essa galera que opera o meu cérebro – tem vários benefícios e, às vezes, até folgam aos domingos e feriados. Parabéns, gente, vocês têm feito um excelente trabalho aí em cima! (vocês sabem, como eu, que poderia ser um trabalho bem melhor, mas acho importante estimular os funcionários, sabem como é)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, voltando àquela história toda sobre a confusão do universo, prefiro antes explicar uma conversa que tive ontem com uma amiga. Para que essa conversa fique clara, vou descreve-la em forma de diálogo, sendo muito fiel aos detalhes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos na porta de uma balada (termo jovem que se refere a um clube noturno super fervido) esperando umas outras meninas e pensei, com meus botões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- La, (a amiga dessa adorável ocasião se chama Lara. Ela é grega. Ela é minha única amiga grega) que burrice a nossa! Podíamos ter comprado uma cervejinha num posto para ficar aqui esperando, pelo menos nos livraria do frio! (quem diria que estaria frio em um dia no meio de novembro?)&lt;br /&gt;- É mesmo, né, Nat (Nat sou eu) a gente pode ir naquele posto ali! (e apontou para um posto que ficava na esquina transversal)&lt;br /&gt;- Nossa, mano, mas lá é muito longe! (duvido que eu tenha falado “mano”, mas beleza) se aquele é o ponto mais próximo, imagina o mais longínquo! (nessa hora, demos boas gargalhadas)&lt;br /&gt;- Tão longe que seria até em outro país!&lt;br /&gt;- No Japão, né, lá é que deve ficar o posto que vende cerveja mais longe do mundo, em relação a nós!&lt;br /&gt;- Ah, mas daí dá para furar o chão, chega mais rápido! (Nessa hora, fingimos furar o chão com furadeiras elétricas)&lt;br /&gt;- Ué, aí é só passar um canudinho pelo tubo!&lt;br /&gt;- É, mas lá o copo ta do lado contrário, né!&lt;br /&gt;- É, mas daí a gente pede para fazerem um buraco atrás da lata, ou pede pra mandarem tipo uma mangueira! Aí iria começar a jorrar cerveja tipo um gêiser... gêiser? Esse é o nome? (Duvidei de minha própria memória geográfica. Tinham uns gêiseres fake lá no acampamento que íamos com a escola, o Sítio do Carroção. Pergunta para mais tarde: Como brota um dia na cabeça de uma pessoa a idéia “vou usar o sítio que papai me deu e transformar em um acampamento para crianças e adolescentes desse Brasil!”?)&lt;br /&gt;- E vão achar que nós descobrimos petróleo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E esse foi o diálogo importante da noite, pessoal! Até a próxima e boa sorte!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincadeirinha, gente! Eu ainda tenho que falar um pouco mais sobre as outras coisas aí da vida. Tipo televisores e bicicletas. Não, isso não, mas não seria um excelente título de filme? “Sobre Televisores e Bicicletas” e na verdade, seria um filme lindo sobre o amor entre um homem de 50 e poucos anos e uma mulher da mesma idade, cujas crenças e esperanças se confundem com o passado mal sucedido nos relacionamentos de ambos. Enfim, façamos esse roteiro aí depois!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como é esquisito, não? Que agulhas fincadas na pele de qualquer um podem fazer até uma perna não funcional voltar ao normal! E ao mesmo tempo, como a gente é bem feitinho, né? Pensem: se o ato de gerar vida (sexo) fosse uma coisa chata, ninguém teria filhos e, portando, esse conceito de mundo não iria nunca ter, digamos, alguns anos, certo? Mas tem muita mulher por aí que opta por não ter filho, certo? Será que existe alguma outra espécie de animal com fêmeas que optam por não ter filhos ou é de novo essa nossa maldita consciência controlando até o que parece ser a procriação da espécie? Amigo, se você que estiver aí lendo for um biólogo bacana, ou sei lá, apenas um interessado e quiser me mandar alguma pesquisa que fale sobre isso, ACEITAMOS LINKS, grata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, vou ser bem sincera, to louca pra continuar uma fofoca braba aqui com meu amigo Daniel Garcia, e não estou mais a fins de escrever isso aqui. Volto com a série sobre os segredos secretos do universo um outro dia. Um beijo no coração de todos vocês.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3342407185914515129?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3342407185914515129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3342407185914515129' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3342407185914515129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3342407185914515129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/11/inquietacoes-de-uma-mente-doentia.html' title='Inquietações de Uma Mente Doentia'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-1858489662594423407</id><published>2010-09-28T18:55:00.000-07:00</published><updated>2010-09-28T19:19:24.467-07:00</updated><title type='text'>Um Vistoso e Nada Prático Ensaio Sobre a Obsessão</title><content type='html'>Estou lendo um livro, bem no começo, de que estou gostando muito. Claro, é do Nick Hornby e só teve um livro dele que eu não consegui nem chegar perto de acabar de tão chato que era. Mas esse não vem ao caso agora. Bem, o livro que estou lendo aborda de uma forma nada discreta um tema complicado e tão usual: a obsessão. No livro, um cara super culto e interessante é obcecado por um músico - que fantasticamente é criado para o livro. Não posso dizer muito mais sobre o livro, mas comecei a me lembrar do filme "Adaptação" em que a Meryl Streep fica obcecada pela obsessão por broélias? Não, não bromélias... São orquídeas! Isso, a Meryl Streep fica obcecada pela obsessão por orquídeas que nosso jovem esqueci-o-come sente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A obsessão é uma forma perversa de não se contentar com a simplicidade das coisas, né? Quer dizer, a obsessão é muito perversa demais! Pensa só: de repente um músico, uma espécie de flor, uma pessoa, um ator, um filme, ou um doce, sei lá, vira seu grande motivo real de existência. Será que existe alguém no mundo que não tenha nenhum tipo de obsessão? Falando sério, deve existir gente que não tenha. Mas supondo que a maior parte das pessoas se sinta obcecada por algo ou alguém então, supostamente, a obsessão é uma verdade do ser humano, certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixa pra lá, deixa eu terminar minha taça de vinho. Não sei o que falar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, eu ia desistir, mas pensei mais coisas: a obsessão é uma sensação de estar eternamente apaixonado misturada com a sensação de que algo está sempre lá. Sabe braço? Braço está sempre lá, às vezes a gente se lembra de que ele existe, mas ao mesmo tempo não temos dúvida de que ele está lá. Mistura explosica essa. A obsessão é essa coisa perversa que mistura paixão com crença única e verdade humana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora pensando, existem tantos tipos de obsessão que destruiram e criaram tanta coisa. A obsessão por Deus: matou gente, criou impérios, transofrmou culturas e relações. A obessão pelo sexo: fez a humanidade. Tá, calma lá, sexo é obsessão ou natureza? Acho que meio que tanto faz, uma vez que obsessão faz parte da natureza. Poxa, se a obsessão pelo sexo criou a humanidade - pelo conceito das religiões orientais - ele pode destruir também! Mas esse é um outro caso a ser discutido posteriormente. A obsessão pela mãe e pelo pai: essa obsessão criou a psicanálise, gente! Que coisa linda. Chuva de gente que frequenta a análise por aí! Obsessão pelo autocentrismo: fez as artes, certo? Obsessão pelo amado: continuou a fazer a outra parte das artes. Obsessão por saber e compartilhar: fez a internet e me permitiu compartilhar com o mundo esse texto profundo e reflexivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admito que sou obcecada por uma ou outra coisa. E olha, vou dizer pra vocês, não é fácil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-1858489662594423407?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/1858489662594423407/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=1858489662594423407' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1858489662594423407'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1858489662594423407'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/09/os-misterios-das-fixacoes.html' title='Um Vistoso e Nada Prático Ensaio Sobre a Obsessão'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3319689633458444636</id><published>2010-07-20T20:08:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T20:31:51.483-07:00</updated><title type='text'>A Dieta do Desagrado</title><content type='html'>Todo dia surge uma nova dieta. Todo dia surge uma nova forma de frustrar qualquer pessoa viva e ativa no mundo. E todo dia, meus queridos, surgem explicações para sossegar os pensamentos dessas mesmas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres coitados? Talvez, mas não sou um ser superior, não. Não sou do tipo que abraça causas e encara verdades universais contrárias ao que tem sido falado. Eu simplesmente me desespero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela menina lá, aquela que você, eu e todos nós conhecemos acorda num dia de sol animada para o trabalho. Senta-se à mesa do café e se frustra com a fatia de pão light horroroso que ela precisa consumir para cumprir o nível de calorias mínimo pela manhã. Leite? Nem pensar! Ela nunca ouviu falar que hormônios da vaca podem invadir o sistema imunológico, reprodutivo, binário sei lá o quê dela? Um chá, um justo chá. Chá diet, de preferência. Ela não é gorda. Quer dizer, isso é o que ela pensa! Ela é gorda, sim. Muito gorda, usa calça 40. Daqui para a frente a coisa só piora. Onde já se viu uma menina se satisfazer com calças 40? O 44 tá logo ali e depois... Bom, depois tem que ir procurar calças em lojas especiais para, vamos ser moralmente corretos aqui, "gordinhas". Ela tem pensado constantemente em fazer uma cirurgia plástica, quer dizer, uma lipo. Lipo não é plástica, certo? É uma coisa mais light, light, light, só para moldar melhor um corpo que deus não deu aquela caprichada. Afinal, todas as amigas dela já fizeram lipo e todas ficaram SUPER felizes e satisfeitas e com a auto estima lá em cima e intocáveis e com uma felicidade absurda e eterna. Não é isso que a lipo traz? Bom, já marcou até consulta com o médico da moda, ele promete que não a convencerá de nada e que a decisão é só dela e que a medicina plástica avançou muito e que quem não faz uma plasticazinha aqui ou outra ali hoje não é nada na vida. Quem nasceu com beleza natural? Mundo, encare: você não vai ser Gisele naturalmente. E é óbivo que você PRECISA ser Gisele, ou prefere envelhecer com cara de velha e ser mal amada para sempre? Quer que os outros riam da sua cara de perdedora por ser a gordinha engraçada da turma? Claro que não! Você quer ser perfeita como todos nós, não quer? Queira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela abre o livro de dieta, a revista de dieta, a TV de dieta, o jornal de dieta, o restauranete de dieta, o perfume de dieta, o cansaço de dieta, o namorado de dieta, o carro de dieta. A vida de dieta. Ah, essa vida de constantes frustrações. Ela volta do trabalho morrendo de fome, muita fome mesmo, e se acaba no chocolate - como nunca fizera antes - (mentira, já fez um monte de vezes no mês passado) e amanhã ela balanceará tudo de novo. Aí liga pra amiguinha que está tomando remédios mágicos para emagrecer. Bela ideia! Até a lipo (ela se decidiu?) ainda falta tempo e ninguém pode ir fazer lipo gordo, tem que ir magro. Remédios para emagrecer, maravilha!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Peraí, não é possível que nenhuma autoridade tenha ainda percebido e mudado a agenda setting mundial. Os assuntos, em julho de 2010, andam insuportáveis e a Era das esperadas perfeições está cansando demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3319689633458444636?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3319689633458444636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3319689633458444636' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3319689633458444636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3319689633458444636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/07/dieta-do-desagrado.html' title='A Dieta do Desagrado'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8061401289952909688</id><published>2010-06-06T11:55:00.001-07:00</published><updated>2010-06-06T12:13:33.316-07:00</updated><title type='text'>Eu Juro que Nunca Ataquei Navio Nenhum</title><content type='html'>Eu juro que nunca atquei um navio. Eu juro que nunca fiz acordo nenhum com o Irã. Eu juro que nasci e vivo no Brasil e que sei uma parte de, mais ou menos, 25% de o que acontece no Oriente Médio. Eu juro que votei no Lula aos 16 anos e que me arrependo imensamente. Eu juro que estou morrendo de medo de o que virá a acontecer nos próximos meses em termos de política internacional. Eu juro que não entendo a mentalidade de quem culpa os civis e os encara como se fossem o mal da politicagem. Eu juro que nunca marchei por meus direitos nem os direitos de outrém. Eu juro que não entendo a atual política interna brasileira, quanto mais as relações exteriores. Eu juro que a cada notícia que leio sobre esse tema, meus olhos enchem de lágrima e me dá vontade de subir num palanque e dizer um monte de palavras mesmo sem saber quais seriam. Eu juro que não entendo a maior parte dos hipócritas de plantão. Juro que não entendo intelectuais que não veem mais importância na liberdade de expressão. Juro que tenho bons amigos e familiares israelenses que não têm absolutamente nada a ver com bomba atômica nenhuma. Juro que tenho certeza que quase todos que ficam levantando a bandeira palestina não sabem nem 1/10 de o que realmente acontece lá. Juro que acho que essa mesma parte de pessoas não sabe nada sobre a história da construção de Israel. Juro que não sou a favor de Israel e juro também que não sou a favor da Palestina. Juro que acho que essa questão está muito longe do Brasil e juro mais ainda que não entendo porque de repente a "esquerda" brasileira tomou um papel de tanta superioridade, principalmente entre os civis. Juro que fico insegura de publicar esse texto e juro que não sou de "direita", muito menos de "esquerda" e tampouco alienada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que quero o melhor para o Brasil, para Israel, para a Palestina e para o Irã, já que não tenho porque querer o mal de ninguém - muito pelo contrário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8061401289952909688?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8061401289952909688/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8061401289952909688' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8061401289952909688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8061401289952909688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/06/eu-juro-que-nunca-ataquei-navio-nenhum.html' title='Eu Juro que Nunca Ataquei Navio Nenhum'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-831378471034971976</id><published>2010-04-25T17:29:00.000-07:00</published><updated>2010-04-25T17:49:51.423-07:00</updated><title type='text'>O Mercado das Doenças, das Catarses e das Paixões</title><content type='html'>Um título chique. Metido à inteligente. Vou vender aqui uma ideia. Afinal, é a única coisa que posso fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que atire a primeira pedra quem não adora colocar uma musiquinha daquelas bem sofridas para se culpar pelo que quer que seja. Quem não adora a pequena catarse semanal de uma comediazinha romântica ou de um filme bom de amor sofrido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o martírio, que poder acalentador e delicioso ele tem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabem aquele tipo de filme que diz que tudo é uma grande ilusão mas que não pode acabar sem um final feliz? O que você prefere: uma identificação ou um soco no estômago? Bom, os dois parecem servir como catarses para momentos diferentes da vida. Me pergunto porque a nossa Era tão genuinamente hedonista não deixa ninguém ficar triste, nem que seja por 15 minutos sequer. E não se enganem, não estou escrevendo isso para tirar uma dor de mim; acho engraçado esse fato de verdade. A Era das respostas para tudo. Doenças por encomenda, paixões que caem das árvores e frustrações a gosto do freguês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você é muito organizado? Tem TOC. Nossa, você muda de humores durante a semana? Gente, mas como você ainda não percebeu que você é um verdadeiro bipolar?! Ah, na verdade você tem dificuldade de se concentrar em uma coisa chata pra caralho tipo aulas de biologia do primeiro colegial? Meus parabéns, você é o mais novo portador de TDAH do mercado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, se você estiver apaixonado, vá fundo, vá ser feliz! Mas não acredite que o amor vá durar para sempre. Ah, você acreditou que duraria? Mas pera aí, os filmes, músicas, teses e estatísticas não te afirmam o contrário?! Você realmente precisa de uma terapia urgente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo tem cura, não tem? Tudo tem resposta. Tudo tem que te satisfazer a todo momento, senão, você está por fora.  Você ainda não fez plástica na sua barriga? Como consegue existir com uma barriga dessas? Como pode? Pague em 15 vezes, irá te garantir uma felicidade plena. Aí aproveite para conhecer o amor da sua vida, aquele que te espera assim - sem essa barriga, claro - desde que você nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte com sua catarse que um dia, se você - e só você - quiser, virá.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-831378471034971976?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/831378471034971976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=831378471034971976' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/831378471034971976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/831378471034971976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/04/o-mercado-das-doencas-das-catarses-e.html' title='O Mercado das Doenças, das Catarses e das Paixões'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-6737157770725033645</id><published>2010-04-18T15:54:00.000-07:00</published><updated>2010-04-21T13:33:14.389-07:00</updated><title type='text'>O Dia em que A Maioria Errou</title><content type='html'>Foram 23 anos com a mesma história. Carteiros erravam, taxistas erravam, amigos erravam. Quando se referia ao número da minha casa, ninguém nunca conseguia acertar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há quase 26 anos meus pais decidiram comprar um terreno em uma rua muito agradável de um bairro arborizado da zona oeste de São Paulo para construir uma casa, esta onde vivo até hoje. Ao iniciarem a fase de projeto, a prfeitura disse que a numeração toda da rua mudaria, já que estava toda errada - a numeração começava acima e ia decrscendo. Isso era um erro dos brabos! Há 26 anos a prefeitura avisou meus pais para que já colocassem o número correto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E form dias, meses, anos após anos de gente errando a casa. Por quê? Vejam, além de minha casa ser a única da rua com o número "errado", existia também uma outra casa na rua com o mesmo número! Surreal, não? Mas é verdade! Foram anos atrás de anos explicando que a minha casa era a do portão verde furadinho. Para os entregadores de pizza, taxistas, em dias de festa. Todos sempre perguntavam porquê; eu lhes contava exatamente esta história dizendo que o engraçado é que a rua inteira estava errada e nossa casa não. Acredito que poucos eram os que acreditavam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra casa com o mesmo número que a minha sempre nos odiou. Assumidamente, por algum motivo obscurso eles achavam que nós é que estávamos errados e tínhamos que mudar o número. Bom, ninguém nunca mudou. Estabelecíamos uma guerra muda, em que apenas nós nos mantínhamos corretos - entregando as contas que vinham à casa errada, antes da data de vencimento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, como tudo na vida é adaptável, os carteiros, entregadores de pizza, amigos e taxistas se acostumaram com isso, é claro. Assim como nós e nossos queridos companheiros de número. Acredito que quase ninguém da nossa rua goste de mim e da minha mãe (meus pais se separaram anos atrás) mas nunca entendi muito bem porquê. Talvez seja porque segundo eles deixamos nosso cão passar fome, coitado. Ou porque "maltratamos" a velha coroca e imunda que dá carne crua pro meu cachorro, escondido, e que vive sozinha com 30 cães e os solta às 5:30 da manhã, para acordar a rua inteira. Bom, isso não importa, que se fodam os moradores da minha rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que no ano passado (ou retrasado) recebemos uma carta muito especial da prefeitura, dizendo que o número da nossa casa deveria mudar. Parece que todas as casas receberam essa carta. E que todas teriam um ano e meio para regularizar isso, ou então teriam de pagar uma multa pesada. Minha mãe estranhou, mas foi quando percebi que a carta - como sempre - havia chegado na casa errada! Isso mesmo: a carta era destinada à casa lá de baixo, anunciando a troca inesperada de numeração!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia se iluminou, os esquilinhos sairam dos buraquinhos das árvores, o arco-íris reinou e todos deram as mãos e cantaram em volta do globo terrestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejam vocês que hoje as casas da rua onde moro - TODAS - exceto a minha, tiveram de mudar de número. E foi assim que aconteceu o dia em que provei que a maioria quase absoluta estava errada e só nós estávamos certos. (E não vou fazer nenhum tipo de conclusão comparando essa cena à democracia, nem nada parecido. A história acaba por aqui: é só uma pequena anedota mundana.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-6737157770725033645?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/6737157770725033645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=6737157770725033645' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6737157770725033645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6737157770725033645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/04/o-dia-em-que-maioria-errou.html' title='O Dia em que A Maioria Errou'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8405957295329252494</id><published>2010-04-10T06:56:00.000-07:00</published><updated>2010-04-10T07:42:00.297-07:00</updated><title type='text'>Por que não se deve discutir política no Brasil?</title><content type='html'>Essa pergunta tem me assombrado há algumas semanas e, obviamente, tenho tentado resgatar práticas, história e muita outras coisas para tentar esclarecer essa dúvida fundamental do povo brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percebam que se, hoje, eu falar que eu não gosto do PT para um petista, ele vai ficar de cara amarrada - no mínimo - e vai me dar um esporro e todas aquelas coisas. Isso que eu nem falei "O PT é uma bosta" eu simplesmente disse "Eu não gosto do PT". Mas você acha que a moeda tem um lado só? Que nada! Se eu for falar que não gosto do PSDB para um tucano, a única diferença é que ele usará a ironia para me provar que eu sou uma completa imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que, se eu estiver em uma churrascaria, por exemplo, e disser que não gosto de Fraldinha, o máximo que vai acontecer é alguém me chamar de "louca"? Por que eu posso admitir em uma mesa que não gosto de fraldinha e não posso admitir que não gosto de um determinado político ou partido? Talvez tudo esteja mais relacionado com o marketing do que eu poderia imaginar quando eu trabalhava com publicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que raios o brasileiro não consegue entender que uma democracia traz OBRIGATORIAMENTE opções políticas diversas para que cada um possa optar pelo que prefere? Por que será que por aqui todos devem evitar um dos assuntos mais importantes da agenda pública? Por que é feio que pessoas públicas digam quem elas preferem? Não seria natural que todos pudessem opinar e debater como se não fosse um taboo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política de hoje é como o sexo de outros tempos. Dizem que o não falar de sexo, o abafo sobre o tema é que trazia maior satisfação sexual. Talvez na política seja o mesmo caso, quanto menos se fala, mais satisfeitas as pessoas ficam! Sem atritos, sem questões, sem paranoias, sem problemas injetados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem que cada partido dita uma moda e um comportamento para cada indivíduo, como se fossem marcas de roupa mesmo. Se eu sou partidária ao fulano X então, necessariamente, eu deva ser da classe social Y, gostar de literatura Z, assistir aos filmes P, sair para os bares G e pensar do modo T. E ai de você se estiver no bar G e não ser partidária ao X!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o Brasil ainda não se entendeu como democracia? Mas não o culpo, quem entenderia, não é? Não seria super legal que em qualquer mesa de bar cada um pudesse dizer em quem vai votar e discutir sobre isso, com argumentos interessantes? Gente! Talvez isso fizesse a gente votar melhor! Mas é complicado, né, porque esse medo de falar de política só pode significar uma coisa: que a política é coisa feia de se falar. E por quê? Porque a política é feia! É forçada, é podre, admitidamente um turbilhão de maldades e mentiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que será que pode ser resolvido primeiro? O estigma de política ser um tema feio no Brasil ou a política feia atuada por aqui? Quem conseguir me responder e dizer em quem vai votar, sem medo, ganhará o meu respeito!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8405957295329252494?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8405957295329252494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8405957295329252494' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8405957295329252494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8405957295329252494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/04/por-que-nao-se-deve-discutir-politica.html' title='Por que não se deve discutir política no Brasil?'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-5629057115941640018</id><published>2010-02-07T08:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-07T08:43:46.247-08:00</updated><title type='text'>Sempre que meu aniversário está chegando</title><content type='html'>Todo ano passo por uma fase que os astrólogos e leigos amadores de astrologia costumam chamar de "inferno astral". Em alguns anos, essa fase é longa, em outros, dura alguns dias. É nessa fase em que reflito sobre minha vida, sobre o que tenho, o que falta ter, o que posso aprender sobre mim mesma e aquela coisa toda que qualquer revista feminina aconselharia. Fato é que há algum tempo, todo ano descubro a mesma coisa sobre mim - em uma viagem interna de pura sabedoria e uma contribuição gratuita do destino para que eu me sinta um lixo sempre que estou a beira de completar mais um ano de vida. Bom, essa descoberta sobre mim é sempre a mesma, portanto, conclui que me esqueço dela ao longo do resto do ano. É praticamente uma amnésia sobre o meu ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começo a me questionar quanto à sinceridade das minhas amizades, ao ardor dos relacionamentos, à contribuição minha para a história da humanidade, à minha visão em relação a tudo isso e muito mais. Como é difícil envelhecer! Como é difícil passar pelo marco indicativo do envelhecimento! Como é difícil deixar as conquistas e tristezas passadas no passado e seguir em frente. E mais difícil ainda interromper o choro que vem nessa fase maldita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que todo mundo passa por isso ou só quem adora construir dramas a cada passo na vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-5629057115941640018?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/5629057115941640018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=5629057115941640018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5629057115941640018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5629057115941640018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2010/02/sempre-que-meu-aniversario-esta.html' title='Sempre que meu aniversário está chegando'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2451650340228087509</id><published>2009-12-26T10:50:00.000-08:00</published><updated>2009-12-26T11:05:07.009-08:00</updated><title type='text'>O Reino dos Bons</title><content type='html'>É engraçado perceber que quase todo mundo que está a meu redor é bom. No sentido de pureza e bondade mesmo. Mais engraçado ainda é perceber o quanto eu não sou boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sinto ciúme, sinto inveja, dou chilique, sinto raiva. Me sinto insegura, sinto medo por coisas banais, me autoboicoto, respondo atravessado, brigo com quem me ama, finjo não amar ninguém, cometo a gula, a preguiça e vários outros pecados capitais. Não tenho muita força de vontade, deixo muita coisa para a última hora, sou petulante, prepotente, arrogante, exigente. Tenho vergonha de dizer que não sei e dificuldade em dizer que errei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, também têm muitas outras coisas mais que me fazem não ser uma pessoa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente boa é quem encara a realidade com um grande sorriso e não fica puto com coisas mesquinhas; é quem tem a sabedoria de ultrapassar pequenos problemas banais do dia a dia e pensar no que realmente importa. É quem tem coragem de seguir adiante, nem que haja um grande muro na frente. É quem não sente medo de enfrentar e correr em busca de seus sonhos. Quem tem uma concepção bem resolvida sobre a pobreza, a política, a economia, o entretenimento e a cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente boa não para nem um segundo do seu dia para reclamar. Eu reclamo várias vezes durante o dia. Gente boa não come mais doce do que deve porque sabe que o corpo precisa de equilíbrio. Eu como sorvete mesmo já de barriga cheia. Gente boa não faz papelão na frente dos outros porque não faz papelão nem entre quatro paredes. Eu briguei com a minha mãe numa loja e todo mundo olhou mesmo sem eu ter gritado. Gente boa não compra produtos além dos que vai precisar. Eu nem tenho noção do que tenho ou não tenho. Gente boa não precisa de Twitter para se sentir menos sozinha, porque gente boa não se sente sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gente boa que é gente boa não sou eu. Pensando bem, prefiro continuar sendo uma pessoa ruim, já que é muito difícil ser alguém bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2451650340228087509?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2451650340228087509/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2451650340228087509' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2451650340228087509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2451650340228087509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/o-reino-dos-bons.html' title='O Reino dos Bons'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-6228644690145356462</id><published>2009-12-25T18:43:00.000-08:00</published><updated>2009-12-25T18:58:47.904-08:00</updated><title type='text'>A Epopeia do "Já para a Cama"</title><content type='html'>Quando o vento bate nas nossas costas sussurrando "é hora de dormir" é quando eu paro e penso em absolutamente tudo que eu deveria ter feito ao longo do dia e não fiz. Isso misturado com a lista mental de tudo que deve ser feito no dia seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus planos dificilmente incluem o termo "semana que vem". "Mês que vem" então, parece um futuro intransitável. A não ser que eu tenha marcado um compromisso com muita antecedência, aí a coisa muda. O exercício de visualizar o compromisso se repete por volta de 15 vezes ao longo do dia e vai perdendo sua frequência conforme a chegada do dia D. Tento explicar isso como a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;destruição do fator ilusório&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Destruição do Fator Ilusório: &lt;/span&gt;essa ação se dá em momentos como o de datas que envolvem grandes expectativas. Aquelas que, segundo a nossa mente traiçoeira, podem mudar um rumo inteiro na nossa vida. Alguns exemplos como entrevistas de emprego, estreia de um filme esperado, uma festa almejada ou algum tipo de concurso são muito corriqueiros para muita gente. Não sei como esses momentos se apresentam no imaginário de cada um. Mas para mim são sempre contos de fadas. Não que eu tenha alguma vez participado de algum concurso, mas acho que deu para entender. O fator ilusório não necessariamente traz um cenário mágico e encantador, ele também pode trazer medos e angústias; fato é que ele sempre traz uma projeção antecedente de qualquer coisa que possa acontecer, para eu já estar preparada de alguma forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem vive sabe que nada disso funciona, porque no final das contas o dia D vai sempre trazer alguma surpresa inesperada. Essa expectativa de surpresa também deve ser destruida no fator ilusório. Enfim, a destruição do fator ilusório deve acontecer aos poucos para que... Não sei exatamente para quê, mas deve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil coexistir com meus pensamentos, por isso tenho a necessidade física de dividi-los com quem mais possa compartilhá-los. Isso não é triste nem alarmante, não. É só porque o livro que eu estava lendo acabou durante essa madrugada e estou morrendo de preguiça de começar outro agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento está batendo nas minhas costas e sussurrando que já é hora de dormir, mas não estou com sono e tampouco estou a fim de pensar no que devo fazer assim que me levantar amanhã de manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-6228644690145356462?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/6228644690145356462/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=6228644690145356462' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6228644690145356462'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6228644690145356462'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/epopeia-do-ja-para-cama.html' title='A Epopeia do &quot;Já para a Cama&quot;'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-6936551183493031497</id><published>2009-12-24T10:11:00.001-08:00</published><updated>2009-12-24T10:31:01.890-08:00</updated><title type='text'>A Cena do Filme em que Todos se Abraçam</title><content type='html'>Sabe quando, naqueles filmes de humor, acontece algo muito incrível e todos se abraçam? O judeu e o árabe, o nerd e o popular, o preto e o red neck, o McDonalds e o Burger King? Enfim, para mim é essa cena que representa o natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa data mágica que não tem nenhum significado simbólico religioso para mim tem um sentido de catarse social, ao meu ver. Claro, acompanhado pelo novo ano. Tal como "vamos esquecer nossas diferenças, é natal!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo fica com um cheiro de cidade semideserta; têm os que enchem a cara para esquecer e os que enchem a cara de esperanças. Sem querer, de repente, tem mais gente que o esperado botando um sorriso no rosto e também aqueles outros que acham tudo uma grande besteira e encaram como um dia normal. Du-vi-do! Até porque não é um dia normal. Tudo fecha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As expectativas de que venha algo melhor são enormes, os votos de saúde e sorte acompanham as promoções e a ganância do comércio. A TV revela uma programação superespecial com os mesmos filmes desde 1990. Os papais Noel usam as mesmas roupas e os enfeites não variam desde o século XVIII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo fica com um cheiro de cidade semideserta com sabor de tradicionalismo. As famílias percebem que as crianças já cresceram e chegaram outras para tomar o lugar, as frutas e comidas típicas do hemisfério norte se alojam dentro da casa de cada família cristã para que seja honrada a data mais importante do calendário; alguns esperam presentes e outros os dão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O natal marca a ressaca de um ano inteiro e intenso de trabalho, um ano em que talvez as coisas não tenham sido como deveriam ser. O natal marca o juizo final de cada ano e vem acompanhado com uma culpa marcante da religião para que todos saibam que cada ganho tem uma promessa e cada promessa, por sua vez, é tributada por meio de dívidas conscientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não comemoro o natal, mas não sou diferente. Ainda acredito em um cenário mais bonito para mim, meus amigos, familiares e para todo o Brasil. Espero e torço de verdade para que essa catarse social possa trazer resultados práticos não descartáveis, mesmo não sabendo o que isso significa e, por um lado, achando isso tudo uma grande ilusão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-6936551183493031497?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/6936551183493031497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=6936551183493031497' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6936551183493031497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6936551183493031497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/cena-do-filme-em-que-todos-se-abracam.html' title='A Cena do Filme em que Todos se Abraçam'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2781183468272180947</id><published>2009-12-21T10:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-21T10:33:32.041-08:00</updated><title type='text'>Um Miraculoso Natal</title><content type='html'>Que maravilha que é a vida no fim da primeira dezena do século XXI! Uma experiência de cores, sabores, sensações e harmonias. Fato é que a nossa vida está sendo feita para simplesmente não funcionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a nossa diferença para um cidadão aflito da baixa idade média é a quantidade de informação que arrecadamos por dia, tá certo dizer então que um objeto de cunho pessoal ou social de propriedade daquele cidadão devia quebrar umas... Nenhuma vez durante sua vida útil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos sabemos da questão da obsolescência programada etc e tal, mas não estou falando exatamente sobre isso aqui. Produtos não funcionarem ainda vai, já estamos acostumados com isso desde meados dos anos 80 do século passado, agora, serviço nenhum funciona! Em uma única manhã um cidadão pósmoderno pode ter tantas frustrações com serviços e tecnologia quanto um cidadão medieval tinha em uma vida inteira! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ir ao banco? Coisa de idiota, pague pela internet! E se for o último dia de pagamento da conta, já for mais de 16:00 horas da tarde e o site do banco simplesmente não funcionar? Receber salário na empresa? Coisa do passado! Quem é moderno mesmo vai pegar seu cheque na empresa de contabilidade. Melhor ainda: quer ser hype? Contrate um motoboy; ele vai te fazer passar pela experiência mágica de acreditar piamente por algumas horas que seu cheque afundou no rio Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Telefone fixo é algo tão do passado que nem funciona mais direito mesmo, fica fazendo um chiado insuportável o dia todo. Coisa velha dos tempos da avó! E a companhia de telefone pode ajudar? Claro que não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes sento e choro, alusivamente falando, tentando entender o que raios nós pretendemos da vida. Acho que ganhar dinheiro e gastar, né? É o que me parece. Talvez a verdadeira diferença entre a vida afoita da idade média e a vida de hoje é que antes não tinha tanto entretenimento gratuito de preocupação para curar a angústia; talvez as coisas não funcionem hoje de propósito: para não levar o ser humano para o lixo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2781183468272180947?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2781183468272180947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2781183468272180947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2781183468272180947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2781183468272180947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/que-maravilha-que-e-vida-no-fim-da.html' title='Um Miraculoso Natal'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4963879864794498269</id><published>2009-12-06T18:13:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T16:06:10.336-08:00</updated><title type='text'>O Estranho Mundo dos Sonhos e das Perdições</title><content type='html'>Já pensou viver em um conto fantástico em que os personagens são alimentados por necessidades de realizações diárias e de esperanças de surpresas positivas a cada segundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, nesse conto fantástico a que me refiro, os personagens são alimentados assim; quero dizer, literalmente. Em vez de cereais ou linhaça ou coisas-da-moda no café da manhã, eles tomam um pequeno comprimido de realizações. Até hoje, naquele mundo mágico, ninguém confirmou se o comprimido é um placebo, porém ele alimenta. Tem até gente por lá tomando algumas providências, uma vez que a variação de peso está preocupante, como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse personagem específico tem uma vida cheia de vitaminas próprias para grandes realizações, sucesso e novidades esplendorosas. Ele busca inspiração, felicidade, sorrisos e grandes emoções a cada passo que dá na rua. Essa sociedade é engraçada porque tenta definir diariamente os conceitos éticos e de moral - coisas que já haviam sido estabelecidas há milênios, porém, como essa é uma sociedade que se renova em questão de segundos, há sempre uma novidade - também ética - para ser redefinida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse conto fantástico o céu do planeta em questão é interativo, seja lá o que isso signifique. O chão, quando pisado, forja um sentimento de afeto em todo o corpo desse habitante, para que nunca se sintam sós. O vento tem cheiro de futuro misterioso e fantástico e a água que bebem os preenche com uma animação incrível para enfrentar o que vier pela frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe um único motivo pelo qual os personagens que vivem nesse conto podem ser presos - já que não há qualquer outro tipo de criminalidade por lá. Esse motivo é a frustração ou a falta de garra para enfrentar grandes desafios. É o azedume na fala e a pouca vontade de ser fabulosamente bem sucedido. Esse não é um conto em que perdedores precoces podem habitar, nem por um só dia. Porque lá é indiscutivelmente proibido estar infeliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para essas e outras, medicamentos, tratamentos, especialistas e qualquer outro tipo de providência existem, porque é importantíssimo que todos estejam felizes o suficiente para ter vontade de ganhar e chegar cada vez mais alto. Essa sociedade não admite quem não sorria para oportunidades e admite menos ainda quem tenha caminhos não estabelecidos para trilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Constroem um mundo cheio de fascínios e encantos. Cheio de atrações sem muito sentido para os divertir em troca de um pouco mais de esforços. Todo mundo precisa se satisfazer e se satisfaz. Chegam em casa, banham-se em cores e vão dormir.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Até hoje quando me perguntam onde pretendo estar daqui a cinco anos, não sei responder e me obrigo a botar um sorriso na cara e a ambicionar. Maldita época em que o ser humano foi esquecido para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4963879864794498269?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4963879864794498269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4963879864794498269' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4963879864794498269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4963879864794498269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/o-estranho-mundo-dos-sonhos-e-das.html' title='O Estranho Mundo dos Sonhos e das Perdições'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3679372770670849428</id><published>2009-12-03T09:53:00.000-08:00</published><updated>2009-12-06T18:55:31.318-08:00</updated><title type='text'>O Sangue e os Mistérios da Alma</title><content type='html'>O título sugere um texto vampírico, polêmico, jocoso ou espiritual. Mas o texto a seguir não terá nada disso, ele se pautará apenas em um relato real de quem um dia foi ao médico e teve uma consulta totalmente mal sucedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela descobriu há algum tempo que tem uma anomalia genética em seu sangue. Preocupante? Claro que não. Ser humano que é ser humano tem problema nas costas, na vista, na gargamta, no coração. A questão dela é no sangue. O sangue forja um nível baixo de hemoglobinas e o corpo nem aceita aquilo como anemia, aceita como a realidade dela e assim fica tudo bem. Tudo bem para o corpo, claro, porque para ela sobram dúvidas aos cantaros! Que raio de doença é essa? Como ela deve se tratar? Existem alimentos específicos? Existe algo que ela não possa ingerir? Alguma atitude que não deva tomar? Para essas e outras, existe na cidade onde ela vive um tal de centro específico para casos como o dela e de muitas outras pessoas por aí. Ufa, lá foi ela marcar um horário expremido, depois de ter declaração de seu problema no sangue, por seu médico atual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou ao centro com uma lista mental de tudo o que deveria perguntar. A médica, honrosa médica, especialista em sangue pede a ela que se sente e pergunta a que veio. Segue o diálogo tratado, naquela ocasião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu descobri que tenho essa doença há quase 10 anos e não sei exatamente como ela funciona, vim aqui para saber. Será que você pode me explicar? - pergunta ela com sede de sabedoria médica.&lt;br /&gt;- Você tem 23 anos?&lt;br /&gt;- Isso.&lt;br /&gt;- Você nunca perguntou isso a médico nenhum?&lt;br /&gt;- Não.&lt;br /&gt;- Sua mãe nunca te levou a médico nenhum para perguntar isso?&lt;br /&gt;- Não. Justamente por isso estou aqui.&lt;br /&gt;- Mas eu não estou acreditando. Como sua mãe nunca te levou a um médico para saber isso? - a médica começa a mostrar todo o seu brilhantismo.&lt;br /&gt;- Ok. Você pode me responder qual tipo de cuidado devo ter, qual tipo de alimentos devo ingerir para controlar essa minha disfunção? - ela já está injuriada, e com motivo.&lt;br /&gt;- Se você quer saber sobre alimentação, sugiro procurar um nutricionista.&lt;br /&gt;- Pois então, para eu consultar um nutricionista, preciso saber quais são as vitaminas que eu preciso ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A médica explicou usando algumas 36 palavras contidas em livros médicos qual era o quadro da garota. Claro que ela não entendeu e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não entendi. Você pode explicar em palavras do cotidiano? Aproveitar e me dizer algo sobre possibilidades de ter filhos com essa alteração genética, etc.&lt;br /&gt;- Vem cá, você teve alguma vez matemática na sua grade escolar?&lt;br /&gt;- Bom, sei calcular probabilidades de olho azul em bebês. Não sei calcular probabilidades de uma doença cuja natureza e características nem você sabe explicar!&lt;br /&gt;- Bens a Deus! Minha filha de 15 anos é mais inteligente que você.&lt;br /&gt;(Silêncio)&lt;br /&gt;A médica continua:&lt;br /&gt;- Não consigo entender, coitada da menina. É super dotada, um crânio! Mas está passando por alguns problemas de relacionamento na escola onde estuda. Parece que todos têm inveja da inteligência dela, sabe? Uma garota incrível, fabulosa! E aí, eu a levo aos terapeutas e sabe o que eles me dizem? Dizem que a menina precisa aprender a lidar com a situação! APRENDER A LIDAR COM A SITUAÇÃO? Uma menina de 15 anos?! Mas o que é isso?! Qual é a realidade em que esses terapeutas vivem? Eu, eu mesma que sou muito mais velha, até hoje não consegui lidar com a morte de meu pai! Veja você, uma menina de 15 anos aprender a lidar com algo.. Parece piada! Nossa, quando meu pai partiu, foi tão difícil... Realmente, até hoje lembro-me disso todos os dias, sofro demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi assim o dia em que a médica tornou seu consultório em um confessionário. Certa ela! Para quê ser um bom profissional se você pode ser um medíocre?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3679372770670849428?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3679372770670849428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3679372770670849428' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3679372770670849428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3679372770670849428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/12/o-sangue-e-os-misterios-da-alma.html' title='O Sangue e os Mistérios da Alma'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3632940698648882801</id><published>2009-08-06T10:22:00.001-07:00</published><updated>2009-08-06T10:37:14.856-07:00</updated><title type='text'>O Manifesto Justo da Inveja Ruim</title><content type='html'>Estou sentindo uma inveja. Inveja daquelas ruins mesmo. Daqueles que viram os olhos e nos fazem não ir mais pro céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só de imaginar quem está agora, neste instante, aproveitando a brisinha do vento fazendo barulho nas coisas, sentado numa cadeira de palha, só olhando o mar. Alguém numa prainha semi-deserta, bebendo água no coco; trilha sonora baixinha, chapéu voando. Estou morrendo de inveja de quem está agora prestes a mergulhar nesse marzinho verde, com cheiro de areia; aquela coisa bem MPB da Bahia. Alguém que saia do mar e ouça piadas que façam chorar de rir a tarde toda. Inveja daquela pessoa que no fim da tarde, deite na rede e leia um livrinho daqueles bem babacas só para engatar num cochilo de 15 minutos, mas que pareça de 2 horas. Muita inveja de quem tem a oportunidade de ver o sol se pôr atrás do horizonte e pensam no que fará para o jantar. Se for peixe e camarão, então, essa pessoa está marcada pelos meus olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu, justo eu, estou aqui de ressaca. Tentando trabalhar num dia lindo como esse. Que inveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3632940698648882801?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3632940698648882801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3632940698648882801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3632940698648882801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3632940698648882801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/08/o-manifesto-justo-da-inveja-ruim.html' title='O Manifesto Justo da Inveja Ruim'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2352139334519732178</id><published>2009-07-19T20:09:00.000-07:00</published><updated>2009-07-19T20:26:26.310-07:00</updated><title type='text'>Um Conto Taxista-Policial</title><content type='html'>Ela entrou no táxi após sua deliciosa aula de dança, deu "boa noite" e seguiram à direita. Conversa fiada de táxi, aquela de sempre. Temperatura, trânsito, gripe suína e coisa e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto subiam lentamente a ladeira, com medo do radar eletrônico de velocidade, o tema havia se tornado realmente intrigante: artifícios da internet e suas ferramentas tão acessíveis a todos. Ela podia se orgulhar e falava aos quatro cantos do mundo sobre seus blogs. Bem conceituados? Nem tanto, por não serem conhecidos. Mas motivo de orgulho a ela, certamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subitamente, o taxista enrigeceu a voz e perguntou-lhe sobre o que escrevia. "Coisas de São Paulo, gastronomia, e um pouco de humor mal sucedido." então ele perguntou a ela se poderia se falar sobre qualquer coisa nesses blogs; ela, incocentemente, disse que sim, mas que provavelmente deveria haver algum controle dos próprios leitores em relação a preconceito ou coisas desse tipo. Ele, então, afirmou com toda sua certeza "Sobre pornografia não se pode falar." ela achou engraçada essa afirmação e disse a ele que deve existir um monte de blog que fala sobre pornografia deliberadamente, sem problema algum, e que isso faz parte da liberdade de expressão em vigor na internet. Ele nem piscou e afirmou a ela "Escrever sobre pornografia, até pode, mas vender-se na internet, é proibido por lei." Ela chegou a estremecer. Por que ele estaria batendo tanto nessa tecla? E a resposta logo veio "Eu sei disso. Sei disso porque sou policial." Um policial. Quem diria. Um policial combatendo o crime dessa metrópole diante da direção de seu táxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou em casa sã e salva. Se ele desconfiava que ela vendia prostituição por meio de seus blogs, ninguém nunca saberá. Porém, ela sabe que, da mesma forma que o taxista era um policial, ela também já fora uma cineasta em crise transportada por um táxi de volta para casa, uns seis anos atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2352139334519732178?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2352139334519732178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2352139334519732178' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2352139334519732178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2352139334519732178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/07/um-conto-taxista-policial.html' title='Um Conto Taxista-Policial'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4203294890317786501</id><published>2009-06-28T21:23:00.000-07:00</published><updated>2009-06-28T22:13:32.380-07:00</updated><title type='text'>O Medo e Suas Peculiaridades</title><content type='html'>Desde pequena o medo sempre esteve presente na minha vida. Acredito que eu não seja parte de 0,3% da população mundial, mas de quase 99,87%. Ou seja, seguramente, não sou uma exceção. Mas como nunca fiz um estudo comparativo, sei dizer sobre mim, meus medos e suas peculiaridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus medos fazem parte de um coletivo, de uma massaroca mental sem algum medo específico em si. Terapia? Não, obrigada, tenho medo. Quando eu era pequena - pela minha memória, que, perdoem-me, receio eu que esteja cada vez mais alterada e estranha - eu tinha a cada ano um objeto de medo bem específico. Em um amo eram vampiros, no outro, esqueletos e assim em diante. Eu, ao me deitar para dormir, pensava "será que quando eu tiver 10 anos terei ainda medo de esqueleto?" meus medos tinham prazos. Prazos que, pelo que me consta, eram cumpridos. Aos 10 anos eu não temia mais esqueletos, naquela idade eu já estava mais afetada pelo que parece real ao nosso redor: ladrão. Tinha medo de ladrão e tinha a ilusão de que se eu fizesse um discurso bonito, poderia salvar não só a mim, minha casa, meu cão e minha mãe, mas a todos que teriam, supostamente, os que haviam escolhido pelo mal caminho. O sonho americano do discurso do final do filme, que salva a pátria e toda a nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda noite, o discurso ficava mais homérico. Aos 10 anos, eu escolhia argumentos realmente "viáveis" para convencer um ladrão de que assaltando ele não teria o mesmo prestígio de ser um trabalhador honrado com um salário mínimo por mês. E não era só conscientemente que os discursos se discorriam. Eles vinham também em forma de sonhos, nos quais eu aparecia como Joana D'arc e tinha o objetivo de transformar a sociedade. Ok, sonhos de heroismo a parte, meus medos continuaram sempre sendo os burgueses e usuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na adolescência, o medo da aceitação. A feiura me incomodava, me incomodava demais. Eu não só era a mais branquela da escola, como também era vesga e tinha meu rosto em uma espinha. Mas calma, não se assustem, nunca fui excluída de grupos por causa disso. Sempre tive muitos amigos e conseguia - tranquilamente - ter um grau de popularidade; logicamente, não muito com os garotos. Mas essa é uma outra história, que resulta em um final feliz com tratamentos, cirurgias e auto confiança - quase - recomposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, aos 23 anos, virei uma pessoa extremamente medrosa. Voltei a sentir meus medos infantis e voltei a dar prazo aos meus medos. Medos infantis de quê? De ataques zumbis, conspirações alienígenas, conspirações governamentais, síndrome de Show de Truman, fantasmas, etc. Além desses, também sou assombrada diariamente (ou melhor, noturnamente, uma vez que os medos aparecem à noite) por medos de "nossa época" como doenças, sequestros, assaltos, solidão, perda de emprego e essas coisas que todos já estão cansados de temer também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que, neurótica como sou, alimento diariamente meus medos. Dando um potinho de ração todas as noites para que eles possam continuar a me afligir para sempre. Os discursos e argumentações para salvar - não mais ao mundo mas a mim mesma - voltaram também. Hipóteses confirmadas por fatos aleatórios, barulhos e flashes que acontecem na minha cabeça, memórias deturpadas, assombrações diárias e úlcera. Tudo isso faz parte dos meus medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns diriam que eu penso demais. Mas se ser é pensar, e pensar é ter medo, talvez o medo seja o sentimento mais íntegro do ser humano. E, filosofias a parte, deixo aqui meus pensamentos, para que não me assombrem daqui a meia hora quando eu for dormir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4203294890317786501?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4203294890317786501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4203294890317786501' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4203294890317786501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4203294890317786501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/06/o-medo-e-suas-peculiaridades.html' title='O Medo e Suas Peculiaridades'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4673247328427862136</id><published>2009-06-23T07:13:00.000-07:00</published><updated>2009-06-23T07:32:38.452-07:00</updated><title type='text'>Vila Madalena - Vila Monumento</title><content type='html'>Muita fofoca no ponto final da linha Vila Madalena - Vila Monumento. Duas mulheres insandecidas riem e enlouquecem ao comentar a loucura de alguém. "Ela diz que mora em Higienópolis." grita "HIGIENÓPOLIS! Eu trabalho com judeu e sei o quanto é caro ter um apartamento em Higienópolis." a outra reforça "Higienópolis? Ela mora é na Barra Funda! Perto da minha casa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega a terceira mulher, com voz tranquila e sotaque mineiro. Sem hesitar, já pergunta "Ah, essa é a senhora que pega sempre o ônibus aqui, né?" As outras duas, quase em coro "É, aquela louca! Só mente!" a calminha, assombrada, diz "Mas, gente, não pode ser, ela me contou os detalhes do casamento do filho com tanta precisão." de repente, a mineira já está íntima das outras duas e também do fiscal da SP Trans, que não pode deixar de soltar uns comentários ácidos acerca da mentirosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande problema, segundo elas, é que essa senhora pega para Cristo qualquer um que sente-se no ponto de ônibus e pegue esse trajeto. Para elas, o motivo de riso está no fato de que essa senhorinha inventa histórias para provar que faz parte de uma outra "casta" social. Conta sobre como o filho - que, segundo elas, trabalha de segurança em algum supermercado em Pinheiros - casou com uma médica renomada e foi morar em um duplex em Higienópolis. Mas o mais problema de todos é que a senhora teima em dizer que o filho dela trabalha na TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra, em êxtase frenético, por poder compartilhar veneno com as parceiras de ponto de ônibus, entra no espírito de xingar sem pudores a pobre velhinha que não cansa de dizer que o casamento foi coberto pela Caras. Riem, sem dó, chamabdo-a de louca mentirosa. O fiscal, no entanto, a compara a seu primo de Pernambuco, doido de pedra também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ônibus chega, todos suspiram de tanta risada. Entram no ônibus e se silenciam, pensando em segredo como desejam comprar um novo iPhone para poder passar o trajeto todo fofocando. Mas, pelo menos desta vez, aquela velha mentirosa que a todos irrita não está lá para compartilhar seus delírios capitalistas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4673247328427862136?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4673247328427862136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4673247328427862136' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4673247328427862136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4673247328427862136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/06/vila-madalena-vila-monumento.html' title='Vila Madalena - Vila Monumento'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3900996155358181644</id><published>2009-05-22T08:19:00.001-07:00</published><updated>2009-05-22T08:22:17.264-07:00</updated><title type='text'>Conto de Pessach</title><content type='html'>O texto a seguir, supostamente, foi publicado em algum jornal da comunidade judaica. Até hoje não sei se isso é verdade ou mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro de chrein e de pepino azedo. Alguma carne no forno e o desespero antecedente ao jantar. É data comemorativa, mas São Paulo não pára, o trânsito de sempre na Av. Faria Lima, parada! O jogo de futebol não pára. Jogo no Morumbi, quanta buzina; sentido contrário. Ele está com a camisa suada do trabalho, não! “Preciso passar em casa. Preciso me trocar”. Buzina, batida, farol quebrado. E já são mais de 7!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;¬ -- Mais de 143 km de tráfego lento na cidade de São Paulo. – anuncia o rádio em voz quase fúnebre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde estão os atalhos? Os caminhos que ninguém conhecia 10 anos atrás? Trânsito maldito; ele morre de medo de atrasar. Mais uma vez. Ele finge esquecer, mas só está com esse medo terrível porque nos últimos 3 anos quem chegou por último foi ele, quem levou bronca foi ele. Foi ele quem rezou a Brachot. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrou-se da primeira vez em que escondeu a mazah, era homem feito, 13 anos e já era tempo de esconder a mazah. Naquele tempo também atrasava, mas porque jogava bola noutra esquina, jogava bola sem lembrar do jantar. Era puxão de orelha, briga atrás da porta, promessas de nunca mais fazer, e sorrisinho maroto de quem sabia que no ano seguinte tudo poderia se repetir. Afinal, bronca viesse, sempre havia chocolate ou balinhas esperando por ele, nas mãos calejadas e sorridentes do avô. Nas mãos de sabedoria, referência e história; a mão que representava o primeiro tronco da árvore genealógica da família no Brasil. Essas mãos se cruzavam com as de quem fazia o cheiro bom do jantar, de quem - com tempo de sobra – preparava, desesperada, o jantar. Com outras mãos de sabedoria, sorridentes, outro tronco da árvore genealógica familiar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando em tudo isso, chegou a deixar rolar uma lágrima; a lágrima confundiu-se com o suor de nervoso, o suor que antecedia o atraso. Virou à direita e entrou na Gabriel. Ainda nas lembranças, quando prima Cecília estava diante da porta, com o novo namorado. Prima Cecília sempre fora seu amor secreto, sempre achara que com ela poderia se casar. Aquele homenzarrão de 2,30m de altura – exagero de criança – com cara de artista de cinema, gel no cabelo e sorriso de lado. Contagiou a família toda com sua boa fluência em idishe, piadas pra lá e pra cá. O garotinho nem imaginava que um dia, ainda, pudesse ter amor da vida e até namorar outras garotas. Nem imaginava que se atrasasse mais uma vez. Calma, mais algumas ruas e já estaremos lá!     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telefone celular toca estridente no banco do passageiro, é Duda insistindo para um happy hour. “Oi, cara, hoje não vai dar. É Pessach! O quê? Não é exatamente a páscoa, bom, depois te explico, abraço.” Duda é mais um daqueles que acha que Pessach é a páscoa do povo judeu. Mas a verdadeira questão é que ele, nosso protagonista, também não sabe explicar direito a Duda o que é o Pessach, senão a comemoração judaica contemporânea à páscoa cristã. Ele sabe que as razões pelas quais ambas as religiões comemoram são diferentes, claro, um dia fizera Bar Mitzvá. Porém, o verdadeiro motivo, ou melhor, a verdadeira história para que essa comemoração se realize ano a ano é na verdade um grande mistério para ele. &lt;br /&gt;Nesse longo pensamento sobre o motivo real do Pessach, o carro estacionou. Não mais no meio da rua, mas em uma vaga da garagem, enfim! A corrida para o elevador, a corrida para o banho, as roupas jogadas ao chão. E a dúvida permanecia; o anseio pelo jantar, também. Sabonete, shampoo, toalha, camisa azul marinho e kipá bordado, a kipá dos 13 anos. Ainda bem que a casa da tia estava a alguns quarteirões! Meteu-se no carro, encontrou vaga na rua; tudo conspirava a seu favor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Lá está ele, mais uma vez atrasado! – Diz a tia com um sorriso sem conseguir disfarçar.&lt;br /&gt;- E aí, meu, estava jogando bola de novo? – O tio e sua ironia de sempre. Dando um tapinha em seu ombro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele cumprimenta a todos. Ufa! Dessa vez ele se safou, há mais dois atrasados para o jantar. Pega uma taça de vinho kosher com cheiro doce de sempre, dá um golinho educado e deixa de lado, na mesinha de centro. Dessa vez é ele quem traz chocolates de presente aos sobrinhos, e mais uma vez, depois de muito tempo, é ele quem esconde a mazah. Chega de fininho perto de seu pai e pergunta, como quem não quer nada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pai, me conta uma coisa, Pessach é a data em que comemoramos a libertação de nosso povo do Egito, certo?&lt;br /&gt;- Onde estão aqueles livrinhos que explicam as comemorações judaicas que eu te dei, filho?&lt;br /&gt;- Ah, pai, não deu tempo de ir pesquisar, por isso vim te perguntar, né.&lt;br /&gt;- Bom, o motivo você vai pesquisar sozinho quando encontrar seu tempo, mas te digo uma coisa: o mais importante do Pessach é estarmos todos juntos, celebrando o fato de termos conseguido chegar até aqui e podermos nos relembrar de tudo o que foi preciso para isso se realizar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois se abraçam em um ato de carinho, queixo apoiado no ombro do outro e tapinha no peito emocionado. O cheiro de chrein e de pepino azedo. Alguma carne no forno já pronta para ser servida no jantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Pessach é uma data comemorativa do calendário judaico. (Para quem não entendeu)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3900996155358181644?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3900996155358181644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3900996155358181644' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3900996155358181644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3900996155358181644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/05/conto-de-pessach.html' title='Conto de Pessach'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3001117504170103540</id><published>2009-05-14T20:12:00.000-07:00</published><updated>2009-05-14T20:13:20.761-07:00</updated><title type='text'>Conto de Noite de Final</title><content type='html'>Abriu os olhos remelentos e cheios de dúvida. Abriu-os como se tivesse os abrindo pela primeira vez em tantos anos de congelamento moral absoluto. Abriu também seus braços para um aconchego maior do que poderia fazer sozinha. Abraçando seu amigo, sentiu cheiro de perfume importado, o cheiro que não sentia há tantos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fez-se o abraço de maneira tal a criar uma cena homérica, espantosa. E então todos em volta deram seus goles engasgados em suas bebidas e voltaram a mastigar o amendoim. Era dia de final de futebol, a cidade toda parada para ver um time detonar o outro, telões pregados nas paredes do bar, gritarias, tumulto e adoração. Ela abrira os olhos e não vira futebol. Abraçara seu amigo e sentira cheiro de perfume importado. Voltou-se à mesa para se afogar em conversas mundanas. Trabalho, passeios, amigos, cinema e coisa e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os garçons não davam conta de tanta gente no recinto. Os assuntos não davam conta de tantas pessoas na mesa. Ela não dava conta de tremenda alegria. Foi-se um copo, foi-se outro e tantos outros mais. Palavras atravessadas, mas não maldosas, atravessadas no sentido fonético. Palavras tortas de tantos copos que se foram. O jogo caminhava sem dó, perdesse alguém um só instante, a emoção poderia ser ainda maior. O goleiro defende o pênalti e a cidade toda ecoa. O abraço fora maior do que o pênalti defendido. A saudade era ainda maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de jogo e alegria para tantos; para outros, a frustração. Mas não tem problema, futebol tem todo ano, em um próximo o outro time ganhará e tudo ficará bem. Há outras coisas que parecem não ter volta, que não parecem ter como voltar. Respiros profundos e dia seguinte de trabalho, boa parte se despede com suas gravatas de lado, andar torto e cabelo bagunçado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noutro canto do bar, uma moça atordoada. Rosto cansado de quem não dormia há meses; mas na verdade, era rosto de tristeza. Poucos entenderam, seu time, enfim, havia ganhado, mas queria ela poder ter sentido o cheiro de perfume importado. Seus olhos remelentos não se abririam dessa vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3001117504170103540?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3001117504170103540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3001117504170103540' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3001117504170103540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3001117504170103540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/05/conto-de-noite-de-final.html' title='Conto de Noite de Final'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2851259305077102925</id><published>2009-04-23T10:44:00.001-07:00</published><updated>2009-04-23T10:44:34.294-07:00</updated><title type='text'>A História do Homem que Nada Adorava</title><content type='html'>Ele acordou cedo, dia ainda escuro. Cedo porque era trabalhador. Desses de dar orgulho em mãe e pai. Era homem dono de si e de tudo o que possuía. Era engenheiro trabalhador, de multinacional escandinava. Espero que ele não ouça essa história.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Acordou cedo mas era sábado, o despertador se confundiu. Acordou, levantou, deu bronca no despertador e voltou a dormir. Essa noite sonhou com andaimes, nada muito promissor. Dormiu toda a manhã, pisou em andaimes por todo esse tempo, acordou e almoçou. Recebeu depois ligação de um amigo para ir a uma festinha de formatura qualquer. Era solteiro e aí sim, sonhou com algo promissor. À noite, arrumou-se, com aquela mesma roupa de toda formatura, de todo rapaz em toda formatura. Terno preto, camisa branca, barbinha mal feita e sapato social. Uma graça.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Como de praxe, bebeu, bebeu, bebeu, alegrou toda sua timidez e foi se aventurar. Encontrou menina bela, deu bitoca e coisa e tal. Trocou telefone e "até mais". &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Não a viu na primeira, nem na segunda, nem na terceira semana depois. Ele não tinha, não podia, não conseguiria jamais ligar. Quando ela se manifestou, encontraram-se numa festa estranha. Ela não o reconheceu, ele a reconheceu. Reconhceram-se, enfim, e foram dialogar:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela "Eu adoro essa música!"&lt;br /&gt;Ele "É legal."&lt;br /&gt;Ela "Aliás, eu adoro essa banda e o primeiro álbum que lançaram em 94 e adoro muito também o clipe dessa música, você já viu?"&lt;br /&gt;Ele "Não, não vi não."&lt;br /&gt;Ela "Puxa, você tem que ver, você vai adorar!"&lt;br /&gt;Ele "Sabe...? Eu não adoro nada."&lt;br /&gt;Ela "Que? Comassim!?"&lt;br /&gt;Ele "É, eu não adoro nada."&lt;br /&gt;Ela "Mas... Nem... Sushi?"&lt;br /&gt;Ele "Não!"&lt;br /&gt;Ela "Hamburguer?"&lt;br /&gt;Ele "Não."&lt;br /&gt;Ela "Gente, mas por quê?!"&lt;br /&gt;Ele - profundamente angustiado "Acho que porque gosto muito de muita coisa."&lt;br /&gt;Ela "E isso te faz não adorar nada?"&lt;br /&gt;Ele "É."&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O diálogo ficou marcado, o rapaz apaixonado; e a tal menina? Fugiu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2851259305077102925?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2851259305077102925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2851259305077102925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2851259305077102925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2851259305077102925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/04/historia-do-homem-que-nada-adorava.html' title='A História do Homem que Nada Adorava'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-670924745447768085</id><published>2009-04-05T18:03:00.001-07:00</published><updated>2009-04-05T18:03:55.948-07:00</updated><title type='text'>Crônica de Bar</title><content type='html'>Uma taça de vinho em mãos e algumas palavras jogadas ao acaso. É lógico que o vinho não era da melhor qualidade, um merlot, no máximo. Aquele que pudesse confortar seu bolso sem um piripaque financeiro no fim do mês. Palavras ditas sobre política, cinema, e aquele mesmo blá blá blá de sempre. As mesmas palavras jogadas ao acaso da última vez. Não sei bem porquê os outros da mesa bebem cerveja, ninguém o acompanhou desta vez no vinho. Tudo bem, pelo menos é cerveja Argentina; ainda gera aquele certo glamour.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um da mesa ao lado se levanta, com ar de “bebi demais”. É claro que sim, qualquer bar em qualquer região de São Paulo serve qualquer tipo de freqüentador. Dispõe em seu recinto gentes de todas as formas e todas as formas de se beber. O que se levanta tem um cheiro incondicional de álcool envelhecido, uma cachaça tradicional, de Minas ou da Bahia; alguma cachaça tradicional. O protagonista entorta a sobrancelha, arrisca um sorriso cínico e joga as palavras a seus colegas “lá vem mais um sermão de bar.” É claro que ele estava certo: lá veio mais um sermão de bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Porque o Brasil não sabe como se comportar. Porque Cuba não deu certo. Porque a política mundial não dá em nada, é tudo uma grande palhaçada” e mais blá blá blá. Pelo menos, ele tem coragem de compartilhar sua opinião tão indigesta e tão, entre aspas, polêmica, para se manifestar. O bar inteiro o observa com mais sobrancelhas entortadas e sorrisos cínicos. “Pobre tolo, nem sabe o que está falando.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cita sociólogos memoráveis, cita alguma informação retirada de um jornal. Só faltava uma lousa ou um power point para acompanhar seu ilustre discurso. Do outro lado, há um casal, também já um pouco alterado, discutindo relação. Para eles o discurso profano é plano de fundo para uma discussão intensa sobre como se comportam um com o outro e com o resto do mundo. Um jeito um pouco mais prático de talvez, quem sabe, se relacionar. O ex-namorico da moçoila passa por trás, para compor o plano de fundo. Isso desperta uma gargalhada unilateral. “Você sabe que eu gosto muito de você, e você sabe que eu penso o dia todo em você.” Ela sabe de tudo isso, e sabe que também nunca se deixaria envolver naquela situação tão frágil e peculiar. Pouco importa a situação em que esses dois se meteram; agora o que realmente importa é que o plano de fundo toma lugar, vira personagem primário. O chatão do discurso político, arriscado próximo vereador de bar irrita o casal até mais do que seus problemas tão profundos e tão pegajosos. O discurso desse rapaz – digamos assim para não ofender ninguém –torna-se o centro universal das atenções do bar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebedor de vinho, com gravata borboleta, passa ao lado do casal e dá uma risada um pouco alta, risada insistente para alguém comentar com ele a cena que estão presenciando. É exato: a moçoila comenta em voz, com todo seu sarcasmo – para escapar de mais palavras acusatórias: “Agra só falta falar de religião e futebol.” Todos riem e voltam ao seu papel inicial.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-670924745447768085?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/670924745447768085/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=670924745447768085' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/670924745447768085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/670924745447768085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/04/cronica-de-bar.html' title='Crônica de Bar'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-1162164447461932770</id><published>2009-03-30T11:34:00.000-07:00</published><updated>2009-03-30T11:35:01.389-07:00</updated><title type='text'>Crônica do Atraso</title><content type='html'>Esta é uma história real.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ela vem correndo, ligeira, subindo ladeira; as coisas da mão caindo por todas as partes e a força de tentar correr e ao mesmo tempo segurar. A sandália machucando o pé pequeno e sem equilíbrio. Acordara pouco mais tarde do que o costume, o desperdador esqueceu de tocar. É mentira, o despertador lembrou-se de tocar, quem esqueceu foi ela. Esqueceu-se de acordar. Foram 15 minutos de atraso, 15 minutos responsáveis pelas coisas caindo e pela sandália machucando. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tomou café da manhã correndo, engolindo antes de mastigar. Pãozinho esquentado, manteiga amarelinha, derretendo, penetrando o miolo do pão. Coisa gostosa tranformada em energia, para conseguir correr atrás do "busão". Trancou a porta de casa e saiu sonolenta. Saiu pensando no que precisaria fazer, em mais um dia de trabalho, engolido antes de mastigar, transformado em energia. Sempre pegava o mesmo ônibus, linha verde. A verde claro, que ronda por um pouco da zona norte e zona oeste. Às vezes também preferia pegar outro, um da linha laranja, mas demorava mais pra chegar. Ela decorava as cores dos ônibus, às vezes alguns nomes; números jamais.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Com o cabelo despencando, desistiu de correr mais. Assim que desistiu de correr, foi andando tranquilamente, o atraso já era algo consumado, de qualquer maneira. Pôs-se em cima da ilhazinha. Aquela que fica em um cruzamento, uma ilhazinha de concreto trivial. Olhou para o lado esquerdo e viu o gigante verdinho chegando. Em seguida, viu o gigante verdinho partindo. Estava ainda em cima da ilha e nada mais poderia ser feito, a não ser esperar o próximo. Para sua surpresa, o motorista do ônibus a conhecia muito bem. Sabia de seus costumes matinais. O de pegar o verdinho para ir ao trabalho. Sabia tão bem sobre essa rotina, que ao passar pela ilhazinha - menina posta ao lado direito do ônibus - gritou "Tcha-au!", acenando confidentemente à mocinha, fazendo-a se arrepender de sua preguiça e seu atraso mandão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-1162164447461932770?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/1162164447461932770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=1162164447461932770' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1162164447461932770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1162164447461932770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/03/cronica-do-atraso.html' title='Crônica do Atraso'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7182119773383253482</id><published>2009-03-12T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-03-12T12:55:04.268-07:00</updated><title type='text'>O Estado Real e o Dia-a-Dia‏</title><content type='html'>Ao leitor: O título leva hífem porque dia-a-dia sem hífem não dá.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O chá das 5 no Parque da Luz, logo atrás da Sala São Paulo ou da Pinacoteca, agora não me lembro. Cheiro de sofisticação, aristocracia. Pão de mel, bolo de fubá, chá de jasmim. Baba de ovo, balinha de hortelã, chapéus. É claro que isso se realiza em um sábado, não é? A moça sentada, sozinha, em um banquinho embaixo da árvore, lê um livro, romance, é claro. Quem consegue enxergar bem, pode identificar a obra de Jane Austen em suas mãos. Não importa o título, qualquer uma dela é válida para essa situação. Por algum motivo estranho eu consigo saber que a moça acha engraçada cada linha lida na obra. Cada linhazinha a lembra de sua situação atual. Por algum outro motivo, eu também sei que a mocinha de pele clara, cabelo curtíssimo castanho e sardinhas muito tímidas no nariz vai se casar, em pouco, em breve, no ano que vem.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O que ela acha engraçado é o que eu também acho: fora a questão trabalho versus "real state", nossos hábitos são os mesmos, não são? A mocinha não sabe se quer casar. Ela não quer é ficar solteira. Namora o rapaz há quase 4 anos. Tempo de noivar, casar. Ela tem 27, ele 32. Tempo de casar. Parece que a família dele tem indústria. A família dela é de profissionais liberais, autônomos, médicos e professores. Tempo de casar. Um pires se quebra em barulho coriqueiro, se não fossem os carros com escapamento fora do lugar, na avenida ali perto, teria sido um susto, na certa. O pires espera no chão para ser varrido por algum serviçal. O Real Estado ainda está presente em 2009, para aqueles personagens que condizem em tudo com o do romance. Boa família, boas finanças, boa educação. E não só isso: as fofocas são as mesmas, comentários, apelos morais, normas técnicas, casamento, religião.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A dúvida da mocinha é saber se pode se divorciar, caso encontre o verdadeiro amor de sua vida em, digamos, um, dois ou três anos. Divórcio logo após o casamento? Amor da vida? Casamento pra quê? Lizzie só se casará com o amor de sua vida. A própria Jane só se casará com o amor de sua vida, diria ela, aos 25 anos sem estar casada. Que vergonha! Vai ficar pra titia. Não deu outra, ficou, morreu, deixou a mensagem desesperada de amor. E ainda mocinhas que se sentam embaixo duma árvore, durante uma tarde de chá, a recebem. A mensagem. Amor da vida. Tempo de casar. As tardes de xadrez e passeios ao redor do jardim, da obra, e o quanto vale cada pessoa ou cada casal, isso não mudou nada. O trabalho ainda não mereceu os desmereceu ninguém. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;A diferença é que no século XVIII não ter nada pra fazer não dava depressão. O Estado Real que o suportava e o sustentava dava conta do recado. Hoje em dia, não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7182119773383253482?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7182119773383253482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7182119773383253482' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7182119773383253482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7182119773383253482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/03/o-estado-real-e-o-dia-dia.html' title='O Estado Real e o Dia-a-Dia‏'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-9135893534198513373</id><published>2009-03-10T11:26:00.001-07:00</published><updated>2009-03-10T11:26:28.013-07:00</updated><title type='text'>Aleatoriedade</title><content type='html'>Claudinha se atrasou feio da última vez, portanto desta, resolveu chegar 20 minutos antes. Mas é claro! Esperou por 20 mais, totalizando 40 minutos de observações intensas das mesas vizinhas. Uma caipirinha de frutas vermelhas com saquê terminada e alguns outros tocos de Free Light no cinzeiro.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Caludinha!!! Já está aí há muito tempo? Desculpe o atraso, é que... Você sabe... Dia de jogo é sempre assim!&lt;br /&gt;- Atraso? Imagine! Eu é que cheguei cedo demais.&lt;br /&gt;- Nossa, mas você já está aí há muito tempo?&lt;br /&gt;- Imagine... Uns 10 minutinhos, algo assim. &lt;br /&gt;- Ufa, então tá bom! Felipe tem amanhã exame prático da auto-escola, está ansiosíssimo achando que daremos um carro a ele.&lt;br /&gt;- E não vão dar?&lt;br /&gt;- Ué, cadê a outra?&lt;br /&gt;- Deve estar no trânsito.&lt;br /&gt;- Daremos um jeito de financiar, acho... Mas financiamento... Não cai bem em épocas de crise, não é? Estamos pensando seriamente no assunto.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;9 frases em um diálogo para chegar à condição básica de uma conversa atual; contemporânea.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Ah, Chris, nem me fale nisso não... Fevereiro é sempre um mês terrível.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Todos os meses são terríveis, natal porque é natal, férias porque é férias, carnaval-carnaval, IPTU-IPVA-Imposto de renda.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Acho que Felipe pode aprender a se virar um pouco mais na vida, sabe? Tenho medo de que ele vire vagabundo, que nem o tio.&lt;br /&gt;- Mas Chris...&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o garçom já irritado ao lado da mesa, aguardando o pedido. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- As senhoras vão querer alguma coisa? O petisco de cordeiro com gorgonzola e tomates secos está uma delícia!&lt;br /&gt;- Oh, desculpe-nos! Para mim, mais uma caipirinha desse jeito. Chris?&lt;br /&gt;- Um choppinho, por favor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;O toque de telefone tão peculiar com música recém-lançada da Mariah Carey surge. É óbvio que Martha não vem mais. As bebidas chegam e a conversa continua. Falam de mãe, falam de pai, falam de filho e até da família do interior. Falam de filmes, cinema, teatro e pra rimar, falam até do amor. Dão risadas, tiram dúvidas, se questionam e se identificam. Discordam por vezes, tomam posições nunca antes tomadas, xingam políticos e cobram nações. Comentam as roupas que passam aos lados, comentam esses cabelos, comentam casais, e pedem mais álcool. Riem um pouco mais, abrem segredos. Desconfiam de outros, fazem promessas e de repente, pedem a conta. Guerra de quem vai pagar; divisão é a política vigente. Dividem a conta, guardam a carteira, voltam pra casa - sem trânsito, e de manhã: vão trabalhar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Sem diálogos minimamente decupados, a aleatoriedade comum mais uma vez se manifesta em um ponto específico de São Paulo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-9135893534198513373?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/9135893534198513373/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=9135893534198513373' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/9135893534198513373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/9135893534198513373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/03/aleatoriedade.html' title='Aleatoriedade'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-1602750139179628915</id><published>2009-03-06T09:02:00.000-08:00</published><updated>2009-03-06T09:38:50.107-08:00</updated><title type='text'>Milongas duma Tarde de Trabalho</title><content type='html'>milonga &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"do Quimb. milonga, palavras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;s. f., &lt;br /&gt;Brasil, &lt;br /&gt;espécie de música dolente, cantada ao som da guitarra ou do violão;&lt;br /&gt;feitiço;&lt;br /&gt;bruxedo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fig., &lt;br /&gt;(no pl. ) mexeriquices;&lt;br /&gt;(no pl. ) manhas;&lt;br /&gt;(no pl. ) desculpas mal cabidas."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que esse dicionário consultado era lusitano. Usamos milongas para muitas coisas mais, embora nunca tenha entendido qual é a diferença desta e do tango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira é difícil trabalhar. Assim como segunda-feira ou quarta. Devem ser os dias pares; terça e quinta é sempre mais fácil, mais fluido. E há quem torça por sexta-feira desde domingo anterior! O dia respira ofegante, sem vontade, com preguiça, aspirando a algo por vir ou fazer. Um banho de mar relaxante, a compra de tinta para a cor nova da casa, o passeio no parque ou a coluna no chão. São tantos motivos para a tarde respirar sem vontade e alguns outros para não. O tal do trabalho, a entrega urgente, o cliente mandão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tardes com moleza-caramelo. Lá fora o sol tímido, com vergonha de tanto estrago dos dias anteriores. No texto frases poéticas para afastar a preguiça, MSN, Twitter, E-mail... Não importa, trabalho é trabalho. Precisa ser feito, operado, entregue, refeito, reoperado, reentregue e assim por diante. Numa tarde como a de hoje, há algumas palavras-tortura, que vou dizer aqui porque não tenho compaixão: cachoeira, praia, cinema, namoro, zoológico (essa é pra mim, pelo menos), sítio, barco, moto, piscina, clube, dança, cerveja, sorvete e até mesmo cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As milongas duma tarde de trabalho são repletas de bom caratismo e simpatia, harmonia de sons repetitivos com alguns poucos altos e baixos - às vezes estridentes - ou um tanto sólidos. Elas se fazem entre colegas, cliente-fornecedor, fornecedor-cliente, chefe-subordinado, quase como uma tarantela! Opa! Quase como um tango, ouçam, esta tarde tem barulho de passos no chão de madeira, enredo de música com acordeom, tarde com cheiro de Piazzola! Movimentos elaborados com disputa de atenção. O bom e velho "ganha-ganha" da negociação.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Boa dança do trabalho de sexta-feira à tarde para vocês!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-1602750139179628915?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/1602750139179628915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=1602750139179628915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1602750139179628915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1602750139179628915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/03/milongas-duma-tarde-de-trabalho.html' title='Milongas duma Tarde de Trabalho'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3386509173250296279</id><published>2009-03-05T10:11:00.000-08:00</published><updated>2009-03-05T10:12:57.606-08:00</updated><title type='text'>Uma Crônica Paulistana</title><content type='html'>Ele entra no táxi e reclama do calor, o taxista, de praxe, reclama do calor. Ficam por 25 minutos escaldantes e derretentes falando do calor. O sinal fecha, falam do calor, o sinal abre, falam do calor. E olha que eles estão em carro com ar condicionado!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele chega no almoço coorporativo, o restaurante não tem ar condicionado. Não há reunião que preste, só falam do calor. Tudo é motivo, até a estratégia financeiro para o mês de maio parece uma fornalha diante a um dia sonolento, mole e suado. Muito suado, camisas executivas molhadas, parecendo festa de casamento ou formatura com pancadão. "Um sorvete, por favor." Sorvete, água de coco, água gelada, ventilador. Calor, calor, calor. Não há outro assunto! Só esse maldito calor.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;E o governo com isso? E a proclamação do "estado de calamidade pública"? No Canadá quando neva muito, ninguém sai às ruas! E agora temos trabalhadores, empresários e artesões, brigando com o próprio corpo para conseguir se manter ativo, procurando roupinhas leves de algodão - quando podem usá-las em público. "A culpa é minha, a culpa é sua, a culpa é de todo cidadão que se beneficie do gás carbônico. A culpa é do aquecimento global, a culpa é do petróleo, a culpa, a culpa, a culpa." A culpe é do calor, que deixa todo mundo assim!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele vai trabalhar e se perde em algo qualquer na internet. Assim é fácil, assim é muito fácil perder a atenção. Os colegas passam mal, mesmo com o ar condicionado a 17° de temperatura. Ninguém se esquece da hora do almoço, das gotas de suor quase caindo na comida, em todo aquele papelão subvertido em calor. E o calor continua a ser discutido. O dia todo, a semana toda... E assim desejamos que não seja todo o mês!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele volta para casa, toma seu banho de água - semi - gelada, praticamente morna (a caixa d'água estava quente) e derrete feito picolé na frente da TV. Vai dormir, ou melhor, não vai dormir. Vai deitar e sentir calor. Pensar no calor, sonhar com o calor, e então quando consegue finalmente entrar em estado de sono profundo, toca o despertador para mais um dia insuportável, em que o assunto continua o mesmo. O calor sem escrúpulos de 1943.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Já em julho, a história se repete.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ele entra no táxi e reclama do frio, o taxista, de praxe, reclama do frio. Ficam por 25 minutos congelantes e desgenerativos falando do frio...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3386509173250296279?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3386509173250296279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3386509173250296279' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3386509173250296279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3386509173250296279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2009/03/uma-cronica-paulistana.html' title='Uma Crônica Paulistana'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-957098181914206649</id><published>2007-10-26T05:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T06:01:23.409-07:00</updated><title type='text'>E se Satisfaz</title><content type='html'>Marcos queria muito uma balinha de hortelã, daquelas bem clássicas que "antigamente" também eram vendidas no sabor amendoim. Isso, balinha de hortelã sabor amendoim. Mas Marcos queria a hortelã sabor hortelã mesmo... Depois daquele cafezinho-delícia, nada melhor do que uma balinha de hortelã. Mas ele não perguntaria ao garçom se eles teriam uma balinha de hortelã para lhe dar. Não porque ele tinha vergonha, não... Simplesmente porque não estava a fim. Sei lá, às vezes acho que Marcos tem um traço um pouco masoquista, entendem? Se ele tem alguma vontade, guarda para si - no nível de não contar nem para a narradora da história - e se contenta com a idéia de ter uma vontade e ficar reprimindo-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexualmente falando, Marcos tinha alguns probleminhas para relacionamentos. Quantos anos ele tem mesmo? 19? É, acho que é... Enfim, 18, 19, tanto faz! O que importa é que ele tinha tido uma namoradinha no colegial, mas fui meio dureza porque ela... Era meio depressiva e dizia a cada segundo que iria se matar, mesmo sabendo que ninguém acreditaria, porque afinal ela era apenas uma mimadinha querendo chamar a atenção. E todos conhecemos uma dessas, não? Bom, o fato é que Marcos sofreu um pouco com toda aquela história. Também pudera! Ele não foi má companhia para ela, afinal ele não tentava nada heróico diariamente para tentar convencê-la de que viver era bom e o caralho à quatro; ele simplesmente a escutava e era tão compreensivo que a fazia sentir bem. Não deu certo. Assim que acabou o colegial, ela foi procurar alguém que a maltratasse um pouco mais, uma vez que complacência em demasis não fazia sua cabeça. Desde então Marcos não conseguiu mais encontrar ninguém de que gostasse. Já tinha até saído algumas vezes com outras garotas da PUC. PUC? Ele não era da USP? Enfim, de novo, não importa... Mas nada muito emocionante. Nada que o fizesse querer continuar. Ele não tomava muitas iniciativas, apenas continuava com a corrente, mas por vezes sabia dar fins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos passou umas 2 horas lendo na cafeteria. Acabou desistindo e pediu um pão de queijo. Naquele domingo, em específico, não teria almoço de família. Sei lá, algo relacionado ao fato de os tios dele estarem se divorciando ou coisa assim. Ele recisava preencher mais seu tempo. Não que fosse uma obrigação. Ele voltou a querer a tal balinha de hortelã, e decidiu se levantar para dar uma volta, aproveitar  e comprar a balinha em alguma banca por perto. Encontrou a balinha. Comprou uma. Apenas uma para se satisfazer. E se satisfez. Agora pensando, puts, Marcos tem algo que eu sempre quis ter: sabedoria de entender que não é preciso de excessos para satisfazer. Puxa, mais falta de excesso significa falta de emoção? Não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Não aconteceu nada de mais no domingo de Marcos. Quero muito que chegue segunda-feira logo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-957098181914206649?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/957098181914206649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=957098181914206649' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/957098181914206649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/957098181914206649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/e-se-satisfaz.html' title='E se Satisfaz'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-912026266962025329</id><published>2007-10-23T04:36:00.000-07:00</published><updated>2007-10-26T05:46:35.426-07:00</updated><title type='text'>E se levanta</title><content type='html'>A viagem de ônibus de Marcos não importa mais tanto, depois de tanto brilho do moçoilo que iria comprar filtro, as indagações de nosso querido perderam o glamour. Não que alguma vez tivessem tido, mas enfim. Marcos foi dar um passeio pelo centro de São Paulo, não sei se comentei, mas era domingo... Domingo o centro fica tão, mas tão bonito e cheio de atrações! De verdade, conheço gringos que vieram para cá e acharam o centro de São Paulo (Praça da Sé e arredores) a coisa mais incrível já feita no mundo! E não falo isso por orgulho ou nacionalismo, mas simplesmente porque esses gringos compartilham de minha opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era domingo... 10:30 da manhã. E Caetano já não cantava mais para Marcis, ele guardara seu mp3 player por motivos até que razoáveis que vão do pequeno traço de medo passando pela desconfiança e chegando até ao ponto de Marcos pensar "não, mas quero ouvir os sons da rua!". Puxa, quem não adora ouvir buzina e sirene de ambulância? Lojas de cd tocando sertanejo ou grandes varejos gritando as ofertas e como o gerente enlouqueceu naquele dia!? Ok, gente, era domingo! Domingo é dia de passarinho, dia de macarronada da nona, dia de missa na catedral da Sé, dia de menininhas pseudo-Tokyo-espivetadas-mudérnetes irem encontrar garotos desenhistas de manga na estação Liberdade, dia em que todo mundo que um dia sonhou em ser fotógrafo vai praticar o esquecido sonho, dia de clube, piscina, família, pós-festa, ressaca, música baixa, aspirina, fim e recomeço, um dia do "não.".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para Marcos era apenas um dia para passeio. Aliás, uma manhã-passeio. Ele gostava de passear, e tá mais do que certo! Em minha humilde opinião... Marcos gostava muito de café e decidiu ir tomar um café naquela cafeteria tão celebrada e folclórica que existe lá ao lado do vale do Anhangabaú, me foge o nome, lá sentou-se e pediu um café. Curto. Curto como seu desejo de pedir alguma coisa para comer. Decidiu ficar só no café e brindá-lo com o livro que estava a ler. Droga! Eu não consigo ver que livro era. Sabem aquela coisa que eu disse que há fatos e pensamentos de Marcos que vejo e outros, que não? Bom, o livro que ele estava lendo está dentro do pacote que não vejo, quem sabe um dia?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só sei que Marcos estava se divertindo à beça com aquele livro. Quer dizer "à beça, à beça" não exatamente. Já sei como explicar o que é Marcos! Sabem quando você acha que alguém é plenamente blasé e chega até a parecer alguma tentativa de niilismo puro?! Bom, o Marcos QUASE parecia isso, mas ele não fingia. Ele era mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltaremos mais tarde para o término de domingo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-912026266962025329?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/912026266962025329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=912026266962025329' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/912026266962025329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/912026266962025329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/e-se-levanta.html' title='E se levanta'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-5830935471733835493</id><published>2007-10-18T05:26:00.000-07:00</published><updated>2007-10-18T05:42:07.178-07:00</updated><title type='text'>E se indaga</title><content type='html'>E Marcos no ônibus pensava "já pensou como era vida? Já pensou como teria sido se coexistíssemos com dinossauros? E como era a vida quando não existia fósforo? Eu nunca teria inventado o fósforo. Eu nunca teria inventado o rádio, quanto menos o forno de microondas. Eu provavelmente não teria lutado contra o estado totalitário e também não teria ido lutar pela minha nação - a não ser que fosse obrigado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é que Marcos se sentisse remorsado por não ter grandes feitos, mas como dito antes, ele simplesmente não se interessave em grandes feitos. Calma lá! Não tirem conclusões vazias e pouco fundamentadas da cachola de vocês: Marcos não era hippie e detestava praia. Posto isso, podemos prosseguir... Gozado, não? Adorar Caetano e detestar praia. Mas até az sentido curtir Peter Gabriel e detestar praia. Gente, Peter Gabriel!? Por favor... Genesis me embrulha o estrombo, mas como já disse, eu não importo para a história. Marcos, por um segundo, pensou como seria legal se seu nome fosse Gabriel. Isso sim é coisa sem fundamento, porém, você sabem, eu vejo alguns pontos de pensamentos de Marcos, outros ele esconde só para si. Impossível saber tudo que se passa na cabeça de um garoto como aquele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ain, tenho que voltar ao trabaio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-5830935471733835493?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/5830935471733835493/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=5830935471733835493' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5830935471733835493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5830935471733835493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/e-se-indaga.html' title='E se indaga'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7192685888567617653</id><published>2007-10-15T04:33:00.000-07:00</published><updated>2007-10-15T05:09:17.064-07:00</updated><title type='text'>E se Move</title><content type='html'>Se na última postagem o título sugeria dúvida, neste ela simplesmente se resolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos estava ouvindo Caetano, versão para "Chega de Saudade", como  fazia quase toda manhã. "Dentro dos meus braços, os abraços hão de ser milhões de abraços..." se viu cantando em voz ouvível no meio do ônibus; não exatamente no meio, mas no canto. Marcos gostava de cantos. Quinas, esquinas de lugares fechados. Ele podia observar tudo de longe, à deriva. Não que fosse um observador/ antropólogo social de tão estimada índole, pera aí, ninguém nunca sugeriu isso por aqui. Não é só porque estou cá escrevendo sobre ele que o maldito tem de ter algo de incrível ou "extra-conjugal", digo "extra-emocional", "extra-sensorial", "extra-sensacional", "extra-ordinário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também convenhamos que Marcos não era o que se pode chamar de "ordinário", principalmente em linguajar popular! Marcos tinha observado um rapaz muito dos esquisitos, com sapatos cintilantes e camisa furta-cor. Quem usa furta-cor logo de manhã? O tal raparigo do ônibus! Ele falva ao celular que estava com muita pressa e que teria de passar na loja para comprar filtro. "Mai qual é o modelo de filtro?" Ai credo! O rapaz brilhoso era do tipo de pessoa que fala "mai" para substituir "mas"; já que existem três tipos de pessoas, pelo menos em São Paulo: os que falam "Mai", o que falam "Ma" e os que falam "Mas" mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Éam, eu continuaria a discursar, mas tenho de trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7192685888567617653?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7192685888567617653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7192685888567617653' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7192685888567617653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7192685888567617653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/e-se-move.html' title='E se Move'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-79383285106527624</id><published>2007-10-10T08:43:00.000-07:00</published><updated>2007-10-10T09:22:55.238-07:00</updated><title type='text'>E se...</title><content type='html'>...E se eu fingisse esquecer a Clara e o Maurício por mais algum tempo? (eu sonhei com esta postagem que estou escrevendo) E se por algum motivo qualquer eu fizesse eles esperarem ainda mais pelo desencadeamento de seu lindo romance que ninguém, nem eu, sabe como está. Porque esta fase que está pairando pelo ar é a fase do cultivo, já que Muddy Waters sabe que "I've got my mojo workin' but it just don't work on you."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, nada com nada. A questão é muito mais séria do que isso: estou apaixonada por novos personagens, que até agora, só existem na minha cabeça, mas nossa, foi criada uma história com temática tão, mas tão mais interessante do que a de nossos antigos heróis! Sei lá, pesquei no ar. Não me superestimem, continua sendo um roteiro completamente Hollywoodiano em forma de novela, com... Espero... Happy endings e tal. Ai, gente, vamos comprar ilusões internáuticas, né? Por que não? Já que ousadia está em falta no mercado...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, aqui fica a minha tão reconheida justificativa. Para quem vier, apresento-lhes Marcos, o rapaz que trabalha em uma pequena vídeo locadora de bairro. Marcos tem 19 anos e cursa a faculdade de letras, não lembro bem se na PUC ou na USP, não importa. Vocês não o conheceriam, nessa rede louca de conhecimentos da burguesia paulista. Não que ele não faça parte - relativamente - dela. Mas Marcos nunca quis chamar a atenção. Não gosta mesmo. Acha cretinice ideológica. "Chamar a atenção? Muitos amigos? Fazer algo notável? Pra quê?" Pensava... Mas bem sabia que no fundo havia uma timidez incontrolável que não o deixava pisar em falso, já que na cabeça dele, tentar e se arrisar lhe trazia uma margem de 100% de chance para erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos não era feio, não era gordo, nem magro, mas também não era necessariamente bonito. Não era engraçado, embora por vezes conseguisse fazer alguns trocadilhos e anagramas interessantes, apenas em sua mente. Marcos não tinha estranhices à flor da pele, não sabia dançar e não gostava de sair para tal função, não gostava de encher a cara, não gostava da idéia de drogas e tampouco pensava em suicídio. Ele basicamente achava bacana andar sobre uma espécie de limbo imaginário, sem correr riscos, seguro. Nunca em nenhum tipo de corda bamba. Gostava de ler, de estudar, mas não amava. Não... Era difícil Marcos amar alguma coisa, até porque ele mal sabia discernir entre o que ele amava ou o que gostava. Ok, nessa Marcos não é uma excessão, eu por exemplo, também não sei muito bem essa brincadeira - mas eu não importo para a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos gostava de batata frita. Marcos gostava de Coca-Cola, de omida chinesa e árabe. Não ia muito com a cara de comida japonesa. Gostava de HQ, do sítio de seu avô em Vinhedo, de Augusto dos Anjos, de Peter Gabriel, Brumas de Avalon e O Iluminado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pera aí! Marcos não é normal. Puts grila, Marcos é bizarro! 1. PETER GABRIEL?! Cara. Marcos não sabe nada da vida, já estou com preconceitos sobre ele. 2. Brumas de Avalon...? Que tipo de garoto que se preze gosta de um livro tão frutinha assim?! Ok, deixemos ele gostar, achei até charmoso, mas se lembro do Peter Gabriel, broxa total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos foi trabalhar na locadora porque percebeu que seu tempo não estava sendo bem ocupado, e como lá poderia alugar filmes de graça e ainda ter o mínimo contato humana com pessoas que pudessem parecer interessantes, resolveu ir ganhar uma graninha com isso. Só porque ele era meio apagado não significa que ele não gostasse de ter contato humano, né, gente! Tímido sim, anti-social, não. Já comentei, mas suicídio estava bem longe dos planos dele. Ele não parecia estar ou ser apaixonado pela vida, um hedonista de mão cheia ou algo parecido, mas acreditava (e ele tinha mesmo um bando de crenças) que a vida tinha que ser descoberta mesma, e cada detalhe poderia trazer novos aprendizados e aquela coisa toda da cultura oriental enlatada para o Brasil. Não, calma, ele não fazia Yoga, nem tinha participação ativa em nenhum grupo religioso ou existencialista. Existem grupos existencialistas? Enfim. O que quero dizer e espero que vocês entendam, do fundo do meu coração é que: Marcos sabia acreditar mas não acreditava intensamente, sabia conhecer, mas não conhecia a fundo, sabia que gostava, mas não o suficiente. Enfim, era uma questão de não conseguir mergulhar, além da superfície, e obviamente correndo o risco de raspar a barriga no fundo de areia grossa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você entendem, certo?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-79383285106527624?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/79383285106527624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=79383285106527624' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/79383285106527624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/79383285106527624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/e-se.html' title='E se...'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-256092352201126947</id><published>2007-10-02T07:42:00.000-07:00</published><updated>2007-10-02T07:49:27.972-07:00</updated><title type='text'>Vinda de um poema</title><content type='html'>Mas quem fora vinda de um poema?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem de tão belos traços, estrofes pôde se satisfazer com nascimento tão belo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis quem comento: "Quando o dia se fez dia, quando disse o que era seu."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno verso. Versa. ELA vinda de um poema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma questã. Verso feminino. Quando o dia se fez dia. Soa Guimarães, soa piegas, coisa regional, coisa blasé, pretenciosa como a mãe!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contagem regressiva para a disseminação da versa na internét (leia-se internê).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisa superficial que é, some em segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, caralho. CHEGA DE TANTA SUPERFICIALIDADE!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-256092352201126947?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/256092352201126947/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=256092352201126947' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/256092352201126947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/256092352201126947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/10/vinda-de-um-poema.html' title='Vinda de um poema'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3978195573528480545</id><published>2007-09-04T12:41:00.000-07:00</published><updated>2007-09-04T12:46:49.222-07:00</updated><title type='text'>Luz, câmera... E... Varinha de Condão!</title><content type='html'>Tan dan!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Natalia decepciona mais uma vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aonde estará a espinha de Clara, que se perdeu pelo caminho? Os pensamentos precipitados que tanto tentavam não escapar? Os dedinhos de Clara rogando por respeito - rogando à Natalia por respeito. E por que EU haveria de a respeitar? Ela que sumiu enquanto eu mais precisava dela! Quanto mais e mais fãs da saga gritam seu nome pelos ares, mais ela faz questão de fugir de mim. Ela sai correndo, vai pra Aruba, toma sol e não é mais Clara (é escura) há!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, pessoal, eu decepciono, eu sei. E decepciono diariamente, mas trarei bombons de delicinhas coloridas para todos a partir de semana que vem, promessa é dívida. E palavra eu tenho. O fato é que Clara está repensando muitas coisas, eu acho, não sei... O fato é que alguns acham que ela é um retrato fiel a mim, o que é uma imensa mentira. Clara não decepciona, ela só foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem, a novela voltará ao ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ai ai, quanta justificativa e pouca ação.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3978195573528480545?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3978195573528480545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3978195573528480545' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3978195573528480545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3978195573528480545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/09/luz-cmera-e-varinha-de-condo.html' title='Luz, câmera... E... Varinha de Condão!'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4371998760385421267</id><published>2007-09-02T17:40:00.000-07:00</published><updated>2007-09-02T17:59:23.315-07:00</updated><title type='text'>Bem-te-Vi, Geração MTV</title><content type='html'>Em conversas com muitos, todos se questionam qual o problema de minha geração. Em questões de responsabilidades em relação a trabalho, família, relacionamentos, coisas da vida em geral. Questões relacionadas à falta de responsabilidade. Ou se a verdadeira questão é mesmo a responsabilidade, ou se há algum outro nome para essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindos à geração MTV. À geração "zipagem" de controle remoto. À geração dona do controle remoto. Desde que temos nossos quatro aninhos de idade, sabemos que há uma luta eterna de classes pelo domínio do controle remoto, e ele, o controle é quem nos dá a liberdade plena para escolher o que bem queremos e decidimos para todos que estão ao nosso redor. A escolha é nossa, o poder é nosso, via botões que podem nos transportar para qualquer parte da terra e do entretenimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na vida real a coisa não funciona de maneira muito diferente. Programa chato? É só mudar! Ué, tão fácil, lá está o botão. "Não quero mais assistir a essa babaquice, adeus, programa chato vespertino!" Existem tantas outras opções de programação passando nessa linda televisão repleta de canais intensos que passam por Roma até mamíferos em solo africano! Há tantas maravilhas a serem conhecidas e tantas outras prioridades, e EU tenho o poder de escolher o que EU quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder do controle remoto é quase infinito. Ele pode até DESLIGAR o aparelho televisivo. Agora, peguemos a MTV. Vídeo-clipes. Vida video-clíptica, passa em segundos, tudo é digerido em questão de 3 minutos, para pular para o próximo tópico. Imediatismo. Individualismo. Hedonismo e coisa e tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ultra-modernidade de Lipovétsky não está expressa apenas nos hábitos de compra e entretenimento da geração MTV, ela está em cada suspiro amargurado de cada noite mal compreendida, de cada argumento mal formulado, de cada vez que alguém não conseguiu mudar o canal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fragilidade do vazio que envolve a programação não tem a ver diretamente com a liberdade sugesta e proposta apenas em promessas divinas de grandes corporações; ela se prende principalmente nas esperanças não adquiridas a cada vez que uma "zipagem" completa é feita ao redor de cada um e apresenta uma lista de programas superestimados, com conteúdo nada contemplativo e extremamente prático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a conclusão do falatório? Nenhuma. O painel está bem claro, ou engolimos, ou fingimos viver em passado distante. Quedê a tão esperada quebra de paradigmas?! Aonde estará a pós-modernidade? Aonde se escondeu o novo e definitivo? Chega de período transitório e bizarro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4371998760385421267?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4371998760385421267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4371998760385421267' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4371998760385421267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4371998760385421267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/09/bem-te-vi-gerao-mtv.html' title='Bem-te-Vi, Geração MTV'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3260271646890961235</id><published>2007-08-26T16:38:00.000-07:00</published><updated>2007-08-26T16:49:41.537-07:00</updated><title type='text'>A Montanha Encantada dos Roteiros Bem Construídos</title><content type='html'>Parece que em algum lugar muito do obscuro na Terra há uma montanha encantada com uma caverna onde é possível se encontrar roteiros bem construídos que brotam de estalactites, estas que podem chegar a quase 1 metro de comprimento. Eles emergem do magma terrestre e servem de alimento para milhares de seres microscópicos como bactérias que só residem por lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ser mais exata, eles nascem na forma de textos bem elaborados, que com um toque de mágica, quando expostos ao ar, se transformam em roteiros cinematográficos sem falhas nem contravensões poéticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há alguns poucos aventureiros que se encorajam a adentrar nessa misteriosa caverna. E não, não confudam: não estou aqui lidando com uma alegoria, aquela tal da caverna. Não, o fogo não ilumina imagem alguma nesse caso. Os textos realmente surgem do magma, e poucos conseguem encontrar aqueles valiosos que podem nos trazer um prazer intenso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É o caso do roteiro de um filme que vi ontem "O Grande Chefe". Lars Von Trier nunca me pareceu um tipo piadista bem-humorado, até porque já ouvi relatos reais de que o cara é um chato clássico, e até então, seus filmes seguem suas características pessoais. Não que "Dançando no Escuro" não seja lindo, porque é. Mas o roteiro não é tão incrivelmente bem estruturado e maravilhosamente explorado como o de seu último filme. Eu ainda não tive a pachorra de ir procurar o nome do roteirista, também nem me interessa, porque eu sei que no fundo ele é só mais um dos aventureiros que adentrou a caverna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O difícil mesmo é ter coragem de subir até a caverna. Há quem diga que ela fica escondida no meio da montanha encantada e que para chegar até lá é preciso muita força. De novo, isto não é nem perto de uma metáfora, é um apelo real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero ser levada à essa montanha. Quero ter coragem de subir até a caverna e quero conseguir desenterrar um roteiro fabuloso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Deuses, dêem-me forças para conseguir construir um romance tão bom quanto esses roteiros encontrados na montanha!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3260271646890961235?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3260271646890961235/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3260271646890961235' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3260271646890961235'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3260271646890961235'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/08/montanha-encantada-dos-roteiros-bem.html' title='A Montanha Encantada dos Roteiros Bem Construídos'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7633178908733847056</id><published>2007-08-11T10:23:00.000-07:00</published><updated>2007-08-11T10:43:30.624-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia VIII</title><content type='html'>Hoje sem música. Secura sonora por hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos supor que vocês todos sabem o que houve durante o jantar de Maurício com Clara. Ah ok, não vamos supor isso não... Vamos deixar só para outro momento. Eu estou "in da mud" de falar um pouquinho sobre Maurício, que vem sendo um cara muito bacana até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maurício é esquisito. Mas não esquisito do jeito clássico de ser; ele aparente ser bem "normal", aliás, mas ele é esquisito porque:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Não come manga porque não gosta da cor. (Ele acha que comidas amarelas não merecem nossa atenção, por mais que se sinta reconfortado com alguns tipos de queijo)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tem mania de comprar ingressos para a área VIP de todos os shows que acontecem na cidade de São Paulo, mesmo sabendo que por causa do trabalho não vá conseguir comparecer a metade deles.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tem 2 casacos iguais (o da Polo Ralph Lauren verde musgo)&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Não usa meias estampadas. Digo, não é que ele, como a maioria dos homens, não apenas use meias estampadas. Ele simplesmente tem REPULSA por elas. &lt;/li&gt;&lt;li&gt;Tem mania de ouvir o rádio - quando está sozinho - em um volume extremamente baixo, para, segundo ele, conseguir apurar seus ouvidos.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Acha ser fumante passivo uma aitividade aristocrática e até que genuinamente legal, por isso não fuma propriamente dito.&lt;/li&gt;&lt;li&gt;Foi pra análise logo depois que sua ex-namorada lhe fez o convite de ir viajar com ela para Águas da Prata e ele percebeu que não saberia se virar em um relacionamento em uma cidade do interior. Exatamente. Ele ia só de passeio, passar uns quatro dias com ela lá. Mas percebeu que sendo um cosmopolita de plantão não saberia o que fazer quando acabasse o assunto. Sendo assim, ficou realmente angustiado, pediu um tempo do namoro (ou seja, sabemos o que isso significa, afinal já fazem 2 anos) e decidiu ir para terapia repensar seus "traumas" em relação à vida à dois.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;Tá, depois comentamos mais sobre as peculiaridades de Maurício. No dia em que ele e Clara se conheceram, na Livraria Cultura, Maurício havia acabado de sair da farmácia lá do Conjunto Nacional embusca de um calmante que nem mesmo ele sabia o nome. Não que ele seja assim tão exorbitantemente ansioso, mas ele estava sofrendo de insônia das braba há algumas semanas e queria algo que pudesse ajudá-lo a dormir. De longe, no corredor, viu uns cabelos esvoaçantes e resolveu entrar na livraria para averiguar. Meio que para ele também foi a sensação que Clara sentiu, mas em menores proporções - óbvio. Mas ele se sentiu um pouco deslocado, era algo um tanto inexplicável e daquele jeito dos romances mais mela-cueca do mundo! Ele sentiu que queria se esconder, mas como um profissional, soube disfarçar extremamente bem na hora de falar com ela. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Em sua vida, Maurício havia passado por uma situação semelhante: quando tinha 12 anos, entrou uma garota nova em sua sala de aula: Mariana Phillipo. Ele ficou embasbacado e nunca na vida conseguiu trocar uma palavra com ela, tamanha sua admiração. Porém aos 20 e tantos anos a mauridade quase que vem um pouco mais forte e ele pôde desbravar esse mundo desconhecido! Todos os relacionamentos de Maurício sempre foram bem razoáveis, iguais aos da maioria das pessoas por aí. Ele achava que estava apaixonado, se envolvia, até pensava em casamento e filhos - e também em outras mulheres - mas era um cara legal, compromissado, fazia surpresas para suas garotas etc e tal. Mas sempre, sempre ficava com um pé atrás - talvez pelo fato de sua mãe ter chifrado seu pai e ele ter sabido disso quando ainda era bem pequeno. Algo que ele realmente nunca quis saber, porque afinal teve que continuar amando sua mãe igual. Denise sabia que Maurício tinha uma imagem feminina muito distorcida, por mais que conseguisse lidar com mulheres, não conseguiria se "entregar" tão fácil assim, vivendo com uma desconfiança a ser esquecida só por ele. Denise não sabe que Maurício sentiu coisas estranhas por Clara e por enquanto não irá saber. Ele é mi-ni-no e não fala dessas coisas, por mais "maduro" que seja!&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Bueno, por hoje é só, pessoal. Acabamos sem música também. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7633178908733847056?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7633178908733847056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7633178908733847056' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7633178908733847056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7633178908733847056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/08/um-dia-na-terapia-viii.html' title='Um Dia na Terapia VIII'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4359360142615245024</id><published>2007-08-03T10:16:00.001-07:00</published><updated>2007-08-03T10:19:35.581-07:00</updated><title type='text'>Os Ônibus Cinzas</title><content type='html'>Acho que assim como todos que têm blogs, vou começar a postar algumas coisas inúteis sobre filosofia urbana mesmo, só para descontrair enquanto Maurício e Clara dão um passeio por Aruba da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joça. Quem tem medo dos ônibus cinzas comigo põe o dedo aqui que já vai fe-char! OP que são aquelas coisas bizarras nas quais eu nunca entrei?! Meu Deus, aquilo é medonho... Sei lá, mas sério, qual é a função deles?! Por que eles são tão esquisitos? Eu não gosto de ônibus cinza, mas um dia vou entrar só para desbravar esse mundo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu devo aparentar o Boça em meu blog. Blergh.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4359360142615245024?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4359360142615245024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4359360142615245024' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4359360142615245024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4359360142615245024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/08/os-nibus-cinzas.html' title='Os Ônibus Cinzas'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2452280274561656264</id><published>2007-08-02T07:39:00.000-07:00</published><updated>2007-08-02T07:44:29.087-07:00</updated><title type='text'>Um brinde à Serifa</title><content type='html'>Podem dizer o que for, mas modernidade em tipologia não faz a minha praia, nem que ela tenha um nome realmente instigante ou metido à feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não. Fiz essa alterações, e com muito orgulho, lhes apresento minha fonte preferida: a Times New Roman. Ah, a tipologia da família romana! Essas bordas lindas que só servem para facilitar a nossa visão ao ler textos longos. Amo serifa (a não confundir com sefaradi). Serifas são lindas, charmosas, clássicas, nunca saem de moda. Serifas dão um charme sem igual ao texto e à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um brinde a essa serifa toda que nos acompanha pela história!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2452280274561656264?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2452280274561656264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2452280274561656264' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2452280274561656264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2452280274561656264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/08/um-brinde-serifa.html' title='Um brinde à Serifa'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-5562081085242830106</id><published>2007-07-22T14:56:00.000-07:00</published><updated>2007-07-22T15:25:30.292-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia VII</title><content type='html'>Voltemos, caros amigos, com o som do meu mais novo e consagrado ídolo: Mika - "Happy Ending".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso não estar tão mais sintonizada com Clara e Maurício, por razões lógicas temporais, mãs, continuaremos sempre avante porque o show não pode parar. Antes de qualquer coisa só preciso dizer que ontem trombei com uma lojinha de cacarecos e comprei umas dez borboletinhas para o cabelo, grampinhos enfeitados, um cinto vermelho, elásticos de cabelo e uma meia-calça, tudo pela bagatela de R$21,50!!! Impressionante. Adoro comprar barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kings of Leon... Kings of Leon era a pauta da vez. Mas de repente, Maurício se rebela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clara, por acaso você faz terapia?&lt;br /&gt;- Ahm, sim, por quê? - Clara logo pensa que ele está praticamente conspirando contra ela... Meu Deus. "Ele quer saber se eu tenho problemas com minha família? Quer saber se não serei boa para os meus filhos porque sofrendo de Édipo posso influenciá-los de maneira errônea quanto a imagem de seu pai? Gente... Eu hein.". - Ah, mas faço só uma vez por semana, sabe... Acho importan... - Clara começa a se justificar e é cortada por Maurício:&lt;br /&gt;- Ah, e por algum acaso é uma terapeuta chamada Denise?&lt;br /&gt;- COMO VOCÊ SABE?! - Clara levou um susto gigante.&lt;br /&gt;- Ahahahaha, que engraçado, gente! - Maurício sorri de orelha a orelha e espreme os olhinhos bem do jeito que Clara adora, o que a faz também sorrir.&lt;br /&gt;- Mas calma, sério. Por quê? Ela é sua mãe? Não, não é possível! Haha, que nem naquele filme bem ruinzinho, sabe? Com a Uma Thurman?&lt;br /&gt;- Terapia do Amor?&lt;br /&gt;- Isso!&lt;br /&gt;- Não, ela não é minha mãe.&lt;br /&gt;- Evidente que não, ela tem uns 10 anos a mais, no máximo, do que nós, né? Prima? Irmã? Ex-namorada?&lt;br /&gt;- Não, Clara. Ahahaha, ela também é minha terapeuta!&lt;br /&gt;- NOSSA! NÃO. NÃO! SÉRIO?! MAS... SÉRIO?&lt;br /&gt;- É! Não é legal? Qual a chance de isso acontecer?&lt;br /&gt;- Ahm... Para fazer os cálculos, creio que teríamos de pegar números exatos de quantas pessoas fazem terapia e quantos vão a terapeutas em São Paulo... Na Grande São Paulo ou só na capital? Ah sei lá. Enfim, não importa. Ah, acho que até existem chances... É raro, mas pode acontecer... Mas... Gente do céu! Como você descobriu? - Clara não conseguia parar de falar. Será? Será que ele falou dela para Denise? "Ai que lindo! Ele falou de mim para a terapeuta!"&lt;br /&gt;- Foi uma situação bem engraçada na verdade... Você não está sentindo falta de alguma coisa específica em sua casa?&lt;br /&gt;- (De um homem lindo chamado Maurício em minha cama? Sim) - pensou e disse - De uma torradeira? Ah, um pouco, mas o que isso tem a ver!&lt;br /&gt;- Haha, não. Outra coisa: muito mais legal e interativa!&lt;br /&gt;- Nossa, mais interativa do que uma torradeira? Será que existe?!&lt;br /&gt;- Vai, Clara, caramba! Não é possível que você compre livros de impulsos imagéticos e não os coloque no centro de sua mesa da sala de estar!&lt;br /&gt;- Comé que é? NOSSA! O que tem meu livrinho rosa?&lt;br /&gt;- Pois é, dona moça. A senhorita o esqueceu no consultório da bela terapeuta Denise.&lt;br /&gt;- Ela é mesmo linda, né? Mas... Puts! Então ficou lá e eu... Nossa, me esqueci completamente! Mas calma... Muita gente pode ter comprado esse livro no mundo, como você conseguiu ligar os fatos, meu caro Sherlock Holmes?&lt;br /&gt;- É, essa vida é mesmo um C.S.I. diário, não? Não. Eu apenas comentei com Denise que havia conhecido uma garota meio que por causa daquele livro.&lt;br /&gt;- Ahn?!&lt;br /&gt;- E Denise levou um susto dizendo "Você é o Maurício, Maurício? Maurício... Você conhece a Clara?!" Então deduzi mesmo que era você. Elementar, minha cara. Ahahaha, e ainda desocbri que você já havia faladod e mim em suas sessões! Te peguei no pulo do gato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara só faltava morrer de tanta vergonha. E acabou sendo sincera, para livrar sua barra e consciência:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah, é... Comentei, né? Você é um acontecimento na minha vida... Assim como o colchão que acabei de comprar!&lt;br /&gt;- Nossa, obrigado pela parte que me toca!&lt;br /&gt;- Uai, você tinha falado de mim em suas sessões?&lt;br /&gt;- Não. Mas... Sinta-se prestigiada: a última sessão teve muitas aparições suas até, já que comentamos sobre o livro. Aliás, abra o porta-luvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara abriu o porta-luvas em uma felicidade contida impressionante. Lá estava o livreto. Ela o pegou e ficou quieta. Totalmente quieta. Estava com vergonha, tadinha... Chegaram ao restaurante - só para quebrar o gelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto, resolvido o grande problema da narrativa. Resolvido entre aspas, né, porque agora só vem mais problema para nossos heróis! Coitados, não vão ter coragem de falar mais nenhuma intimidade para Denise. Sei lá, ainda não sei como eles vão se virar com isso. O jantar continua depois. Quero que ele passe mais rápido. Antes preciso só comentar que ao entrar no restaurante, ambos viram uma figura que realmente os indagou (e quem me indagou também no Berlin na terça-feira passada) uma garota que nunca saiu dos anos 80. Uma Cindy Lauper Wannabe, das piores e mais fiéis! Roupa inteira de zebrinha e cabelo no laquê. Digo, vice-versa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabô, fica a dica: O Tango de Rachevesky.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-5562081085242830106?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/5562081085242830106/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=5562081085242830106' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5562081085242830106'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5562081085242830106'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/07/um-dia-na-terapia-vii.html' title='Um Dia na Terapia VII'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8797379164011659002</id><published>2007-06-20T18:28:00.000-07:00</published><updated>2007-06-20T18:33:19.295-07:00</updated><title type='text'>Dá-lhe, Lorde Byron</title><content type='html'>E viva o ultra-romantismo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor e o amor! A paixão impossível e platônica! A beleza não existente e a ilusão materializada!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva o amor não concretizado, a concepção ultrapassada, a existência do mais puro vício humano, a vanguarda romântica de todos os tempos! Viva a sedução desregulada, o pós-morte tão visível, a crueldade sem âmago, o contraste melancólico, a radiação de afeição! O conceito propriamente dito. A questão existencial! O peculiar objetivo, o feto não dialogal, a contravensão urrante e os raios no invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva algo que nunca mais será.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inspirado em "Os Inocentes".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Se por acaso, houver um post sobre "Um Outro Olhar" aí embaixo... Bom, isso era meramente para um trabalho da faculdade.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8797379164011659002?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8797379164011659002/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8797379164011659002' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8797379164011659002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8797379164011659002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/06/d-lhe-lorde-byron.html' title='Dá-lhe, Lorde Byron'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8283517970078542166</id><published>2007-06-05T10:07:00.000-07:00</published><updated>2007-06-10T11:10:38.370-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia VI</title><content type='html'>O bom-humor me cerca de um jeito incrível hoje, e o som é: John Lennon - "(Just Like) Starting Over".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não... Essa música não vai estar rolando. Nina Simone - "Feeling Good". Pronto, Clara também estava ouvindo Nina Simone, e esperava muito que hoje ela estivesse se sentindo daquele jeito "It's a new day, It's a new life for me, uuuuuh, and I'm feeling good" sentada em cima de um piano, com um vestido preto brilhante e uma fenda sexy na lateral. Ela começou a dançar (bem como naqueles filmes em que sempre alguém outro vai entrar na sala e a pessoa está se esbaldando dançando horrores e morre de vergonha) mas dessa vez nada disso aconteceria, afinal Clara mora sozinha, e adorava subir em cima do sofá e fingir que estava ganhando premiações - assim também como naquela comunidade do Orkut que fala que as pessoas recebem o Oscar no banho, agradecendo com o shampoo na mão - bom, ela estava muito empolgada, treinando como comprimentaria Maurício. "Dou oi, e digo que estou feliz em vê-lo. Nãããão... Dou oi e pergunto como foi a semana! Ai, que frieza... Dou oi e... Espero para ver como ele me comprimenta. Isso. 'Oi!' e finjo que não sei outras palavras em português, bom, bom, Clara. Isso mesmo. 'Oi' é fácil!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso acontecia, Maurício que não se pronunciou até agora no meu espaço mental para ser passado para o texto, estava em um trânsito terrível. Terrível mesmo. Ah, São Paulo! É, ele estava ansiosa também. Não exatamente por causa de Clara, digo, não sei... Mas acredito que ele estava mais ansioso porque o trânsito o fazia sentir assim. No carro, ele ouvia Kings of Leon e nem gostava muito da banda, mas tinha esquecido sua disqueteira e ainda pensou uma coisa muito das ridículas, mas não quero contar de tão ridícula que eu achei. Mas é em relação ao gosto musical dele e à imagem que ele queria passar para Clara. Puts, que joguinho de imagens. Nã-não... Eles se gostavam. Estavam em um comecinho legal! Kings of Leon seria perfeito. Já eram 20:41 e nad ade Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, 20:52, Clara ouve uma buzina! "Meu Deus, cadê minha chave e meu celular?!?!!? Aaaaaah, cadê a porra da chave?!" Ok, ela achou e saiu correndo para baixo. Clara abriu a porta do carro e não conseguiu esconder nem 10% de seu imenso sorriso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi!&lt;br /&gt;- Oi, Clara, tudo bem?&lt;br /&gt;- Tudo certo! E com você? - Eles se deram um selinho. E Clara já ficou bem satisfeita, ficou feliz mesmo. Ufa.&lt;br /&gt;- Ah, bem, fora esse trânsito horrível, desculpe o atraso.&lt;br /&gt;- Ah, você atrasou?! Nem reparei! Estava entretida lendo um livro...&lt;br /&gt;- Que livro?&lt;br /&gt;- É... - Clara teve que pensar em um que o deixasse mais interessado na conversa - "O Peuqeno Príncipe"!&lt;br /&gt;- Sério?&lt;br /&gt;- Hahaha, não! Tava lendo um livro de culinária mesmo...&lt;br /&gt;- Hum, "O Pequeno Príncipe" virou um ícone da cultura ocidental, né? Por que será?!&lt;br /&gt;- Você já leu?&lt;br /&gt;- Não...&lt;br /&gt;- Eu também não. Mas tenho em casa, se você quiser te empresto!&lt;br /&gt;- Acho que tô de bouas por enquanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara pensa "Tô de bouas? Tô de bouas? Quantos anos esse cara pensa que tem? 19?! Ok... Sem se irritar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, onde vamos comer então? - Maurício é um funcionalista de plantão!&lt;br /&gt;- Ah, o que você quiser... - E Clara, uma passiva!&lt;br /&gt;- Já sei, tem um bistrozinho francês na Mourato Coelho incrível! Vamos lá. - É, ele também é rápido em suas decisões. Ok, ele tinha pensado nisso muito tempo antes.&lt;br /&gt;- O-ba!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foram os dois até a Mourato ouvindo Kings of Leon. Clara gostava da banda, mas nem tinha comentado nada, achou que pareceria meio forçado. Ué, por que uma música não poderia tocar no carro sem ser comentada? Deixa ela lá, à espereita da vida. Ela não importa agora, ainda mais sendo uma bandinha indie que ganha atenção demais do grande público, ela que ficasse nas névoas. Clara não iria comentar! Mas... As coisas não são sempre como planejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clara, você gosta de Kings of Leon?&lt;br /&gt;- Ah. não muito. - POR QUE CLARA MENTIU?!&lt;br /&gt;- Nossa, eu gosto muito!!! - POR QUE MAURÍCIO TAMBÉM MENTIU?!&lt;br /&gt;- Acho que eles tentam demais parecerem algo folclórico e na verdade são mais pop do que a Britney Spears.&lt;br /&gt;- Ah, mas a Britney Spears tem um certo folclore, por baixo do pano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(*confissão da autora: comecei esse capitulo já faz alguns dias e confesso ter perdido o fio da meada, portanto ele ficará aí desse jeito mesmo. Estou atolada de trabalhos e provas da faculdade e Clara e Maurício estão me torrando a paciência. Odeio gente enrolada. De enrolada, já basta eu.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8283517970078542166?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8283517970078542166/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8283517970078542166' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8283517970078542166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8283517970078542166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/06/um-dia-na-terapia-vi.html' title='Um Dia na Terapia VI'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-552785299234913645</id><published>2007-05-31T09:58:00.000-07:00</published><updated>2007-05-31T10:15:40.004-07:00</updated><title type='text'>AVISO PRÉVIO</title><content type='html'>O texto a seguir escoará pela tela transbordando tudo o que não é fofinho em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu despertei a ira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que a senhora, dona Marisa, saiba que a internet é uma via pública e que a senhora não pode jogar comida para os meus textos magros por aqui! Que a senhora não pode deixar escorrendo gotas de sangue de carne crua e suculenta nas calçadas de São Paulo esperando que tragam todos os tipos de doença consigo. Não é porque a senhora é sozinha, abandonada e louca QUE O MEU CACHORRO TEM QUE FICAR OBESO E COM PROBLEMA NO JOELHO. Sua mocréia infeliz, eu sinto muito mesmo pelo fato de a senhora ser tão sozinha, mas VÁ ARRANJAR ALGO MELHOR PARA FAZER EM VEZ DE FICAR METENDO O NARIZ NA CASA DOS OUTROS E ENGORDANDO MEU CÃO QUE NÃO PODE ENGORDAR!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei até em fazer um cartaz para colocar na frente de minha casa "Não aceitamos comida de infelizes." A senhora sabe que a carapuça iria servir perfeitamente, mas não farei isso porque serei vaiada em praça pública por ser uma jovem mimada que não sabe de nada. Mas PELO MENOS eu sei que Weimaraner é uma raça que exige que os cães, principalmente machos, sejam esbeltos. Meu cachorro não pode ultrapassar a porra dos 46 quilos, e a senhora fique bem sabendo que quem passa fome não é ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó, pobrezinha... Ela é defensora dos animais! O caralho! Ela não é porra nenhuma, não tem o que fazer, não tem o que pensar, não tem com quem falar, não tem, não tem, não. E sinto muito mesmo, mas não sou eu que vou dar. E como assim ela tem filhos? E como assim ele não sabem que ela é louca?! E como assim eles não a levam para um sanatório ou para um recinto para idosos?! Como assim ela veio arranjar encrenca com a minha casa!? Como assim ela joga carne crua na calçada para os gatos de rua?! Como assim ela dá carne crua em tupple wears para o meu cachorro?! Como assim a gente fala, grita, faz cena, avisa há mais de um ano e não surte efeito?! Como assim ela ainda vem dizer que a culpa não é dela mesmo sabendo que todos a viram com a joça na mão?! Como assim ela faz mais futriqueiras inúteis virem opinar sobre meu cachorro para a moça que trabalha aqui em casa e dizerem que não vêem nenhum pote de ração para ele?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olha, estou farta. Prometo que da próxima vez chamo a polícia. E que os fillhos, netos, gatos, cachorros ou o que quer que sejam dela vejam esta porra desta mensagem porque eu cansei. Cansei de ver tanta depreciação em uma pessoa só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-552785299234913645?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/552785299234913645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=552785299234913645' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/552785299234913645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/552785299234913645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/aviso-prvio.html' title='AVISO PRÉVIO'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7088952816711561320</id><published>2007-05-28T10:15:00.000-07:00</published><updated>2007-06-03T14:03:52.148-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia V</title><content type='html'>Som: Los Hermanos - Ventura (Álbum)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos à longa trajetória de Clara. Mas antes preciso dizer que eu, Natalia, sonhei que comprava um álbum duplo do Bauhaus por R$34,90! Nem sei se eles têm álbum duplo, mas enfim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara saiu da terapia um pouco mais aliviada, mas ainda um tanto angustiadinha... Que roupa ela usaria para encontrar Maurício? Sim! Ela passaria naquela lojinha fantástica da Aspicuelta e compraria uma blusa nova. Para que servem as blusas novas, não é mesmo? Para serem usadas em encontros "românticos" com um cara daqueles! Chegando à lojinha, ela pensou que queria algo sexy porém discreto, ou seja, acho que ela queria algo "charmoso". Preto? Não... Verde! Ela viu uma blusinha verde militar com um decote lindo nas costas. Era essa! Que incrível, custava R$34,90! - Droga, meu cd dos Loser está riscado! - Bom, ela agou com seu cartão incrível que transforma qualquer dinheiro em um espaço imaginário em sua conta bancária. Isso a satisfez mais do que sua sessão na terapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eu sei, eu sei... Denise sabe daquilo lá que nós também sabemos, mas mesmo em minha presença onisciente, eu não sei o que ela fará com esse fato ainda.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara voltou para casa em êxtase por causa de sua blusa nova e foi a combinando com todas as calças e saias que lhe pareciam viáveis. Calça jeans. Foi isso que escolheu. Uma calça jeans clara bem justa e uma bota marrom de salto relativamente baixo, ela gostava da sensação de ser bem mais baixa do que Maurício, não sei, acho que ela se sentia protegida com um muro alto à sua volta. (*Eu quero paz, quero dançar com outro par pra variar, amor. Não dá mais pra fingir que ainda não vi as cicatrizes que ela fez se dessa vez ela é senhora desse amor, pois vá embora por favor, que não demora pra essa dor sangrar - Ah, essa música é linda!) De repente seu telefone toca "Será Maurício?!" No identificar de chamadas logo viu que era Paula, a aniversariante do dia seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Paulinha!&lt;br /&gt;- Clara... Tô fodida. - Paula estava com voz de choro.&lt;br /&gt;- Mas por quê? - Embora Clara tenha se frustrado por não ser Maurício a pessoa que ligou, ela ficou relativamente preocupada com Paula, mesmo sabendo que esta sempre faz a maior tempestade em copo d'água, no máximo ela pediria uma ajuda para encontrar um elixir da juventude.&lt;br /&gt;- O Pedrinho me pediu em namoro!!!&lt;br /&gt;- Mas isso não é ótimo?!?!?&lt;br /&gt;- Nãããããão!!!&lt;br /&gt;- Pá, você tá esperando que ele faça isso há 8 meses!&lt;br /&gt;- É, mas justo agora que tô a fim de pegar o Otávio!?&lt;br /&gt;- Ah, Paua, tenha dó, vai. Você está realmente chorando por causa disso?&lt;br /&gt;- Quem disse que eu tô chorando!&lt;br /&gt;- Sua voz...&lt;br /&gt;- Tô é gripada, Cla. Eu não sei o que faço!!!&lt;br /&gt;- Mas calma, quando aconteceu isso?&lt;br /&gt;- Agora! Fomos almoçar juntos...&lt;br /&gt;- Já almoçaram? Tá tão cedo...&lt;br /&gt;- Clara! Ouve! Fomos almoçar... E de repente ele começou com um papo tipo "...acho que eu gosto mesmo de você, e não vejo porque ficamos nessa situação tão ridícula de ficarmos fingindo coisas" e eu respondi "Fingindo o quê? Eu não tô fingindo nada!" e ele "Clara, tô falando sério, pra que a gente tá enrolando? Você sabe que nomenclaturas não fazem minha cabeça, mas você sabe... Poxa, já até te apresentei pra minha família!" e eu "Ah sim, no aniversário de sua irmã! Grande apresentação, podia ser qualquer uma lá!" ele "Clara, pára de fugir. Quer assumir nosso relacionamento?!"&lt;br /&gt;- Tá, e você!?!?!&lt;br /&gt;- E eu... Eu... Disse que tá bom.&lt;br /&gt;- Ah, então você topou!&lt;br /&gt;- É..&lt;br /&gt;- Por que você enrolou tanto pra dizer!? Então vocês estão namorando, que legal! Devo parabenizar ou espero até amanhã para celebrar tudo junto?&lt;br /&gt;- Ah, falando nisso, você vai lá pra casa amanhã, né? É às 21:00!&lt;br /&gt;- Ah, não vai dar para ir...&lt;br /&gt;- Clara!&lt;br /&gt;- Dãr, óbvio que vou, sua bestinha! E pára com essa história de Otávio, você adora o Pedrinho e sabe disso. Fique feliz e pare de inventar crise, sim?&lt;br /&gt;- Ok, gata, te amo!&lt;br /&gt;- Também te amo, té amanhã!&lt;br /&gt;- Beijo.&lt;br /&gt;- Beijo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, ai, ai... Agora Paula também estava namorando. Puts, Clara estava se sentindo um zero à esquerda. "Daqui a pouco todas as minhas amigas estarão casadas e eu aqui, pra titia, sonhando com um cara que nem me liga!" Calma, como ela é surtada, gente. Ela tem um encontro marcadíssimo com Maurício hoje! Mas melhor ela almoçar antes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela descongelou uma lasanha de tomate seco e queijo que encontrou em seu congelador. Clara adora microondas, acha que foi a melhor invenção do ser-humano desde a internet, e vce-versa. Comeu e pensou que devia se concentrar um pouco mais em seu trabalho e parar de ser uma inútil que só pensa no encontro de hoje à noite. Eram 15:36 e ela se sentou em frente a seu Corel Draw e ficou rabiscando feito uma louca enquanto ouvia Maria Bethânia. É, ela adorava música popular brasileira. Quando eram 17:47 seu celular tocou. Aaaaah! Era Maurício! E era msmo dessa vez! Espera, espera... "Espera mais dois toques e atenda!" Ela esperou mais dois toques e atendeu. (Não vou reproduzir essa conversa porque duas conversas de telefone na mesma conversa fica um pouco cansativo... Mas digo que ele ligou para confirmar... Disse que passaria na casa dela às 20:30 e que era para ela estar "pronta e cheirosa" ele disse assim mesmo "pronta e cheirosa" Nessa hora deu até vontade de eu fazê-la ficar bem fedida. Que ousaida a dele! Mas ela, no entanto, ficou muito, muito, muito feliz! E já foi experimentar a roupa de novo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara é um tanto surtadinha mesmo. Estou ansiosa para o encontro deles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7088952816711561320?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7088952816711561320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7088952816711561320' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7088952816711561320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7088952816711561320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia-v.html' title='Um Dia na Terapia V'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7600723261002769669</id><published>2007-05-27T17:58:00.000-07:00</published><updated>2007-05-27T18:28:53.502-07:00</updated><title type='text'>O Metrô de São Paulo III</title><content type='html'>Hoje, durante meu café da manhã/almoço, vi a Revista da Folha em cima da mesa da copa. Logo pensei "Vamos, Natalia, você está sendo uma inútil e mal sabe o que está acontecendo com as revoltas da USP. Alienada maldita, dê uma olhada nessa revista aí!" comecei a dar uma olhadinha... Logo no começo algo realmente me chamou a atenção: uma matéria falando sobre como as pessoas tentam inventar personagens nas outras e propondo um jogo para assimilar a história à pessoa. Comecei já errando e fiquei com raiva da brincadeira. Ok, fiquei também com preguiça de continuar e me assumi como uma alienada mesmo. Quando tudo paira em um momento estático, começar alguma coisa é um trabalho definitivamente muito grande. Mas continuo com a mania de analisar as pessoas no metrô:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem era uma manhã que parecia ser bem fria, mas não tanto em relação às últimas. Fui ter uma aula para tirar dúvidas de finanças - acabei descobrindo que a matéria é até bem legal - mas isso não importa agora. No meu "longo" caminho da faculdade até o metrô, fui ouvindo um programa da Cultura FM (minha rádio preferida principalmente durante os fins de semana) chamado "A Música Americana" Ah, que beleza! Elvis Presley e Nat King Cole! Bem bacana mesmo. Descendo as escadas do metrô, vi que havia um vagão lá e a campanhia já estava tocando. Será que eu iria tentar? Fiquei por alguns milésimos intermináveis bem a frente da porta pensando se entrava ou não, em vez de me jogar de uma vez lá dentro. Muito significativo, não? Sim, mas isso também não importa. Quando dei por mim, um moço/senhor estava segurando a porta e mandando eu entrar, ok, não "mandando", "pedindo". Entrei e agradeci. Fiquei um pouco zonza e logo ouvi pelos alto-falantes do vagão uma mulher dizendo algo como "Quando a campanhia tocar não entre mais no trem. Evite acidentes." Eu sempre imaginava quando haveria uma mensagem especial para mim! Foi até bem legal, embora sempre quando alguém segure as portas do trem eu fique com raiva por causa dos tão falados "provocam atrasos em todos os trens" mas tudo bem, né? Porque as portas ainda não estavam fechando de verdade. Mas não tentei evitar acidentes, não dessa vez!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No outro vagão, depois de minha baldeação, sentei-me ao lado da janela, como sempre, mas agora não no cantinho do trem. Um pouco mais ao meio. Na estação seguinte entrou uma mulher, MEU DEUS! Ela nunca havia saído do começo dos anos 90! Do tipo que ouviu o primeiro cd da Alanis e achou fantástico. Ela usava uma boininha, quer dizer, não sei bem se aquilo pode ser chamado de boina mas era um chapéuzinho muito esquisito! Com aquele xadrez padrão, pequenininho na aba. Ok, era um pouco mais parecido com um boné. Ela se sentou ao meu lado. Segurava uma mala, dessas de viagem, bem grande e azul marinho. Uma mala grande e dura. Quando eu era pequena e ia para os acantonamentos com a escola, morria de inveja de quem tinha essas malas duras, as minhas eram sempre as mais estranhas. Assim como uma vez levei um shampoo roxo da Payot - que hoje seria super bem conceituado, mas na época todas as meninas e até mesmo as professoras acharam muito estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher, Dora, esse é o nome que dei a ela. Usava um celular pendurado no pescoço, como se fosse um pingente. Calça jeans, com uma blusa por dentro da calça e um semi-sobretudo preto. Ela mascava chiclete, digo, não sei bem se mascava mesmo mas agora na minha cabeça ela mascava. Usava um brinco bem grande em uma orelha e tinha cabelos bem curtos e "crespinhos" meio dourados. Luzes mal feitas, eu diria. Ela tinha um nariz delicado mas um rosto meio masculino. Ela era muito peculiar. Eu, com meus óculos escuros (de manhã não adianta, minha cara ficas tão feia que escondo) fiquei observando de rabo de olho cada uma de seus ações. Certa hora, eu estava pensando em alguma outra coisa X, droga, perdi! Ela fez um sinal com as mãos, que eu perdi! Mas logo achei que fosse sinal de cruz "Em nome do pai, do filho, do espírito santo" - igual àquelas pessoas que, dentro do ônibus, quando passam por igreja fazem. Mas ela não estava passando por igreja nenhuma. Vi que depois do sinal com as mãos, que poderia também ser algum tipo de linguagem surdo-mudo estava compenetrada em um moço logo à nossa frente. Ele estava encostado "na parede" e também tinha uma mala. Ele sorriu pra ela e ela retrucou, também com um sorriso. "Ah, eles se conhecem" logo pensei e continuei o caminho todo tentando descobrir se eles se conheciam mesmo, porque, se se conhecessem, por que eles estariam longe um do outro e sem trocar palavras?! Teriam brigado na viagem? Se divorciaram e a última vez que se veriam seria dentro daquele trem!? A-há, grande ilusão! São Paulo é uma cidade pequena para a renda mal distribuída. Você não quer encontrar uma pessoa? Desista do ofício, você VAI encontrá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na estação das Clínicas, ela saiu, sem fazer sinal algum para ele. E ele nem a olhou. Conclusão: eles não se conheciam. O que é ainda mais assustador! O que ela teria feito para ele sorrir e ela retrucar? Sinal de "Está muito frio"? "Você quer uma noite quente"? "Eu sou baratinha"? "Vamos nos conhecer melhor"? "Eu sei que você freqüenta a mesma ceita satânica que eu"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitas opções, nenhuma conclusão. Afinal, essa não era a viagem - de novo - das certezas irrefutáveis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7600723261002769669?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7600723261002769669/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7600723261002769669' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7600723261002769669'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7600723261002769669'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/o-metr-de-so-paulo-iii.html' title='O Metrô de São Paulo III'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-4941709318628847280</id><published>2007-05-22T10:14:00.001-07:00</published><updated>2007-05-22T10:21:06.186-07:00</updated><title type='text'>Outros Intervalos Comerciais</title><content type='html'>Não que interesse a muita gente, mas eu amo o Nick Hornby. Amo muito. Acho ele um cara fantástico!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ontem fui ao MASP ver as exposições do momento. Goya. Ele tem um desenho realmente fantástico também. Mas comecei a ficar realmente frustrada com dois fatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Eu realmente não enxergo bem. Que droga.&lt;br /&gt;2. Não sou uma pessoa imagética. Eu olho, olho, olho e não vejo muito. Se bem que ao me deparar com um quadro do Van Gogh (clichê mas verdade) sem ter nada o que ver, começou a rolar uma lagriminha do meu olho. Mas as imagens não representam muito para mim. Será por causa do ponto 1?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega, não estou para papo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-4941709318628847280?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/4941709318628847280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=4941709318628847280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4941709318628847280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/4941709318628847280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/outros-intervalos-comerciais.html' title='Outros Intervalos Comerciais'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-14250128804616269</id><published>2007-05-20T18:44:00.000-07:00</published><updated>2007-05-20T19:29:35.754-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia IV</title><content type='html'>Hoje começo já com um som super-híper-ultra INDIE: Radiohead - Hail To The Thief.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo à noite é sempre aquela mesma ladainha mental. E como li as críticas desse amigo aí, tal de Henrique, que me disse eu ter acabado com tudo o que o texto poderia vir a ser, e sim, quero agradar o "público". Vamos repensar um pouco a situação de Clara. Para isso... Para isso vou ter que mudar de CD. Melhor: Billie Holiday - Jazz &amp;amp; POP (Álbum).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualé, minha gente, por que reprimir Clara em seus pensamentos pseudo-existencialistas?! Ela é uma garotinha em crise, constante, eu diria... Acreditem que não foi uma atitude desesperada minha para refletir sobre o que penso, até porque acho lavar prato uma situação nada desagradavel. Mas tudo bem, confesso que fazer Clara citar Dante não estava muito bem definido dentro do contexto todo. Poxa! A história caminhou mais rápido do que eu imaginava, e esta joça de internet faz com que as coisas corram ainda mais, não? Tá, tá, tá, vou deixar minhas angústias em relação à "Sociedade Funcionalista" de lado. Finjamos então que nada disso aconteceu e vou expor como Clara conheceu Maurício. Não quero que isso seja explorado em diálogos. Bóra lá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer até um pouco forçado e tal, mas essas coisas acontecem... Clara estava na Livraria Cultura do Conjunto Nacional. Aquela mais escondidinha, que abriga os livros de arte e tal. Ela queria desesperadamente encontrar um presente para Paula, sua amiga aniversariante. Achou que seria bem interessante lhe dar um livro - desses de colocar em cima da mesa da sala de visita - sobre logos ou sobre qualquer outro tipo de produção gráfica eletrônica, enfim. Lá estava ela, olhando todos os livretos de capa dura que parecessem menos caros, um atendente de cabelos cacheados lhe perguntou se queria alguma ajuda e ela só respondeu "Ah, por enquanto não, obrigada." e sorriu. Passanso o olho pelos livros, um em específico lhe chamou muito a atenção! Não sei se vocês já viram, mas Clara nunca tinha visto, um livretinho com capa cor de rosa, que contém alguns elementos gráficos para representarem bandas. É bem bacaninha. Clara também achou! E ficou entusiasmadíssima em tentar acertar cada um deles sozinha. De repente ouviu um risinho meio sacana, logo atrás dela. E olhou para trás, TAN DAN!!! Lá estava um homem alto, com um rosto bem estruturado, nariz comprido e fino. Até que fortinho, mas que provavelmente não teria tanquinho na barriga... Vestindo jeans meio velho, meio justo, meio largo, Adidas vermelho clássico, malha verde-musgo da Pólo Ralph Lauren. Um cabelo com um tom um tanto arruivado, com uns caixos mal definidos e olhos apertadinhos, como Clara já havia mencionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu sorriso era tímido porém com um tom de prepotência sem igual. Não que a prepotência dele tenha relevância no momento, mas ela era bem expressa no sorriso. Foi "amor à primeira vista", acreditava Clara. Meu Deus. Seu foco de visão ficou desacelerado e ela sentiu até uma tontura dessas descritas em filmes e pela própria ciência mesmo. Que coisa louca! Uma loucura geral. Na cabeça de Clara essa cena durou por volta de uns 10 minutos, mas na verdade foram alguns poucos segundos - já cortados pela voz firme de Maurício "O do Jackson Five é o mais fácil." O do Jackson Five? Quê?! Ah sim, Clara olhou novamente para o livro em suas mãos. "Ah é, o do Jackson Five é facinho mesmo, tem alguns bem mais difíceis... Mas esse livro é incrível!" Clara TINHA que fazer o tal moço acreditar que aquele era um momento único, mágico. Ele tinha que acreditar nisso, tinha sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, obviamente que Maurício também não é idiota. Por mais que eu o conheça menos que Clara (nossa como é divertido ter pleno conhecimento da cabeça dos dois. Digo, não pleno, mas parte deles eu tenho sim... E não é gozado como mesmo assim ainda fico meio insegura com as ações de Maurício? Tenho que entender que eu conheço Maurício, conheço muito bem e sei que ele não é idiota.) Eu sei que ele já tinha observado Clara, com seu jeitinho todo engraçadinho de ser. Não sei o que vocês acham, mas Clara é uma garota muito bonita. Não é uma diva, nem perto disso. Mas é uma garota bem bonita que chama a atenção por causa de seus cabelos castanhos tão brilhantes e seu sorriso complacente. Complacente? Foi essa palavra que me veio, sinto muito se foi ato-falho. Bom, eles prolongaram a conversa e acabaram descobrindo que a irmã de Maurício era bem amiga de uma prima de Clara e essa foi a grande desculpa para Maurício convidar Clara para um café, lá no Frans mesmo do C.N..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara acabou levando dois exemplares do livrinho de capa cor de rosa: um para ela e outro para Paula. E foi, radiante e deslumbrada, tomar um café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi assim que eles se conheceram. Um jeito simples e figurativo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-14250128804616269?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/14250128804616269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=14250128804616269' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/14250128804616269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/14250128804616269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia-iv.html' title='Um Dia na Terapia IV'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-3627309386942073318</id><published>2007-05-15T13:01:00.000-07:00</published><updated>2007-05-15T13:16:48.623-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia III e 1/2</title><content type='html'>Ha-há. Eu sou muito engraçada, não? Esse "1/2" aí do título é pura originalidade de piada. Ou não, ele realmente quer dizer alguma coisa dessa vez! Estava lendo aqui o que postei há pouco e percebi uma coisa: ok, vocês já sabem o "grande" e "fantástico" mistério da história, mas há algo muito mais importante no diálogo delas duas que eu acabei esquecendo de citar, aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara se indaga:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, Denise, hoje me tornei adulta. Passei por um rito de passagem. Como aqueles africanos, de dançar nua em volta da fogueira, ou mesmo aqueles tais de bar-mitzvá ou festa de quinze anos. Bom, eu me tornei adulta aos 23. Boa idade, não?&lt;br /&gt;- Como foi seu rito de passagem?&lt;br /&gt;- Fui comprar colchão! Sozinha! Colchão de solteira, no entanto. E mesmo eu me surpreendendo com minha idade mental, continuei com coisa um tanto infantis como: você acha que adultos não sabem escolher a meia certa em relação ao sapato escolhido?&lt;br /&gt;- Por que você está me perguntando isso?&lt;br /&gt;- Ah, porque escolhi usar um tênis... E peguei uma daquelas meinhas muito baixinhas! Ela fica entrando por dentro do sapato, lá na parte do calcanhar, sabe?&lt;br /&gt;- Sim. Clara, o que faz você pensar que adultos não escolheriam a meia errada?&lt;br /&gt;- Ah, sei lá eu! Adultos têm experiência com meias, oras! Assim como eu sei que não irei tomar sopa com garfo! Embora tenha que confessar que por vezes, tomo sorvete com garfo porque tenho preguiça de lavar colher.&lt;br /&gt;- Você tem preguiça de lavar colher?&lt;br /&gt;- Ah, as coisas ficam lá meio tacadas na pia. E por mais que pareça que eu sou uma garota disciplinada e tal... Lavar louça é meu inferno. Sabe Dante? Sabe o inferno dele? Que cada um tem o inferno que cabe para si. Bom, talvez o meu inferno sejam pratos gigantes extra sujos para serem lavados por toda a humanidade! Também já pensei nesse contexto onde as cáries entrariam...&lt;br /&gt;- Você leu os três livros?&lt;br /&gt;- Não, mas queria ler o Purgatório. Se bem que nunca entendi direito o purgatório, em um sentido geral da coisa. Tipo... As almas transitam pelo purgatório em busca de perdão?&lt;br /&gt;- Acredito que pela definição, elas tenham uma função a ser cumprida, e antes de ser cumprida, não podem ter sua sentença.&lt;br /&gt;- Mas então, digamos que, todas as almas que estão no céu cumpriram sua função na Terra?&lt;br /&gt;- Não sou grande entendedora, mas pelo que sei, sim.&lt;br /&gt;- Bom, então essa coisa aí não é nada democrática, certo? Porque há funções e funções no mundo: tipo, a pessoa que precisa fazer com que duas nações batalhem para uma delas apenas conseguir um território (tipo Joana D'Arc)  tem uma função MUITO mais complicada do que alguém que somente precisa chegar na Terra, casar e ter um filho batizado "José", certo?&lt;br /&gt;- E isso te preocupa?&lt;br /&gt;- Sinceramente? Não. Mas é engraçado pensar... Supondo que isso seja verdade, qual você acha que seria sua função, Denise?&lt;br /&gt;- Acho que eu teria que pensar bastante para conseguir responder isso, e para você, Clara?&lt;br /&gt;- Não banque a terapeuta! Ah, ok, pode bancar sim... Acho que também não sei. Mas agora que me tornei adulta não tem mais volta. Não tem mais para onde fugir. Ah, que baboseira! Claro que deve ter para onde fugir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, por falta de tempo da narradora, elas encerraram a conversa nisso mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-3627309386942073318?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/3627309386942073318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=3627309386942073318' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3627309386942073318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/3627309386942073318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia-iii-e-12.html' title='Um Dia na Terapia III e 1/2'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-9186042054930337645</id><published>2007-05-15T11:38:00.000-07:00</published><updated>2007-05-15T12:12:07.183-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia III</title><content type='html'>Hoje a coisa está mais animada: Muddy Waters. (Baby Please Don't Go)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, essa gaita inebriante me faz interagir na conversa entre Clara e Denise. Clara, sentada de frente para Denise, já começa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu Deus, você viu o monstro que está em minha testa?!&lt;br /&gt;- Bom, até você comentar eu não tinha nem reparado.&lt;br /&gt;- Só pode ser uma ironia dos Deuses!&lt;br /&gt;- De novo os Deuses, Clara, e não simplesmente seus hormônios?&lt;br /&gt;- Ah, você sabe que é só força de expressão!&lt;br /&gt;- Sei?&lt;br /&gt;- Bom, hoje tenho jantar com Maurício. Como pode, como pode? Eu sou uma pessoa legal, né? Sou bonitinha... Interessante, por que Maurício não quereria jantar comigo, não é mesmo?&lt;br /&gt;- Ué, vocês não estão indo jantar?&lt;br /&gt;- Sim, mas vai que é só porque ele ficou com pena de me dar um fora logo no começo... Afinal, você sabe que nos conhecemos assim tão por acaso! Talvez seja até por isso que arrisco em dizer que ele poderia perfeitamente ser o pai de meus filhos!&lt;br /&gt;- Clara, você não está sendo um pouco precipitada?&lt;br /&gt;- Ah, não... Não, quero dizer... Não que ele VÁ ser realmente o pai dos meus filhos, mas poderia ser... Afinal, ele tem húngaros na família! HÚNGAROS! Imagine só? Teríamos um pimpolhinho alucinado por música. Colocaria ele na aula de teoria musical logo aos 3 anos de idade! Ah, Maurício. Denise, você não imagina a graça que é aquele moço! Aqueles olhinhos apertadinhos que escondem uma curiosidade sem fim! Tô até parecendo piegas, eu sei. Mas se você o visse, ai juro... Se bem que não! Se você o visse, ele se apaixonaria por você!&lt;br /&gt;- Ah, Clara, Clara... De novo essa história de insegurança?&lt;br /&gt;- Não é insegurança, pô, é fato! Você faz o tipo dele, eu sei que faz.&lt;br /&gt;- Bom, e você está ansiosa para o encontro de hoje?&lt;br /&gt;- Muito! Ele virá me pegar em casa às 20:00. Ai, não sei que roupa usar ainda! Mas eu até pensei em desistir, por causa do monstro.&lt;br /&gt;- Clara, é uma espinha. Todo mundo tem espinha!&lt;br /&gt;- Mas Maurício namorava meninas lindas de morrer!&lt;br /&gt;- Mas vocês estão namorando?&lt;br /&gt;- Claro que não! É a terceira vez que vamos sair, né... Eu não sou o tipo de garota que ele namoraria!&lt;br /&gt;- Me diga, esse Maurício, faz o que da vida?&lt;br /&gt;- Ele é produtor! Trabalha na Multishow.&lt;br /&gt;- Hummm.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* É nessa hora que se desvenda o segredo que eu trazia comigo, para essa história virar uma pérola do cinema vendável americano! Denise acaba se tocando que o tal Maurício também é paciente dela! Bom, ele nunca citou nenhuma "Clara" em nenhuma sessão, mas ele é um cara muito fechado. Ai, isso me deixou um pouco frustrada, eu queria fazer mais suspense e tal... Odeio quando as coisas se desvendam rápido, mas Denise foi mais astuta do que eu imaginava! Afinal, ela é uma terapeuta consagrada, pós-graduada na PUC, etc. Agora o que ela fará? Bom, não é o que vocês pensam, essa não é uma historinha a ser confundida com aquele filme da Uma Thurman deusa rainha. Aquele filme é bem ruinzinho. Vou ter que pensar o que Denise irá fazer hoje ao longo de minha viagem de metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com licença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-9186042054930337645?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/9186042054930337645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=9186042054930337645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/9186042054930337645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/9186042054930337645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia-iii.html' title='Um Dia na Terapia III'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-1670231603272294072</id><published>2007-05-14T11:47:00.000-07:00</published><updated>2007-05-14T12:38:00.353-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia II</title><content type='html'>Voltemos à Clara, ao som de Muse, com o álbum Absolution.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele exato momento de estacionar o carro, Clara sabia que não tinha feito a escolha certa de meias. Mias uma lástima, havia colocado tênis com aquelas meinhas curtinhas que acabam se enfiando debaixo do tênis na parte do calcanhar. Bom, isso não importava tanto... Mas Clara estava tão reclamona, será que era TPM? Mas TPM três semanas antes. PUTS! A pílula! Tudo bem, ela tomaria a pílula na hora do almoço, nada de mais. Tranqüila, tranqüila, Clara viu logo de cara uma loja com colchões em promoção. Ela não entendia nada de coclhões, e naquele dia em específico ela ainda tinha esquecido de pensar em como estava se sentindo adulta por estar comprando um colchão sozinha. Meu Deus, aquilo era coisa que sua mãe faria sem nem pedir sua opinião. Ai, os 23 anos estavam batendo no calo e o calcanhar exposto pela meinha curtinha. E se ela não conseguisse se estabilizar financeiramente? E se não conseguisse casar antes dos 30? Calma, uma coisa de cada vez. Foco, Clara. "Primeiro o colchão, depois o marido... Ah, Maurício é tão engraçado e desengonçadinho e lindo e perfeito e bem vestido e inteligente e bem sucedido. Por que ele vai sair comigo pela terceira vez?" Clara estava realmente sem foco hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrou na loja e logo sorriu para um atendente ajudá-la, esperando que ele não fosse sacaneá-la. Puts, ela estava pentelha mesmo hoje. Por que raios o atendente a sacanearia? As pessoas tendem a ser boas, acredita ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olá, bom dia, gostaria de ver um colchão ortopédico e que esteja dentro do meu orçamento.&lt;br /&gt;- Hummm... Cama de solteiro, viúva, casal..?&lt;br /&gt;- Solteira. Sou solteira. - Por que Clara teve de afirmar isso para o atendente, o simpático Marcos, com seus cabelinhos arrepiados e aquele topetinho horroroso com gel e um brinco de argola pequena em sua orelha esquerda. Magrelo e bem moreno, queimado de sol e dentes bem feios. "Por que ele não usa um aparelho?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos passou a mostrar todos os tipos, espécies, cheiros, sabores, cores e mais de colchões para solteiros. (Estou enrolando na descrição porque preciso fazer uma rápida pesquisa de preço de colchões, porque assim como Clara, eu não tenho absolutamente idéia alguma de quanto custa um colchão. Só um segundo.) Nossa, colchões são mais baratos do que eu poderia imaginar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Clara acabou optando por um ortopédico simplezinho e resolveu dividir os 208 contos em duas parcelas. Pagou com dois cheques. É, ela não estava a fim de procurar muito. Aquele parecia realmente ótimo! Tinha até aqueles quadradinhos engraçados de acolchoado, tá, esses quadradinhos não têm a menor graça de verdade, mas por algum motivo, eles atraiam a atenção de Clara. Nossa! Foi rápido, ela já tinha seu colchão, e a loja viria entregar no dia seguinte. Que maravilha! Ser adulta às vezes é mais fácil do que se imagina, Clara se sentiu como se tivesse rompido uma barreira. Agora ela era uma MULHER que sabia comprar seu próprio colchão, embora de solteira. Tudo bem, tudo bem, ela gostava de ficar encolhidinha em um só canto da cama mesmo, não precisava de muito espaço com seus 1,62 de altura. Puxa, ela é maior do que eu. Marcos nem pareceu estar tão fascinado no monstro, quem sabe ele nem teria o percebido?! Ah, seria uma glória!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram 10:47 da matina, e sua sessão de terapia estava marcada para as 11:20. Por que não 11:30? Tudo bem, vai, Clara gostava de horários não certos. Por que essa obsessão louca do mundo por números inteiros e horas cheias, não é mesmo?! Por que não marcaram então 11:22? O que seriam dos números inteiros se não fossem os quebrados? Ok, dava tempo de comer um pão de queijo e tomar um mate. Hummm, mate com leite! Fazia muito tempo que ela não tomava um desses, aquela delícia cremosa e cheia de cafeína e lactose. Agora que ela era uma adulta, podia ir tomar. 6 contos pagos no estacionamento. Clara parou no primeiro Rei do Mate que encontrou, mas droga, o pão de queijo de lá nem é tão bom. Ok, é a vida. Mate com leite vence! Ficou feliz com sua escolha e foi para a terapia. Depois de muito procurar, por uns bons meses, acabou decidindo fazer psicanálise mesmo. Não queria nada imediato como comportamental nem nada muito moderno como fenomenologia. Achava que o clássico ainda poderia ser o melhor caminho, até porque ela adorava discutir e refletir sobre seus sonhos. Nada melhor do que Dr. Freud para entendê-la. Assim ela esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegara àquela casa tão graciosinha, entrou como sempre, sentou no sofazinho da sala de espera. Viu umas revistas para serem olhadas, pegou uma nas mãos, uma BRAVO! já antiga, mas não importava: ela só fingiria ler enquanto pensava em Maurício. E da última vez que eles sairam que ele confessou ser obsecado pela Carmen Miranda? Gente, "Que legal, cara, ele realmente tem um diferencial. Uma postura totalmente diferente de todos aqueles babacas com quem eu saía. Mas se tivéssemos um filho, será que ele seria bem educado? A família dele...? Nossa, húngaros e italianos! Húngaros... Húngaros, é, eles têm a cultura de música muito forte na veia. É ele..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Clara? - Chamou Denise, a terapeuta mais bonita e glamurosa de toda São Paulo. Não digo à toa, ela era realmente um espetáculo! Cachos ruivos com um movimento sem igual, sardinhas bem distribuídas por seu nariz e colo, olhos cinzas grandes e atenciosos, uma altura exuberante, a qual infelizmente, nem Clara, nem eu iríamos algum dia chegar.&lt;br /&gt;- Oi, Denise, tudo bom?!&lt;br /&gt;- Tudo bem sim, vamos entrar?&lt;br /&gt;- Claro! (*O masculino de Clara)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas entraram. Clara se sentou e olhou bem de frente para Denise, hoje não estava a fim de deitar. Queria uma conversa mais "touch-a-touch" mais de amiga mesmo, afinal ela precisava de dicas de como se portar frente ao novo "amor de sua vida".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto vou parar por aqui, preciso saber melhor como funciona uma sessão de terapia para poder descrever com maiores detalhes como foi essa hora tão sagrada para Clara.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-1670231603272294072?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/1670231603272294072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=1670231603272294072' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1670231603272294072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/1670231603272294072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia-ii.html' title='Um Dia na Terapia II'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-6125882443076010989</id><published>2007-05-13T19:11:00.000-07:00</published><updated>2007-05-13T19:31:31.131-07:00</updated><title type='text'>Um Dia na Terapia</title><content type='html'>Som: John Coltraine - Autumn Leaves&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu fosse roteirista de Hollywood para fazer filmes vendáveis, pensaria em um roteiro que constituí na seguinte história: (Ok, aqui começa um roteiro extra-clichê sem formato de roteiro, propriamente dito)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara acordou cansada, não tinha sonhado bacanices da vida. Não, dessa vez ela estava dependurada em um pilar superior de uma casa muito grande e com um pé direito altíssimo. Ela tentava gritar por socorro mas ninguém poderia atendê-la, afinal seu grito não tinha som. Como muitas vezes havia sonhado anteriormente. Ela se levantou pensando em todas as atividades habituais que teria de exercer durante o dia, e comprar um colchão novo não lhe parecia a mais empolgante compra de sua vida naquele momento, mas quem sabe aquilo não a ajudaria a ter sonhos melhores? Sua tia havia a convencido de que os pesadelos estavam sendo gerados por stress e falta de estado profundo de sono.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto lavava seu rosto com um sabonete tão cheiroso que lhe dava até uma certa vontade de morder, percebeu que havia um peuqeno monstrinho em sua testa. Ah, uma espinha: o terror de qualquer garota de 23 anos. "Bom, é a vida" ela pensou e foi imediatamente a procura de seu creminho secativo. Maldito! Ele não estava em lugar algum do apErtamento. Maldito, ela havia pago 57 contos nele! Só podia ser uma bricnadeira dos astros contra ela. Justo hoje! Justo hoje que Maurício disporia algumas horinhas de seu tão precioso dia para jantar com ela - que lástima. Como ela poderia ter a coragem de ir encontrá-lo com um monstro na testa? Será que ela teria que desmarcar o jantar? Não, calma. Primeiro o colchão. Depois a terapia, almoço, trabalhinho, escolha de roupa. E é nessa última função que ela pensaria o que faria em relação a Maurício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clara era autônoma, não suportava chefes e tinha uma disciplina até que bem invejável por quem não tem discplina alguma. Gostava, amava, se deslumbrava e fazia comunicação visual para empresas. Era aquilo que chamamos com nossos anglicismos de "free lancer" ou "freela" em nossa ótima aportuguezação. Ela estava fazendo um projeto grande dessa vez, queria que ficasse bem feitinho. Mas para isso precisava comprar um maldito colchão. Maldito creminho secativo! Por que fora desaparecer justo hoje? E aquele monstro na cara! Ok, Clara pegou uma blusa que não tinha nenhum mínimo detalhe vermelho - para não destacar o monstro da testa. Ah, não, em nada da roupa poderia ter vermelho. Tênis. Sim, tênis, para andar gloriosamente pelas ruas e procurar um colchão em conta e confortável. Como assim Clara não tinha cama de casado? Ela não queria se frustrar com a idéia de que talvez ficasse tão solitária em uma cama de tão ousada estrutura. É, paciência. Clara encontraria Maurício hoje. Mas como poderia eventualemte pensar em CASAR com Maurício se era a terceira vez que eles iriam sair?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*detalhe: mudança de música no âmbito real da situação, ou seja, a minha. Nina Simone - Feeling Good.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teodoro Sampaio... Lá sim há zilhões e zilhões de lojas de colchões. Ironicamente, no carro, Clara ouviu o spot de um produto para limpeza facial e prevenção contra acne. É uma conspiração?! Caramba, aquilo não era justo. Onde a faixineira teria enfiado aquela porcaria de creminho secativo de merda? "Estacionamento 6 reais a hora. Puta merda, 6 reais a porra da hora." É, Clara xingava muito em pensamento. Mas só em pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*Nesse ponto penso que isto está mais para uma crônica escrita mesmo do que para um roteiro. Ok, mudança de rumo das coisas. Finjamos então que é uma crônica. Mesmo sabendo que é para ser um roteiro. E mesmo assim, continuarei depois. Não pela preguiça mas para eu conseguir conhecer melhor a Clara antes de ela continuar suas estripulias por aí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-6125882443076010989?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/6125882443076010989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=6125882443076010989' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6125882443076010989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/6125882443076010989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/um-dia-na-terapia.html' title='Um Dia na Terapia'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-2244895069266812621</id><published>2007-05-10T20:51:00.000-07:00</published><updated>2007-05-10T21:05:23.954-07:00</updated><title type='text'>O Metrô de São Paulo II</title><content type='html'>Ao som de Rufus Wainwright e um pouquinho de vinho para embalar, posso agora perpetuar a boa e velha estória do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, vejo que terei de começar pela pequena pauta de quando peguei o metrô às quase 12 horas da noite. Sim, entrei na estação Ana Rosa. Estação vazia. Dei um passo em direção ao vagão, e percebi que ficaria totalmente solitária nele. Me lembrei de quando tinha lá por volta de meus 6 anos de idade e vi em um programa (barato) de TV que uma mulher havia encontrado o anjo da guarda dela no elevador. Na época, eu tinha um quê de anti-ceticismo - que cá entre nós nunca desapareceu - e comecei a surtar em elevadores vazios porque nunca saberia como agir se meu anjo da guarda lá entrasse. O que faria? Será que daria um "oi" gélido e continuaria esperando meu andar chegar? Fingiria que ele não estava lá? Perguntaria alguma coisa? Eu realmente não sabia como agir. Assim como também não sabia agir em festas de família com muita gente. E como também não soube agir hoje no aniversário de uma amiga, no qual eu não conhecia 70% dos convidados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, estava no vagão, sozinha. E anjo da guarda nenhum aparecia. Na estação seguinte entrou gente, e acabou com totdo meu romantismo. Porém toda essa gente picou a mula logo depois e fiquei sozinha novamente. Comecei a tentar imaginar algum tipo de história incrível em que meu corpo era levado para alguma outra dimensão, e essas coisas que eu só pensaria se me forçasse muito a pensar.  Não, meu corpo não foi levado a outra dimensão. Porém pensei como seria legal se eu entrasse em um túnel ilusório das certezas. "Túnel Ilusório das Certezas". Foi esse nome que dei. Saísse da estação tendo dicas certas de o que fazer em diferentes situações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso agora que este texto é um prato cheio para qualquer pseudo-analista. "ò, ela está confusa. Está crescendo e não sabe tomar diretrizes e decisões." Pois é, é a verdade. Mas já imaginaram como seria fabuloso se tívessemos a "ajuda dos universitários" em dúvidas da vida? Ok, ok... Meus amigos são universitários e sempre tentam me ajudar. E vice-versa, afinal, amizade é sempre uma rua de mão dupla, né não, minha gente louca?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, o fato é: cheguei à estação desejada sem nennhuma certeza, não fui levada à túnel algum. Mas que me gerou uma vontade insuportável de um relatório escrito, me gerou. E disso não posso discordar. Ah, ainda preciso falar sobre o "stalker" do metrô. Mas desse estou com preguiça de faalr por hoje, deixa ele para amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-2244895069266812621?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/2244895069266812621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=2244895069266812621' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2244895069266812621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/2244895069266812621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/o-metr-de-so-paulo-ii.html' title='O Metrô de São Paulo II'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7937176730147457847</id><published>2007-05-04T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T14:18:40.968-07:00</updated><title type='text'>V de Vingança, M de Mischa</title><content type='html'>Segundo matéria das que mais gosto da Super Interessante, psicopata é aquele que não sente rancor, nem peso na consciência nem medo. Consegue mentir perfeitamente e induzir qualquer um, de maneira bem sedutora, a fazer o que ele quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que Dr. Hannibal Lecter é o mais precioso, cínico e fabuloso psicopata do cinema. (Nem pensem em me criticar dizendo que então eu não conheço Norman Bates ou qualquer outro psicopata do cinema clássico, não adianta, sou apaixonada pelo doutô aí.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por essas e outras que admito minha INDIGNAÇÃO por um tal roteirista aí que nem vou dar ao trabalho de procurar o nome que transformou essa lenda em um vingador justiceiro. Ah, faça-me o favor! VINGADOR JUSTICEIRO! Que coisa mais patética. Ainda dá uma arriscada jogando para "Freud explica" traumas, sintomas e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o glamour foi perdido. Perdido por uma causa nada nobre. Onde está o sarcasmo e o bom humor do jovem Hannibal? Onde foi parar o gosto pela carne de Hannibal? Quedê toda a falta de sentido de tudo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de filmes seqüenciais é quando neles são embutidas algumas razões que não são feitas para serem definidas, jamais. Erro grave de produção cinematográfica. Uma piada. Sem mais comentários para isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7937176730147457847?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7937176730147457847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7937176730147457847' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7937176730147457847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7937176730147457847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/v-de-vingana-m-de-mischa.html' title='V de Vingança, M de Mischa'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-663415968996637504</id><published>2007-05-04T08:15:00.000-07:00</published><updated>2007-05-04T08:20:43.370-07:00</updated><title type='text'>Pausas Comerciais</title><content type='html'>Enquanto a série do metrô não continua, vou postar aqui algo super-extra meigo, amanteigado, delícia total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Textinhos de quando eu tinha 7 anos, e frequentava a primeira série, todos com os charmes de ortografia originais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Coelho Bigodudo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O coelho Bigodudo era muito amigo dos patinhos Tico e Teco.&lt;br /&gt;Um dia eles estavão brincando alegrimente quando o Tico e o Teco virão os dois sapinhos.&lt;br /&gt;E quando o Bigodudo foi pular nos patinhos pulou na água porque os patinhos&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;forão atrás dos sapos.&lt;br /&gt;E depois todos ficarão cassuando do Bigodudo. Depois todos se enchugarão e forão dormir e de manhã cedo eles tomarão café da manhã e forão brincar sóque não na água, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;forão brincar lá no chão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O mundo de Natalia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu queria que todos os passaros pousacem na mão de todo mundo.&lt;br /&gt;Que as mães dechassem todas as crianças tomarem sorvete.&lt;br /&gt;Todas as crianças soubessem dar um sauto mortau.&lt;br /&gt;Que no pólo- norte só tivessem ursos-panda&lt;br /&gt;As crianças podiam voutar as 10 horas da noite para casa.&lt;br /&gt;Que todo mês a gente fasia aniversario.&lt;br /&gt;Que as crianças fossem presidente ou prefeito.&lt;br /&gt;Se todo mundo tivesse guarda costas.&lt;br /&gt;Então é assim o meu mundo gostaram?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-663415968996637504?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/663415968996637504/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=663415968996637504' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/663415968996637504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/663415968996637504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/pausas-comerciais.html' title='Pausas Comerciais'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-7180131667294498009</id><published>2007-05-03T14:09:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T14:45:59.231-07:00</updated><title type='text'>O Metrô de São Paulo</title><content type='html'>O metrô de São Paulo tem suas peculiaridades. É um ambiente realmente muito agradável, quando não é horário de pico e não há perigo de se perder a bolsa em alguma fechada de porta imediata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta semana, porém, estava sentada em meu (sempre) lugarzinho escondido no canto, ao lado da janela quando dois rapazes (adoro essas palavra) entraram no trem. Logo pensei que era um casal, um deles era até bem bonitinho. Parecia na verdade um ator clássico. Foi essa a profissão que dei para ele "Ator Clássico" - clássico porque caberia perfeitamente em algum personagem jovem shakespeariano. Aquela barbinha, os olhos um tanto profundos... Uma rosto um pouco melancólico, mas meio galã. Eles se sentaram a minha frente, nas cadeiras que ficam de frente para a porta; o ator clássico sentou-se mais distante, enquanto o outro, que podia ser até mesmo engenheiro elétrico, mas estava mais para diretor de teatro, meio careca, se sentou logo ao meu lado. Não sei porque de certa forma eles me chamaram tanto a atenção. Talvez porque eu esteja mesmo nessa "pescaria" de peculiaridades e tentando compulsivamente achar história para cada um que passa pela minha frente. Gente é gente, certo? E gente é que faz história, que tem história. Isso me faz lembrar que nesse mesmo dia fiquei horrorizada com uma cena: uma garota (mimada) sentada esperando o ônibus. Por que mimada? Porque a cretina teve a coragem de se sentar na barra superior com os dois pezinhos no banco, o pé direito em um acento, e o pé esquerdo, em outro. Folgada, quase que dei-lhe um desaforo! Mas não é de minha índole dar espetáculo no meio da rua. Tá, não nessa situação... Mas voltando. Lá estavam os dois rapazes, Eu tentava prestar atenção na conversa mas não consegui. IMPORTANTE: eles entraram na estação Consolação. (Trocadelho besta: Vocês são fortes? Consola-ção. Há) Bom, sei que eu fiquei muito intrigada mesmo com os traços muito bem definidos do ator clássico, mas daí reparei que ele tinha em seu pescoço dois vergões - que podiam ser desde duas picadas gigantes a monstros em forma de espinha ou mesmo mordidas de um vampiro com dentes sem noção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, desculpe, eles entraram na estação Clínicas, errei. Percebi então que o ator clássico começara a também reparar em mim. A olhar pelas "entrelinhas", logo achei que ele também poderia ser um escritor em busca de alvos fáceis, afinal, uma garotinha loirinha, branquela, com cara de gringa é mesmo um alvo fácil. Bom, o diretor-engenheiro-elétrico saiu do vagão na estação Trianon-Masp, dizendo "É, e eu que vou ter que ver filme italiano..." deu uma risada singela e se foi. O ator clássico deu um pequeno sorriso disfarçado. Olhou para mim e abriu a mochila. Adivinhem? Sim, dela retirou um livro. Ai, tentei ler o título para ver se era alguma peça de Shakespeare, mas não consegui. Minha cegueira é minha melhor amiga! Me acompanha para todo lugar, sem excessão. Quando de repente comecei a pensar "Ele não está lendo, ele não está lendo. Só está fingindo porque não tem muito o que fazer e não quer dar o tropeço de olhar para minha cara de novo. Ele percebeu que estou olhando." nessas, ele parou de ler e olhou para minha cara. Se postou a "ler" de novo. TENHO CERTEZA de que ele não estava lendo! Certeza. O marcador de livro era bem bonito, no entanto, era algo bem clássico - a combinar com aquele homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí na estação Ana Rosa (será que eu devia falar coisas dessas na web 2.0 loucura pura de verão?) e enquanto me encaminhava para a porta do trem, percebi que o clássico não tirava os olhos de mime reparava em cada movimento que minha mão e meus dedos faziam ao segurar a barra do trem. Eu que não sou boba nem nada, fingi minha maior atitude de metida-gostosa-sensual para ele nunca adivinhar que eu o estava observando para colocá-lo em algum tipo de estória. Fui saindo, e ele olhando, chegou até a virar a cabeça. E acaba por aí. Não há nada mais de interessante para ser dito, afinal, essa ainda não foi a estória do "stalker" do trem. Porém, é necessário dizer que, obviamente, também passou pela minha cabeça a possibilidade de ele saber que sou mesmo o centro do universo e ficar tão feliz em me ver cara-a-cara. Há muitos desses por aí. Mas prefiro não pensar dessa maneira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-7180131667294498009?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/7180131667294498009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=7180131667294498009' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7180131667294498009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/7180131667294498009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/o-metr-de-so-paulo.html' title='O Metrô de São Paulo'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-8841404719172724227</id><published>2007-05-03T10:21:00.000-07:00</published><updated>2007-05-14T12:38:33.003-07:00</updated><title type='text'>O Primeiro Experimento</title><content type='html'>Para começar quero só me questionar em relação a um único fator disso tudo. Acredito que por ser um blog e será exposto etc e tal, usarei aqui um tom que nunca fora usado antes: desde Orkut a diários pessoais, espero só que esse tom não seja demasiado chato, até porque não sei qual deve ser a abrodagem exata de um blog. Uma abordagem divertida? Com piadas infames de tiozão para provar como sou piadista em todos os segundos do dia? Um auto-retrato em palavras? Contar histórias da vida humana, observadas em várias situações? Postar textos de minha autoria cujos nomes citados podem, em forma de gente, ficar realmente magoados, aborrecidos ou mesmo assustados? Será que em, digamos, um mês, eu consiga ter um blog no automático? Sem pensar qual abordagem devo utilizar? E o que será que quero disso? Um público que me glorifique e tenha meu blog como um exemplo de vida? Espero que não, porque isso certamente não será possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, ok. Sejamos sinceros... Lógico que quero gente pra ler esta joça. Lógico que quero fazer piadas, e lógico que quero dissertar sobre a vida urbana (e por que não campestre?) citando nomes proibidos. Ah, mas há histórias que não poderão ser contadas, ah não! Nem mesmo com nomes fictícios... "Então Julieta abriu as portas e se deparou com João, que lhe disse que a faria pular de seu cavalo assim que soubesse de onde tirou tanta angústia no olhar. Julieta sabia seu rumo, sabia sua sina - Jamais esqueceria João. Jamais perdoaria aquela face tão séria por ter-lhe tomado o coração de maneira tão preciosa e sagaz." Todos saberiam quem é Julieta e quem é João, claro, se essa não fosse uma passagem de estória genérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Combinemos o seguinte, pouvo de minha gente: vou começar com este exercício que desenvolvi semana passada: comecei a observar muito as pessoas, muito mesmo, e ver cada uma das peculiaridades que elas trazem consigo. Desde uma sobrancelha extremamente triangular até se gabar por assistir a filmes italianos em horário de pico. Ah sim, também tento prestar o máximo de atenção possível nas conversas. E irei me policiar para que a tal da preguiça não me envolva novamente, aquela sedutora barata! E vou começar com esse tipo de mini-série de bizarrices. Comentando o que de mais "puro entretenimento" consigo observar de pessoas alehias a mim. Porque chega de olhar apenas para o meu umbigo. Cansei, até porque ele é bem estranho. Fim por este post. No próximo já trarei uma brilhante historinha de pessoas no metrão!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-8841404719172724227?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/8841404719172724227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=8841404719172724227' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8841404719172724227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/8841404719172724227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/o-priemiro-experimento.html' title='O Primeiro Experimento'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4003985130944995554.post-5884216095396233090</id><published>2007-05-03T10:03:00.000-07:00</published><updated>2007-05-03T10:13:50.469-07:00</updated><title type='text'>Tantas promessas e quanta lagartixagem!</title><content type='html'>Me questiono todos os dias qual é o pecado capital mais exercido da semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Matei a preguiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui está o blog que há anos tento elaborar. Encontrei um tempinho aqui nas mãos, que surgiu rasteiramente, e vou tentar mantê-lo. Com textos interessantíssimos e desbravadores como nunca vistos antes! Ó, a literatura do futuro, a auto-promoção. Tudo isso corre nas veias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresento-lhes "Tiví Bãs"! O segundo e fabuloso blog de Natalia Kuschnaroff. Com tudo o que há de ser dito para enganar qualquer um sobre qualquer coisa. Escorrendo minha picaretagem pela Web 2.0, e quem sabe, surtindo efeito que seja em quem for que leia algumas das palavras que estarão por aqui contidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa sorte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4003985130944995554-5884216095396233090?l=tivibas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tivibas.blogspot.com/feeds/5884216095396233090/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4003985130944995554&amp;postID=5884216095396233090' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5884216095396233090'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4003985130944995554/posts/default/5884216095396233090'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tivibas.blogspot.com/2007/05/tantas-promessas-e-quanta-lagartixagem.html' title='Tantas promessas e quanta lagartixagem!'/><author><name>Natalia Kuschnaroff</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11381103054903222581</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_tmudvRK_ULQ/TSJ3ikIjevI/AAAAAAAAAEc/2Ml53wd4Pqg/S220/japa_pb.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
